Prêmio CNA Brasil Artesanal Cerveja divulga finalistas do concurso

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil divulgou a relação dos dez finalistas do Prêmio CNA Brasil Artesanal Cerveja. Eles foram escolhidos após a etapa de júri técnico, que avaliou mais de 150 amostras, e serão avaliados no júri popular no dia 25 de outubro, em Brasília (DF). Os dez classificados são do Distrito Federal, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

O objetivo do concurso é valorizar os pequenos e médios produtores do setor cervejeiro nacional, com foco na profissionalização da atividade e na agregação de valor ao produto. O prêmio é realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Sebrae, Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) e Papo de Sommeliere.

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O concurso vai premiar cinco cervejas nas categorias Ale (alta fermentação) e outras cinco na Lager (baixa fermentação). Cada produtor pôde inscrever dois rótulos, um em cada categoria. A premiação é voltada para quem tem produção anual total de até cinco milhões de litros. Ao todo, mais de 150 produtos foram inscritos.

As dez cervejas selecionadas, cinco em cada categoria, seguem agora para a avaliação do público em geral no dia 25 de outubro, no espaço gastronômico Mané Mercado, em Brasília (DF). A degustação será realizada a partir da 18h . Os produtos não serão identificados para a degustação e os consumidores farão a avaliação sensorial em um tablet disponibilizado pela CNA.

(Com informações da CNA)

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Em audiência no Senado, Sindicerv defende tributação diferenciada de bebidas alcoólicas

O presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Márcio Maciel, defendeu nesta quarta-feira (9/10), no Senado Federal, as principais bandeiras do setor na regulamentação da reforma tributária, como a progressividade do imposto seletivo de acordo com o teor alcoólico das bebidas.

Maciel foi um dos expositores na audiência pública promovida pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Durante sua fala, Maciel destacou também os desafios enfrentados pela indústria cervejeira, especialmente em relação à elevada carga de impostos incidentes sobre o produto – que chega a 56% para o consumidor final.

Segundo dados de pesquisa do Instituto Locomotiva exibida pelo presidente-executivo do Sindicerv, 7 em cada 10 brasileiros já consideram que a cerveja paga uma carga tributária elevada.

Ao explicar as bandeiras do setor na reforma, Márcio Maciel foi taxativo: “Produtos diferentes precisam ter tratamento diferenciado”, ressaltou, ao lembrar que essa prática segue as melhores práticas internacionais. A tributação progressiva de acordo com o teor alcoólico é recomendada por organismos internacionais como OMS, OCDE, FMI e Banco Mundial, ressaltou.

Também são propostas do setor cervejeiro um regulamentação que evite a bitributação durante o período de transição para o novo regime (2027-2032), com consequente aumento de carga, e um tratamento diferenciado para os pequenos produtores.

Em sua fala, destacou ainda a importância de uma política tributária mais equilibrada, que leve em conta a relevância econômica e social da indústria de bebidas no Brasil, responsável por gerar milhares de empregos diretos e indiretos.