Cervejaria CERPA

Fundada em 1966 por Konrad Karl Seibel, a CERPA Cervejaria Paraense é uma das principais indústrias brasileiras de bebidas, localizada à margem da Baía do Guajará. Com quase 60 anos de história, a empresa combina a tradição cervejeira europeia com o compromisso com a biodiversidade da Amazônia e práticas sustentáveis. Seu portfólio reúne tradição e inovação, com vasto portfólio e presença em várias unidades da federação.

A sustentabilidade é pilar da CERPA, que utiliza energia solar, reaproveita caroço de açaí para gerar vapor e opera a primeira Estação de Tratamento de Efluentes automatizada do Norte. A gestão eficiente de resíduos, doação mensal de água potável para a comunidade local e metas para neutralidade de carbono demonstram seu compromisso com a economia circular e a preservação ambiental. Assim, a CERPA se destaca como referência nacional em inovação e ESG, cuidando do futuro da Amazônia.

Instagram: https://www.instagram.com/cerpacervejaria/

Sindicerv chega a 11 associadas com filiação da tradicional cervejaria Cerpa

A menos de um ano de completar 60 anos de trajetória, a tradicional cervejaria paraense Cerpa ingressou no quadro de filiadas ao Sindicerv, que passa a ter 11 associadas.

Fundada em 1966 pelo imigrante alemão Konrad Karl Seibel, a Cerpa carrega 59 anos de história, completados em junho último, como uma das principais indústrias brasileiras de bebidas, com vasto portfólio à disposição do consumidor.

Inspirada pela biodiversidade da Amazônia, a empresa localizada às margens da Baía do Guajará alia a tradição cervejeira de origem europeia a um sólido compromisso com a economia circular.

Em um momento em que o Pará se destaca mundialmente como sede da COP30 em novembro deste ano, a Cerpa reforça seu protagonismo com ações concretas voltadas à preservação ambiental, à inovação e ao desenvolvimento social da região.

Entre as ações de sustentabilidade da marca, estão o tratamento de efluentes, o uso de energia solar para suprir mais de 70% do consumo energético da fábrica, a produção de vapor com caroço de açaí, a preocupação com a boa gestão de resíduos, a doação de água potável para a comunidade da Pratinha e o investimento contínuo em projetos para ampliar a captação e o reaproveitamento de CO₂.

O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, saúda a filiação da Cerpa. “Damos boas-vindas a esta tradicional cervejaria paraense, que chega para fortalecer nosso sindicato com sua vasta trajetória”, ressalta.

O Sindicerv passa agora a ter em seus quadros as seguintes associadas: Ambev, Heineken, Hocus Pocus, Louvada, Therezópolis, Colombina, Philipeia, Stannis, Inbepa, Cozalinda e Cerpa. Juntas, essas cervejarias respondem por mais de 85% da produção da bebida no Brasil.

Abertas as inscrições para 4ª edição do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil

Com apoio institucional do Sindicerv, a Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas) abre as inscrições para a quarta edição do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil, que reconhece os rótulos mais bonitos e criativos de latas de bebidas comercializadas no país. Neste ano, a premiação ganha uma novidade com a ampliação de categorias: além de cervejarias, poderão concorrer empresas que atuam com outros tipos de bebidas em lata.

Até o dia 25 de agosto, empresas de bebidas de todos os portes (micro, médias e grandes), podem inscrever gratuitamente até cinco rótulos por categoria, por meio do site oficial do concurso, em uma das duas categorias disponíveis: Cervejarias ou Outros Produtos.

“A premiação reforça nosso compromisso com a inovação, a sustentabilidade e a valorização da embalagem como ativo estratégico para as marcas”, destaca Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas.

Cada categoria premiará três rótulos, com troféus de ouro, prata e bronze. Além dos prêmios, os vencedores também receberão um selo oficial de reconhecimento e participarão de ativações realizadas em parceria com a Abralatas e seus parceiros.

O concurso será realizado em duas etapas. Na primeira fase, um júri técnico especializado selecionará os cinco melhores rótulos de cada categoria. Já na segunda, a votação é aberta ao público que votará online entre os finalistas, por meio do site da premiação. Os vencedores serão revelados em outubro num evento em São Paulo. Além do Sindicerv, outras nove entidades apoiam institucionalmente o concurso

Serviço

Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil – 4ª edição
Inscrições: até 25 de agosto de 2025
Site e regulamento: www.latamaisbonita.com.br

(Da redação, com informações da Abralatas)

Sicobe: de volta ao passado ou rumo ao futuro?

Crédito: freepik

Márcio Maciel*
Alexandre Horta*
Gilberto Tarantino
*

Artigo publicado no Poder 360 em 29/06/25

O ano é 2025, mas parece que voltamos para 2008. Assim como Marty McFly, personagem de Michael J. Fox em “De Volta para o Futuro”, que acidentalmente retorna a 1955 e causa espanto com sua roupa e tecnologia, o setor de bebidas será transportado a uma era analógica com a reativação do Sicobe (Sistema de Controle de Produção de Bebidas) –o sistema de controle físico nas linhas de produção para fins de controle e tributação, descontinuado desde 2016. O tema acende um debate: queremos um sistema de fiscalização do passado ou estamos prontos para avançar com ferramentas modernas?

Instituído em 2008, o Sicobe foi uma resposta válida aos desafios fiscais da época, ajudando o governo a monitorar a produção de bebidas no Brasil com a tecnologia até então disponível. Durante anos, cumpriu seu papel. Mas o sistema também carregava um alto custo operacional – R$ 1,4 bilhão por ano – e exigia a instalação de equipamentos nas linhas de produção, impactando diretamente a rotina das fábricas. Em 2016, a própria Receita Federal optou por descontinuá-lo, diante de denúncias de corrupção, ineficiências operacionais e da chegada de novas tecnologias.

A partir disso, o Brasil e o mundo avançaram em soluções digitais de controle fiscal. Ferramentas como a Nota Fiscal Eletrônica, o Bloco K da Escrituração Fiscal Digital e até recursos de inteligência artificial se tornaram padrão na fiscalização moderna e precisam ser consideradas. Elas oferecem rastreabilidade, transparência e baixo custo, sem interferir nas operações produtivas. Reinstalar o Sicobe seria como rodar o Windows 95 em um computador dos nossos tempos que opera em nuvem.

A base legal que sustentou o Sicobe foi criada no início dos anos 2000. De lá para cá, a indústria de bebidas se transformou –o número de cervejarias triplicou, novas categorias de produtos surgiram e o mercado se tornou mais dinâmico. Esse novo cenário exige, com urgência, uma legislação moderna, sintonizada com os novos tempos e distante de ferramentas de controle físico ultrapassadas, que hoje funcionam em pouquíssimos países.

Não à toa mais de 40 entidades do setor assinaram um manifesto em defesa de um sistema de controle que olhe para frente. A proposta é clara: construir, em parceria com o poder público, uma solução digital, eficiente, transparente, aberta, não interventiva e alinhada à nova legislação tributária, como estabelece a Lei Complementar 214 de 2025. A indústria reconhece a importância do controle e reafirma seu compromisso com a legalidade e a responsabilidade fiscal.

A volta do Sicobe não representa só um custo elevado – é também um sinal trocado diante de todo o esforço de modernização fiscal pelo qual o Brasil passou na última década. O setor de bebidas está pronto para continuar contribuindo com soluções que unam inovação, transparência e eficiência. O futuro exige mais que saudade do passado: exige coragem para avançar.

* Márcio Maciel (presidente-executivo do Sindicerv), Alexandre Horta (presidente-executivo da (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas) e Gilberto Tarantino (presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal).