Marcos Didonet, diretor do Centro de Cultura, Informação e Meio Ambiente (foto: Fabio Lisi)

“Sustentabilidade deixou de ser moda para virar necessidade das empresas”

Para idealizador do Green Nation, evento de sustentabilidade que ocorre em São Paulo, companhias estão mais preocupadas com o meio ambiente

Geógrafo de formação e cineasta de carreira, Marcos Didonet acompanha há algum tempo discussões e ações concretas em prol da sustentabilidade, causa que ele escolheu abraçar em sua trajetória. Diretor do Centro de Cultura, Informação e Meio Ambiente e organizador de sete edições do Green Nation, um dos grandes eventos brasileiros para conscientização sobre o tema, ele acredita que houve avanços significativos em como se trata o assunto no país.

Para ele, é possível dizer que a sustentabilidade deixou de ser apenas um discurso, e entrou de vez na prática das companhias.

“Há dez anos, quando se tentava falar com as empresas, cada uma só queria saber do próprio negócio. Hoje, elas sabem da responsabilidades que possuem. A sustentabilidade deixou de ser uma moda bacana para se tornar uma necessidade das companhias”, diz Didonet.

Provas disso, diz ele, são atitudes como a da Ambev, que prometeu ter 100% de suas bebidas comercializadas em embalagens retornáveis ou feitas de material reciclado até 2025. A fabricante é uma das apoiadoras do evento, mas só foi aceita como tal por causa dos compromissos ambientais estabelecidos.

“Hoje, você nem é autorizado a exportar produtos se não tiver o ISO 14001 [normas de gestão ambiental]. E a consequência é que vemos o público geral indo mais atrás de artigos saudáveis para consumir”, diz Didonet, citando o selo que regulamenta sistemas de gestão ambiental dentro das empresas.

No Green Nation, que acontece no parque do Ibirapuera, em São Paulo, até 31 de março, várias ações são assinadas por grandes empresas que buscam se associar à sustentabilidade. Mas o que marca mesmo o evento são as experiências que ensinam a importância da preservação ambiental de forma imersiva e/ou tecnológica.

Leia mais em epocanegocios.globo.com

Comente