Ambev lança programa para contratar mulheres líderes para tecnologia

A Ambev Tech, divisão de tecnologia da Ambev, realiza o programa chamado de “Mulher.Ada”. A primeira edição tem como foco lideranças e vai contratar 20 mulheres (cis, trans, travestis e pessoas não-binárias) para cargos de gerência ou coordenação da Ambev Tech.

Segundo a Ambev, as vagas, em regime CLT, podem ser em trabalho remoto, híbrido ou presencial, à escolha da candidata. Experiência com tecnologia é desejável, mas não é obrigatória.

A ideia é que o Mulher.Ada seja periódico e que a cada edição seja destinada a perfis específicos como programadoras e desenvolvedoras, ou para recortes como mulheres negras e LGBTQIA+.

As inscrições, para candidatas de todo o Brasil, vão até 6 de agosto e podem ser feitas neste link.

Heineken dobra lucro, mas alerta para alta de custos

A Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, divulgou nesta segunda-feira (2) resultado de primeiro semestre acima do esperado pelo mercado, mas alertou sobre fraqueza no restante do ano por causa de custos em alta e impactos contínuos da pandemia nas principais regiões do grupo.

A companhia teve lucro operacional recorrente de 1,63 bilhão de euros ante expectativa média do mercado compilada pela empresa de 1,22 bilhão.

Dolf van den Brink, presidente-executivo da Heineken, afirmou que a empresa ficou satisfeita com o forte desempenho do primeiro semestre, mas afirmou que há motivo de cautela, uma vez que a expectativa é que os resultados de 2021 como um todo fiquem abaixo dos níveis de antes da pandemia.

O aumento dos custos de commodities também começou a afetar a Heineken no segundo semestre e deve ter um “efeito material” em 2022.

Anteriormente, a Heineken havia informado que esperava que as condições de mercado no segundo semestre melhorariam em 2021, dependendo do ritmo da vacinação.

6 tendências para o futuro do setor cervejeiro pós-pandemia

O mês de março de 2020 representou um marco e uma ruptura na sociedade, atingida pelo coronavírus que levou centenas de milhares de vidas brasileiras, provocou uma crise sanitária inimaginável e alterou hábitos e atividades. Mas isso terminará para todos os segmentos, que levarão consigo traumas, adaptações e novas iniciativas, como o setor cervejeiro, que, aos poucos, começa a vislumbrar o futuro pós-pandemia.

Essa nova fase ainda está distante, sendo difícil prever quando poderá ser percebida, mas a aceleração da vacinação e o início do agendamento de alguns eventos para 2022 começam a indicar – e a dar esperanças – de que a crise sanitária poderá ser controlada. Pensando nisso, o Guia ouviu especialistas para a segunda parte do dossiê sobre o momento do mercado e, agora, mais especificamente, a respeito de como será o pós-pandemia do setor cervejeiro.

Para o segmento de artesanais, a expectativa é de que a nova fase seja marcada pela concentração de marcas, como um dos efeitos provocados pela crise econômica que enfraqueceu vários participantes do setor. Além disso, a aposta é de que ocorrerá um boom de consumo fora de casa, algo que vem sendo freado nos últimos meses pelas medidas restritivas.

Apesar disso, os especialistas apostam que as vendas pelo comércio eletrônico e delivery e eventos online continuarão sendo uma das marcas do setor cervejeiro no pós-pandemia. E asseguram que a expansão do setor, paralisada no início de 2020, será retomada brevemente, superando os níveis de consumo de artesanais de 2019.

Confira 6 tendências para o setor cervejeiro pós-pandemia na opinião de especialistas ouvidos pelo Guia:

1- Boom de consumo nos tradicionais pontos de venda

Após meses fechados ou funcionando com inúmeras restrições, bares e restaurantes devem aproveitar o controle da pandemia para reencontrar seu público.

“A gente imagina que haverá oportunidades, uma explosão de consumo nos pontos de venda, nos bares, nos restaurantes, mas que quem vai aproveitar será quem estiver melhor preparado, principalmente nas questões relacionadas ao caixa. Quem tiver grana para atender esses pontos de venda, tiver capital de giro, fizer enxoval e ações, é quem vai conseguir se dar muito bem nessa retomada”, Carlo Enrico Bressiani, diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM).

2- Maior concentração entre marcas artesanais

Nem todos puderam vencer os desafios enfrentados em uma crise que perdura há mais de um ano. E isso deverá ser percebido com a presença de menos marcas no setor. “A gente acha que, com o fim da pandemia, vai haver uma ocupação de alguns grupos dessas lacunas criadas pelas cervejarias que vão fechar. Então, quem tinha recurso econômico, quem tinha capacidade para suportar o baque, vai ocupar, realmente, essas lacunas. Então, eu acho que vai haver uma concentração”, avalia o presidente da Federação Brasileira das Cervejarias Artesanais (Febracerva), Marco Antonio Falcone.

Já para Bressiani, o que se verá é uma concentração do segmento de cervejas artesanais em algumas marcas, fruto também de fusões e compras. “Já começa a acontecer um certo movimento de fusões, de mudanças, de aquisições, então, acho que isso também é uma tendência dos próximos meses”, destaca o diretor da ESCM (http://labelsonic.com.br/).

3 – Manutenção das vendas online

O e-commerce e o delivery, saídas para cervejarias na pandemia, continuarão ativos e atraentes para os clientes. Mas as marcas precisarão saber dialogar com seu público, segundo analisa a sommelière Bia Amorim.

“O desafio é conseguir fazer com que o comercial trabalhe em diferentes canais as ferramentas que trouxeram novas possibilidades, que foram abertas durante o período de isolamento. Essa nova fase, muito mais virtual do que havíamos vivido, mostrou que a criação de conteúdo de qualidade não é tão fácil quanto parece e não basta apenas fazer uma boa cerveja, é preciso comunicar que ela existe e ter conceitos bem embasados da história que conta”  Bia Amorim, sommelière.

4 – Surgimento de eventos híbridos

O mundo virtual, que ganhou espaço na pandemia, também conviverá harmonicamente com eventos presenciais. “Acredito que a tendência é vivermos em um estado híbrido, onde muito do que vamos fazer no off, será transmitido pelo on, cada vez mais acessível e globalizado. As vendas pelos ecommerces ganham força e confiança, além do aumento de assinaturas de clubes e comunidades mais consolidadas”, acrescenta Bia.

5 – Reforço da criatividade nas cervejarias

Aguçada pela falta de alternativas durante a pandemia, a criatividade seguirá em alta. “O que se tem por certo é que toda crise desperta o lado mais criativo em busca de soluções de contorno para as mais distintas situações. O Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja no mundo, o que não é pouca coisa, e a efervescência que se observa no setor certamente se manterá”, argumenta Carla Crippa, presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv (https://sindicerv.com.br/2025/)).

Crippa lembra, ainda, que o Padrão de Identidade e Qualidade da Cerveja (PIQ da Cerveja), publicado no fim de 2019 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, permite uma série de inovações nas receitas, como a possibilidade de substituição do lúpulo por ervas e a permissão de inclusão de matérias-primas de origem animal e outros ingredientes de origem vegetal na receita da bebida. E, em sua visão, isso deve reforçar a inovação na atuação das cervejarias.

“O novo PIQ de Cerveja abre espaço para ampliar a criatividade brasileira na produção da cerveja, que vai se fixando mais e mais como uma paixão nacional”, argumenta Carla Crippa, presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv)

6 – Retomada do crescimento paralisado em 2019

O setor de cervejas artesanais voltará a ocupar o espaço que tinha há dois anos. “O mercado tende a voltar aonde estava em 2019 e sobrepassar esse valor, esse porcentual de consumo das artesanais, assim que a coisa melhorar. Em um período de um ano, depois da normalização, imagino que já vai ter recuperado, inclusive, pode até superar o que nós tínhamos anteriormente”, prevê Bressiani, da ESCM.

Já o presidente da Febracerva aposta que o setor de artesanais poderá, em breve, responder por 2% do segmento cervejeiro no pós-pandemia.

“Muitas dessas cervejeiras que foram registradas, que não estão operando, vão entrar em operação e eu acredito que o setor de cervejas artesanais consiga chegar aos 2% mercado – hoje, a gente calcula 1,5%. Então, em 2022, com a tendência de controle dessa pandemia, o setor alcançaria os 2% e continuaria evoluindo, porque antes da pandemia, ele crescia 15% ao ano”  Marco Antonio Falcone, presidente da Febracerva.

Fonte: https://guiadacervejabr.com/tendencias-setor-cervejeiro-pos-pandemia/

Ambev rumo a um mundo melhor e, desta vez, com o pioneiro e-Delivery

Por Rodrigo Figueiredo*

Embora nossa sociedade ultrapasse a cada dia barreiras tecnológicas, lançando ações inovadoras aos diversos problemas da atualidade, é preciso sempre lembrar que estamos inseridos em um meio ambiente que precisa de cuidado e atenção. Neste contexto, colaboração e tecnologia passam a ser, então, importantes aliados da sustentabilidade.

E, rumo a essa missão, a Ambev alcança mais um marco histórico no Brasil: pela primeira vez utilizaremos um caminhão 100% elétrico, com zero emissão de gases nocivos (carbono, NOX e micropartículas), em nossas operações logísticas pelas ruas, avenidas e estradas do país. O modelo? Um e-Delivery 14 toneladas 6×2, brasileiro.

A iniciativa pioneira é fruto da parceria fechada com a Volkswagen Caminhões & Ônibus em 2018. Cem unidades já estão em fabricação e entrarão em circulação até o final do ano. O plano é ter 1.600 modelos com a tecnologia zero emissões até 2025, o que representa um terço da nossa frota.

Mas, na prática, o que isso muda na evolução da agenda ESG, especialmente em E? Quando falamos em ações climáticas, cujas mudanças estão entre os nossos maiores e mais urgentes desafios, assumimos o compromisso de reduzir as emissões dos escopos 1, 2 e 3 em nossas atividades. Isso significa reduzir emissões diretas, emissões indiretas provenientes da aquisição de energia elétrica, e todas as outras emissões indiretas da nossa cadeia, mas não controladas pela companhia.

Assumimos publicamente a meta de reduzir 25% das emissões de carbono ao longo da nossa cadeia de valor até 2025 e, desde 2003, já reduzimos 63% das nossas emissões diretas. Embora ambicioso, o objetivo se torna atingível a partir de muito trabalho e esforço conjunto com nossos parceiros.

Ao entrarmos com uma das maiores frotas de veículos elétricos, estamos diretamente garantindo chegar rapidamente a esse objetivo e influenciando outras companhias a fazer o mesmo. Somente no primeiro ano de operação, estimamos que essa frota de 100 caminhões elétricos deixará de emitir aproximadamente 1.540 toneladas de gás carbônico na atmosfera e 583 mil litros de diesel serão economizados.

Completando o círculo virtuoso, 100% desses caminhões em prestação de serviços logísticos à Ambev serão alimentados por energia renovável quando a frota estiver completa. A companhia está inaugurando mais de 44 usinas solares em todo o país, que, juntamente com outros projetos de energia renovável, vão produzir eletricidade suficiente para atender 100% dos 93 centros de distribuição da companhia no Brasil.

Nossa jornada de carbono é 360°, ou seja, olha para todas as direções de atuação da companhia. Desenvolvemos iniciativas em outras frentes, como embalagem circular, agricultura sustentável, gestão de água, entre outras. Juntas, todas caminham para um objetivo único: construir um mundo melhor com negócios sustentáveis a longo prazo.

E, como ninguém faz nada sozinho, cada vez mais passamos a contar e trocar com pessoas, mercados, parceiros, consumidores e comunidades em que estamos inseridos. Integramos todos um ecossistema em que cada ação positiva gera resultados transformacionais para as gerações futuras.

Sempre menciono Gandhi: “Seja a mudança que você quer ver no mundo” e por aqui seguimos assim, fazendo juntos, hoje, um amanhã melhor para todos.

*Rodrigo Figueiredo é vice-presidente de sustentabilidade e suprimentos da Ambev

Fonte: https://exame.com/bussola/ambev-rumo-a-um-mundo-melhor-e-desta-vez-com-o-pioneiro-e-delivery/

Vendas de cervejas da Ambev devem subir 25% no 2º trimestre, diz Credit Suisse

As vendas de cervejas da Ambev no Brasil devem crescer 25% no segundo trimestre deste ano, na comparação anual, estima o Credit Suisse, sustentada pela alta de 12,5% nos volumes e 11,5% nos preços. Se juntar os últimos dois anos, o crescimento nas vendas deve ficar em 21%.

A analista Marella Recchia fala que o bom momento do segmento vem com a reabertura econômica, com melhora nos indicadores de garrafas retornáveis (que são mais rentáveis) e nas vendas de marcas premium, como o Chopp Brahma. Um melhor mix de produtos e o avanço da plataforma de vendas online também contribuem.

“Notamos que a Ambev começou a gradualmente aumentar preços, ainda não divulgado, de embalagens de uso único. Também vemos que a empresa foi flexível com descontos, sugerindo poucos efeitos no trimestre”, diz o relatório.

A margem Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) das vendas deve ser de 22%, estima Recchia, com o resultado impactado por maiores custos de produção.

As outras divisões da Ambev também devem se recuperar, com os volumes de bebidas não alcoólicas subindo 25% nas estimativas do banco, America Latina Sul, 26%, América Central e Caribe, 61,5%, enquanto Canadá deve cair 1%. Em termos consolidados, o volume da Ambev deve crescer 18,5%, somando R$ 15,6 bilhões em vendas e Ebitda de R$ 4,2 bilhões.

O Credit Suisse tem recomendação de compra para Ambev, com preço-alvo em R$ 21,50, potencial e alta de 20,78% sobre o fechamento de ontem.

Ambev abre inscrições para programa de aceleração de startups

Estão abertas, até 23 de julho, as inscrições para a terceira edição da Aceleradora 100+, programa de aceleração promovido pela Ambev para impulsionar startups de impacto que, de acordo com a empresa, ofereçam soluções aos principais desafios de sustentabilidade de hoje e dos próximos anos com projetos inovadores.

Podem participar companhias que se encontram no momento de ida a mercado, ou seja, que já testaram inicialmente suas ideias e desejam tracionar suas vendas. Após selecionadas e um mês junto executivos da Ambev, mentores especialistas e fundos de investimento, as propostas mais qualificadas serão contratadas e receberão acompanhamento de gestores para implementação.

“Os desafios ambientais atuais exigem soluções inovadoras e fora da caixa, por isso a Aceleradora 100+ surge como uma oportunidade para encontrarmos essas ideias novas e desenvolvermos parcerias que vão impulsionar negócios e ajudar o meio ambiente”, afirma Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de Sustentabilidade e Suprimentos da Ambev.

Objetivos e necessidades

Gestão da água, agricultura sustentável, mudança climática, embalagem circular, ecossistema empreendedor e conservação da biodiversidade na Amazônia são os desafios contemplados pelo Aceleradora 100+, que, neste ano, conta a Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA) e o Quintessa.

Soluções para os temas apresentados vão ao encontro dos objetivos de sustentabilidade definidos pela Ambev em 2018, destaca a companhia, que, neste caso, conta com apoio institucional do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU).

Figueiredo complementa: “A pandemia vem reforçando a necessidade de crescimento compartilhado, de trabalho em conjunto com o ecossistema. Este é o principal objetivo desta edição da Aceleradora 100+: provar que juntos podemos criar e desenvolver ações que tenham um impacto verdadeiro na sociedade.” Para saber mais, clique aqui.

Fonte: https://www.tecmundo.com.br/mercado/220766-ambev-abre-inscricoes-programa-aceleracao-startups.htm

Podcast Digitalize: Você conhece o Zé? 27 milhões de pessoas disseram sim

A Ambev quer atrair e formar profissionais de tecnologia e para isso vem investindo em aplicativos, big data e inteligência artificial. Neste bate-papo, ouvimos Eduardo Horai, diretor de tecnologia da companhia, que conta como surgiu a Ambev Tech, o aplicativo Zé Delivery e o Empório da Cerveja.

Com a Ambev Tech, a tecnologia permeia o ecossistema da empresa, sendo protagonista na revisão de todos os processos operacionais, com foco em agilidade, colaboração, eficiência e inovação. “Nossa estratégia se baseia na centralidade do cliente, com implementação de ferramentas big data, advanced analytics e inteligência artificial, entre outras, para entregar a melhor experiência nas horas de comprar e de consumir”, diz Horai.

Com o  Zé Delivery, o maior app de bebidas do Brasil, com mais de 27 milhões de clientes, a empresa além quer estar mais próxima de clientes e consumidores. A Ambev também desenvolveu o Empório da Cerveja, e-commerce da companhia que agregou o portfólio de outras cervejarias; e o BEES, um superapp voltado ao comerciante, uma plataforma B2B em que estão disponíveis o portfólio Ambev e produtos de outros segmentos e marcas, a exemplo de alimentos.

Fonte: https://exame.com/bussola/podcast-digitalize-voce-conhece-o-ze-27-milhoes-de-pessoas-disseram-sim/

Heineken anuncia meta de carbono neutro em toda sua cadeia de valor no Brasil até 2040

A Heineken vinha trabalhando para neutralizar o carbono gerado por seus meios de produção até 2023. No entanto, no mês passado a cervejaria decidiu ampliar seus esforços e levar a meta a outro nível: alcançar o carbono neutro em toda a cadeia de valor do Brasil até 2040. Mais do que cuidar de suas fábricas, a empresa busca levar a sustentabilidade à operação logística e aos pontos de venda.

“Reconhecemos nossa responsabilidade e nosso papel para solucionar o desafio de neutralizar as emissões de carbono em toda a nossa cadeia de valor. Por isso, estamos com metas e iniciativas ambiciosas para promover impactos socioambientais positivos no Brasil”, comenta Ornella Vilardo, gerente de sustentabilidade do Grupo Heineken.

Ainda este ano, iniciando a neutralização nos pontos de venda, a companhia colocará em prática um projeto que facilitará o uso de energia verde por bares e restaurantes nos quais o portfólio da marca está presente. “Proporcionar essa oportunidade para nossos clientes é uma maneira de garantir que nossas ambições cheguem também na ponta da cadeia e se conectem com nossos consumidores finais”, completa a executiva.

A iniciativa está alinhada às ações da empresa nos últimos anos, como o projeto Noronha Plástico Zero – parceria com as empresas Menos 1 Lixo e Iönica para a instalação de centros de engajamento, entrega de kits de materiais reutilizáveis aos moradores e turistas e melhoria do sistema de coleta do vidro consumido e descartado na ilha de Fernando de Noronha -, e o programa Glass is Good – parceria com a Abrabe (Associação Brasileira de Bebidas) que já encaminhou mais de 50 milhões de garrafas para reciclagem desde 2010.

“O Brasil é o primeiro mercado da marca Heineken mundialmente e, para que possamos promover o desenvolvimento sustentável do nosso negócio e da sociedade, é fundamental que estejamos trabalhando ativamente para preservar os recursos naturais e reduzir ao máximo nossos impactos ambientais”, destaca Mauro Homem, diretor de corporate affairs da empresa. “Esse movimento está 100% alinhado ao nosso principal valor: o respeito pelas pessoas e pelo meio ambiente.”

Fonte: https://forbes.com.br/forbesesg/2021/07/heineken-anuncia-meta-de-carbono-neutro-em-toda-sua-cadeia-de-valor-no-brasil-ate-2040/

A dose e o veneno da reforma tributária

LUIZ NICOLAEWSKY
Superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv)

Em meados do século 16, o médico e físico Paracelso disse que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose. Em exagero, ambos podem matar. Em doses insuficientes, um não mata, e o outro jamais cura. Esse pensamento é particularmente adequado nesse momento em que se coloca em pauta a reforma tributária. A indústria brasileira — tendo o setor da cerveja como um grande player — está atenta aos principais movimentos da agenda de desenvolvimento econômico e social do país e um dos seus pontos mais importantes é a reforma tributária. Em discussão no parlamento, se bem conduzida, a reforma será fundamental para a retomada econômica, a geração de empregos e o aumento da renda da população brasileira pós-pandemia.

Trata-se de um dos setores de extrema relevância no Brasil. Afinal de contas, somos o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, com uma das cadeias produtivas mais extensas, que gera mais de 2 milhões de postos de trabalho, R$ 25bilhões por ano de tributos e representa pouco mais de 2% do PIB. Por este motivo, podemos afirmar que a indústria da cerveja é peça fundamental nesse processo de retomada do crescimento econômico.

Neste momento tão particular e delicado, aprendemos a repensar nossas atitudes, rever nossos valores, viver com menos e de forma mais simples. E essa lógica precisa ser aplicada também ao nosso sistema tributário. Avançar com a reforma tributária hoje no Brasil é urgente e crucial. O setor apoia uma ampla reforma tributária, abrangendo todos os tributos sobre o consumo e que seja efetivamente transformadora, tendo como fim maior a simplificação de todo o sistema, a eliminação da burocracia e da insegurança jurídica, sem que se promova um aumento da atual carga impositiva, que já é uma das maiores do mundo.

Para ir ainda mais fundo no tema, contratamos um estudo junto à Fundação Getulio Vargas com o objetivo de mapear o setor e simular as propostas que se encontram em debate no Congresso Nacional. As simulações apontam que majorações na carga tributária vigente produziram consequências negativas não apenas para o setor, mas, em especial, para o país.

Um potencial incremento, nos moldes do que tem sido preconizado e apresentado acarretará redução expressiva na renda, nos empregos, nos investimentos e na arrecadação por parte dos Estados e da União. Não é um prognóstico de uma única indústria. A cadeia produtiva da cerveja começa no campo, passa por transporte, energia, veículos, alumínio e vidro, só para citar alguns exemplos. Ou seja, toda e qualquer iniciativa tem impacto, para o bem ou para o mal, nessa cadeia.

Relembrando da analogia do filósofo Paracelso, é preciso conversarmos sobre a “dose” para que não haja exageros ou que as medidas sejam insuficientes. Apoiamos a reforma tributária ampla e abrangente, que traga simplificação e não aumento de carga. Não é hora de aumentar imposto. O momento agora é de acertar a dose para que o remédio não se torne veneno. Defendemos, por isso, a ampla discussão, a reflexão e a união para trabalharmos a favor de uma indústria nacional forte e colaborativa para reencontrar o caminho do crescimento de que tanto necessitamos.

Foto: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2021/07/4935495-a-dose-e-o-veneno-da-reforma-tributaria.html

Dossiê: O mercado brasileiro de cervejas de fato cresceu na pandemia?

Ampliação no número de fábricas registradas, risco real de fechamento de algumas companhias e aumento no consumo de cerveja. Essas informações, compiladas em diferentes pesquisas e levantamentos realizados nos últimos meses, ajudam a explicar cenários de alguns dos mais difíceis e imprevisíveis meses da história do setor cervejeiro no Brasil, modificado bruscamente pela pandemia do coronavírus.

Mas também indicam um desafio para o segmento de artesanais, que viu apenas as grandes cervejarias conseguirem se beneficiar desse novo contexto. Ao menos é essa a opinião majoritária das lideranças e especialistas do setor cervejeiro ouvidos pela reportagem do Guia, que preparou um dossiê para acompanhar o momento do mercado (acompanhe nas próximas semanas a segunda matéria especial sobre o assunto).

Em 2020, o Brasil registrou aumento de 5,3% no volume de cervejas vendidas, atingindo 13,3 bilhões de litros, a maior quantidade desde 2014, de acordo com um levantamento do Euromonitor. Mas ele se tornou muito mais residencial, com 68,6% de brasileiros com mais de 18 anos dizendo que beberam em casa no ano passado contra os 64,6% de 2019. Um dado que ajuda a explicar os desafios encarados pelas marcas artesanais.

A sommelière Bia Amorim alerta que essa expansão do consumo se concentrou nas principais cervejarias, que têm acesso a canais de venda que não ficaram fechados na pandemia, como os supermercados, uma alternativa que não existe para os pequenos empreendimentos.

“Nos falta ainda poder olhar para o pequeno/nano mercado, sem comparar ele com as grandes. A fatia que cresceu com certeza foi embasada em canais de venda que ganharam força, os supermercados. Para o mercado de cervejarias muito pequenas e locais, essa oportunidade não bateu à porta e nem é viável”, avalia Bia.

Presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Nadhine França lembra que a pandemia veio acompanhada por uma crise econômica, o que afetou as escolhas no momento de compra. “Temos em paralelo à pandemia uma crise financeira, que diminuiu o poder de compra dos consumidores entrantes no mundo das artesanais.”

Até por isso, como destaca Carlo Enrico Bressiani, diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), o aumento do consumo de cerveja, especialmente no ambiente residencial, se concentrou nos rótulos mais baratos, algo que pouco pôde ser aproveitado pelas marcas artesanais.

Presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Carla Crippa relembra que os efeitos da pandemia foram sentidos primeiramente pelas marcas artesanais, em função da indisponibilidade dos seus principais canais de venda. Ela destaca, porém, que o setor cervejeiro, em geral, conseguiu encontrar alternativas para chegar ao consumidor, o que explica esse aumento das vendas, mesmo em um ano tão desafiante – o que incluiu a dificuldade de acesso a insumos.

“Em 2020, havia cerca de 1.400 cervejarias cadastradas no Ministério da Agricultura, em sua grande maioria micro cervejarias que sofreram seja com retração no fluxo de caixa, seja com dificuldades de dar vazão ao produto final. Ao longo de 2020 houve várias iniciativas de apoio ao canal frio, bem como outras iniciativas criativas para fazer com que o produto chegasse ao consumidor final. Por exemplo, por meio de práticas como delivery, take-away e drive thru”, afirma Crippa.

Expansão que não reflete a crise

Outro dado de crescimento encarado com cautela é o da expansão em 14% no número de fábricas registradas no Brasil em relação a 2019, chegando às 1.383, de acordo com o Anuário da Cerveja. Na avaliação de Bressiani, diretor da ESCM, essa abertura de empreendimentos representa a concretização de planos prévios à pandemia.

Assim, os efeitos da crise ainda vão demorar a se refletir no Anuário da Cerveja. “Você tem a abertura das cervejarias porque os projetos são de prazo longo de maturação, refletindo projetos iniciados de 2017 a 2019.  O que vai acontecer é que em 2022 deverá ter menos abertura, porque aí pega a pandemia”, explica Bressiani.

Presidente da Federação Brasileira das Cervejarias Artesanais (Febracerva), Marco Antonio Falcone pondera, ainda, que o registro de uma marca no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento não significa que a empresa esteja, de fato, em funcionamento.

“Isso não quer dizer que estão em operação. Há o projeto, o registro, mas não entra em operação, ainda mais em uma crise como a de 2020. Isso o anuário mascara. Assim como o aumento no número de rótulos, que muitas vezes são registrados, mas não entram em circulação”, destaca Falcone.

Já na visão de Alexandre Prim, especialista em finanças do mercado cervejeiro, a expansão tem relação direta com a existência de mercados que ainda não foram conquistados pelo setor. São nessas regiões que podem ter se concentrado essas aberturas, em sua avaliação. E foi, inclusive, o que aconteceu no Acre, onde foi registrada a primeira cervejaria do estado, a Seringal Bier.

“Há regiões no país que ainda possuem uma baixa oferta de produtos cervejeiros, como Norte e Nordeste, e, portanto, há grande oportunidade de atender este mercado. Isso ressoa como uma oportunidade para empreendedores investirem em negócios com maior propensão de lucratividade”, afirma o especialista.

Além disso, para Prim, a abertura de cervejarias também pode representar a busca por uma alternativa financeira, em uma tentativa de empreender em meio a uma grave crise econômica. “O custo de entrada para registrar uma cervejaria, produzir e vender é relativamente baixo. Quero dizer, se alguém conseguiu juntar R$ 100 mil e tem dúvidas no que investir, este cidadão consegue abrir uma cervejaria de baixa escala e iniciar uma jornada empreendedora. Aos poucos consegue levantar grana e tomar maiores proporções. Este fato torna-se relevante em um momento de reorganização profissional (em caso de perda de empregos) e/ou recolocação no mercado.”

Dificuldade de adaptação

Mas, se o Anuário da Cerveja registrou um aumento no número de fábricas registradas, muitas delas convivem com o temor de encerrarem as atividades. Um levantamento realizado pela Abracerva indicou que 24% dos empreendimentos têm alto risco de fechar.

Na avaliação de Nadhine, esse elevado risco à sobrevivência de diversas cervejarias artesanais se dá pela dificuldade de mudança no foco das suas operações, somado ao apoio quase irrelevante vindo do estado para a sobrevivência dos negócios de pequenos empreendedores durante o período de crise.

Com opinião complementar, Falcone avalia que o quadro de ameaça às artesanais se dá pela perda de vários canais de venda durante a pandemia. “Tivemos uma queda brusca no faturamento. O aumento do consumo foi em casa, com a venda de supermercados e deliveries. O que se perdeu foi a venda nos bares e restaurantes. A minha marca, a Falke Bier, tinha 160 postos de venda e isso se perdeu. É um espelho do que aconteceu em todo o setor. O quadro de ameaça de cervejarias é real”, alerta o presidente da Febracerva.

Para Prim, a incerteza provocada pela pandemia explica essa possibilidade de fechamento de parcela tão relevante de empreendimentos. Ele destaca que muitos deles tiveram seus planos – e investimentos – arruinados pela mudança drástica no mercado e na sociedade.

“Por exemplo, foi realizado um investimento arrojado e tomou o capital de giro da empresa. Com a pandemia surgindo, as vendas caíram, então este empreendedor não teve condições de investir em e-commerce ou outros canais de venda. Ao contrário, acabou o ‘fôlego’ que ele tinha para manter o negócio a longo prazo”, argumenta o especialista.

Embora reconheça que cervejarias dependentes da venda de chopes estejam em situação mais complicada, Bressiani não crê que o cenário seja tão dramático. Para ele, é improvável que uma parcela tão grande de empreendimentos feche as portas. Mas muitos, na sua opinião, vão submergir.

“Uma parcela está com a vida complicada. São aqueles que estavam focados em bares, restaurantes e eventos. Quem trabalhava só com chope está sofrendo. Mas fechar é uma decisão demorada a se tomar. O que se faz é reduzir a produção e esperar passar a tempestade”, conclui o diretor da ESCM.