Sindicerv, 76 anos: uma jornada de união e inovação

O início

Rio de Janeiro, 1940. A Companhia Cervejaria Brahma e a Companhia Antarctica Paulista se unem para fundar o Sindicato da Indústria da Cerveja de Baixa Fermentação do Rio de Janeiro. Era o primeiro passo para o fortalecimento da indústria que, com o passar dos anos, tornou-se parte fundamental para a economia do país.

Com o aumento das bases de produção, que se espalharam rapidamente por todas as regiões brasileiras, veio a necessidade de se reformular a instituição. Assim, em 27 de novembro de 1948, nascia o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, o Sindicerv.

O brasileiro e a cerveja

Uma das vertentes que contam sobre a chegada da cerveja ao Brasil relata que o navegador holandês trouxe em sua comitiva o mestre cervejeiro Dirck Dicx. Juntos eles fundaram, em Recife, a primeira fábrica de cerveja das américas, a La Fontaine, com equipamentos e matérias-primas vindas diretamente da Europa.

Começava ali uma história de amor entre os brasileiros e essa bebida feita de cevada. Os povos originários e as comunidades locais já ingeriam bebidas fermentadas, como o cauim, a tiquira e a chicha, à base de mandioca, milho ou arroz, além de vinhos de frutas tropicais, como o caju e a jaboticaba. Mas a cerveja trouxe um sabor exótico e atraente, com a cevada como ingrediente principal.

Iniciada essa relação entre a cerveja e o povo brasileiro, a evolução era inevitável. Os alemães trouxeram o lúpulo e tornaram a bebida mais leve, mais clara e mais adaptada ao clima tropical. Também evoluíram as embalagens, passando dos barris para as garrafas e, mais adiante, para as latinhas de alumínio.

Com a diversidade dos sabores, a cerveja conquistou seu lugar na história brasileira. Ela faz parte da cultura de celebração do nosso povo, e 85% dos brasileiros têm o hábito de beber uma cerveja com os amigos.

A indústria da cerveja do campo ao copo

Da chegada da cerveja ao Brasil até os dias de hoje, foi criada uma cadeia que teve um crescimento expressivo até os dias de hoje. Desde a agricultura, que provê os insumos usados na produção da bebida, passando pelas fábricas, pelos pequenos produtores, pelos transportadores, pelos comerciantes, são gerados mais de 2,5 milhões de empregos. Esse número se traduz em melhoria das condições de vida dos brasileiros e em mais investimentos no país.

O setor cervejeiro é responsável por 2% do PIB brasileiro e arrecadou, em 2023, mais de 50 bilhões de reais em tributos. Temos orgulho de fazer parte dessa nação e de contribuir positivamente para o crescimento do Brasil interna e externamente. Já somos o terceiro produtor mundial de cerveja, ficando atrás apenas da China e dos EUA. Nosso produto ganha vários prêmios internacionais e é admirado – e importado – por muitos países.

Hoje o Sindicerv conta com nove associadas: Ambev, Heineken, Therezópolis, Hocus Pocus, Louvada, Colombina, Philipeia, Inbepa e Stannis. Representamos mais de 85% da produção nacional de cerveja.

Cerveja e moderação: uma combinação de sucesso

A paixão do povo brasileiro pela cerveja e o crescimento do setor trouxeram no bojo um olhar atento ao consumo excessivo e aos prejuízos provenientes desses excessos. Por isso, tanto o Sindicerv como todas as suas associadas defendem o consumo consciente, moderado e responsável da cerveja. Abraçamos campanhas que condenam a mistura de álcool e direção, bem como o uso de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos, conforme preconiza a lei.

Cerveja é sinônimo de alegria, leveza, comemoração. E temos a missão de manter essa imagem construída consistentemente por nossos consumidores desde a chegada dessa bebida ao Brasil. Reconhecemos nossa responsabilidade e nos empenhamos em desenvolver produtos que convirjam com esse posicionamento.

A cerveja zero é um bom exemplo de como a indústria direciona seu potencial de inovação ao atendimento ao perfil dos consumidores. Existe uma escolha, muito explícita nos últimos anos, por um estilo de vida mais saudável. Bebidas com teor alcoólico reduzido, ou até mesmo desalcoolizadas, vão ao encontro desse equilíbrio na rotina, uma vez que o lazer também é fundamental para manter mente e corpo em harmonia.

A cerveja e a reforma tributária

Como representante da maior parte do setor cervejeiro, o Sindicerv atua na relação da indústria com o Poder Público. Apoiamos uma reforma neutra, transparente e que traga benefícios ao país.

O texto que propõe um novo sistema tributário traz o imposto seletivo como ferramenta importante para salvaguardar a saúde pública e o meio ambiente dos efeitos nocivos de determinados produtos e serviços. Apoiamos totalmente o enquadramento das bebidas alcoólicas nesse imposto.

Nossas três bandeiras, defendidas tanto na Câmara dos Deputados como no Senado Federal, são:

  • taxação progressiva, de acordo com o teor alcoólico;
  • manutenção da carga tributária no período de transição;
  • tratamento diferenciado aos pequenos produtores, com escalonamento do imposto seletivo de acordo com o volume de produção.

Sindicerv destaca posição da OMS em audiência pública sobre imposto seletivo

“Taxar o álcool com base no teor alcoólico é eficaz na redução dos riscos à saúde relacionados ao álcool, desencorajando o consumo excessivo, especialmente de bebidas com alto teor alcoólico.” Foi mencionando esse trecho de ofício da Organização Mundial de Saúde (OMS) que o presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, encerrou a participação do setor nas discussões sobre o imposto seletivo na Comissão de Cidadania e Justiça (CCJ) do Senado Federal. A audiência pública ocorreu na segunda-feira (25/11). O documento do órgão máximo de saúde foi enviado recentemente à Comissão de Assuntos Sociais da Casa em resposta a um requerimento da senadora Mara Gabrilli.

Maciel demostrou aos presentes que a taxação por teor alcoólico está alinhada às melhores práticas internacionais e que aderir a esse modelo colocará o Brasil lado a lado com países cujo sistema tributário está na vanguarda. Alemanha, França, Russia, Jamaica e África do Sul são cases de sucesso da adoção da taxação progressiva. “Deu certo lá fora, vamos fazer dar certo aqui também”, afirmou o presidente-executivo do Sindicerv.

O sindicato acompanha a tramitação da reforma tributária desde o início dos debates. Na Câmara dos Deputados, também participou de audiência pública para defender as principais bandeiras do setor cervejeiro: taxação progressiva, de acordo com o teor alcoólico; transição neutra, sem aumento de carga; e tratamento especial para os pequenos produtores, independentemente da bebida produzida, com escalonamento do imposto seletivo de acordo com o volume total produzido. “Apoiamos uma reforma que seja neutra, simplifique e promova crescimento”, resumiu Márcio Maciel.

Encerradas as audiências públicas, o texto de regulamentação da reforma tributária vai a discussão e votação na CCJ e no Plenário da Casa. Na sequência, volta à Câmara para nova análise, caso haja alterações no texto aprovado em Plenário em julho.

CNA anuncia vencedores do Prêmio Brasil Artesanal 2024

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciou, na noite de terça-feira (12/11), as melhores cervejas artesanais que concorreram ao Prêmio CNA Brasil Artesanal 2024. O concurso premiou cinco cervejas nas categorias Ale (alta fermentação) e outras cinco na Lager (baixa fermentação).

O concurso é realizado em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Sebrae, Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) e Papo de Sommeliere.

O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, esteve presente ao evento e destacou a importância do agro para a indústria da cerveja. “A cerveja é o agro na garrafa – vamos do campo ao copo – desde a produção da cevada e do lúpulo até chegar na mesa do brasileiro. Esta é uma bebida que gera muito emprego e imposto. Ficamos muito felizes de ter feito parte do concurso e agradecemos muito a CNA por ter feito este trabalho”, destacou Maciel.

COMO FOI O PRÊMIO CNA BRASIL CERVEJA ARTESANAL

O edital do prêmio prevê duas categorias: Ale (alta fermentação) e Lager (baixa fermentação). Cada produtor de cerveja pôde inscrever dois rótulos, um em cada categoria, para participar da premiação.

De acordo com o regulamento, o concurso é voltado para o produtor com produção anual total de, no máximo, cinco milhões de litros, que tenha preenchido e assinado o Termo de Autodeclaração de volume de produção anual de cerveja.

As dez amostras selecionadas, cinco em cada categoria, vão receber certificados e prêmios. Os três primeiros vão ganhar também o Selo de Participação Ouro, Prata e Bronze.

A premiação é uma iniciativa do Programa Nacional de Alimentos Artesanais e Tradicionais da CNA. O objetivo é valorizar os pequenos e médios produtores rurais, com foco na profissionalização da atividade e na agregação de valor dos alimentos que produzem.

VENCEDORES NA CATEGORIA CERVEJA ALE

– José Macedo – Aratinga Fruit Beer – Ribeira do Pombal – BA
– Ricardo Lima – Aurora Goiaba Sour – Guarapuava – PR
– Silmara Andreatti – Weiss – Igrejinha – RS
– Paulo Dapper – Barley Wine – Novo Hamburgo – RS
– Tácio Montes – Seja Minha Luz – Brasília – DF

VENCEDORES NA CATEGORIA CERVEJA LAGER

– Alexandre Xerxenevsky – Galo Velho Cold IPA – São Paulo – SP
– José Marcos – Vemaguet 67 – Campos do Jordão – SP
– Silmara Ritter – Export – Igrejinha – RS
– Raphael Vieira – Chope Puro Malte Pilsen – Ubá – MG
– Patrícia Mercês – Colombina Cold Brew Lager – Aparecida de Goiânia -GO

Conheça os finalistas do prêmio CNA Brasil de cerveja artesanal

Foto: Divulgação CNA

Os vencedores do Prêmio CNA Brasil Artesanal de cerveja 2024 serão conhecidos em uma cerimônia na terça (12), na sede da entidade, em Brasília. O Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) é um dos parceiros da CNA nesta importante ação de incentivo ao setor.

“O prêmio representa uma chance única ao produtor brasileiro, permitindo que sua cerveja atinja um público mais amplo”, avalia o presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel.

Os dez finalistas foram escolhidos após a etapa de júri técnico, que avaliou mais de 150 amostras. Eles também passaram por uma classificação no júri popular e na análise da história dos seus produtos.

O concurso vai premiar cinco cervejas nas categorias Ale (alta fermentação) e outras cinco na Lager (baixa fermentação).

Os dez classificados são do Distrito Federal, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os vencedores receberão prêmios em dinheiro, certificados e selos.

Também são parceiros o Sebrae, Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), e Papo de Sommeliere.

Confira abaixo a lista dos dez finalistas apresentadas abaixo pela ordem alfabética dos nomes dos participantes.

Categoria Lager

  1. Alexandre Lewis Xerxenevsky (SP) – Cerveja Galo Velho Cold IPA
  2. José Marcos da Silva (SP) – Cerveja Vemaguet 67
  3. Mark Neumann (GO) – Cerveja Colombina Cold Brew Lager
  4. Raphael Vieira Ferreira Carneiro (MG) – Chope Puro Malte Pilsen
  5. Robert Krause Reichert (RS) – Cerveja Export Stier

Categoria ALE

  1. José Macedo dos Santos (BA) – Cerveja Aratinga Fruit Beer
  2. Paulo Rodrigo Dapper (RS) – Cerveja Barley Wine
  3. Ricardo de Almeida Lima (PR) – Cerveja Aurora Goiaba Sour
  4. Robert Krause Reichert (RS) – Cerveja Weiss Stier
  5. Tácio de Araújo Montes (DF) – Cerveja Seja Minha Luz

(Com informações da assessoria de comunicação da CNA)

Na WBA, Sindicerv defende reforma tributária alinhada a padrões internacionais

O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, destacou nesta semana, em Genebra, o peso da indústria cervejeira brasileira na geração de empregos, crescimento econômico e arrecadação de impostos, além da importância da aprovação de uma reforma tributária alinhada com as melhores referências internacionais.

Márcio Maciel participou do encontro anual da WBA (World Brewing Alliance), a entidade que reúne as principais entidades cervejeiras regionais espalhadas pelos continentes.

O Sindicerv ocupou posição de destaque no evento, tendo sido convidado pela organização para falar para representantes de associações de várias partes do mundo. Em sua exposição, Maciel apontou números que mostram o impacto econômico e social da indústria cervejeira, que representa 2% do PIB brasileiro e emprega mais de 2,5 milhões de pessoas em toda a cadeia.

Também explicou aos participantes as principais bandeiras na reforma tributária: tributação progressiva baseada no teor alcoólico, além da importância de um regime de transição que evite a bitributação e de um tratamento diferenciado para os pequenos produtores, independentemente da bebida produzida. O consumo responsável foi outro tema em evidência na apresentação.

“Foi uma oportunidade única para troca de informações e de insighs fundamentais sobre o presente e o futuro de uma indústria forte globalmente e que faz parte das culturas regionais, com impactos econômicos muito expressivos para as localidades onde as cervejarias estão instaladas. Nosso setor é fonte de emprego e renda diretamente para a população onde são fabricadas as cervejas”, ressaltou.

Dentre os vários indicadores apresentados e discutidos, o crescimento das opções e do mercado de cerveja sem álcool e com baixo teor alcoólico foi um dos destaques, inclusive no Brasil A reunião da WBA ocorreu de segunda a quarta-feira (30).