Frente Parlamentar é lançada durante festival brasileiro da cerveja

Capital brasileira da cerveja, Blumenau (SC) foi palco nesta quarta-feira (12) do lançamento da Frente Parlamentar Mista da Cadeia Produtiva da Cerveja, iniciativa apoiada por quase duzentos congressistas sob a coordenação do deputado federal Covatti Filho (PP-RS).

Em seu discurso, o diretor-presidente do Sindicerv, Rodrigo Moccia, ressaltou que a cerveja é um produto essencialmente local e gerador de cerca de 2,5 milhões de empregos no Brasil ao longo da cadeia e mais de 1,2 milhão de postos de venda.  “A cerveja é natural, local e inclusiva. Geramos emprego e renda na comunidade onde estamos inseridos”, ressaltou.

Como destacou, do campo ao copo este é um setor com grande efeito multiplicador de postos de trabalho nas localidades onde as cervejarias estão instaladas. Para Moccia, com a iniciativa do Congresso Nacional foi dado um passo importante visando fortalecer o setor como um todo.

De hoje até sábado, a cidade catarinense recebe o maior encontro de cervejeiros do Brasil:  o Festival Brasileiro da Cerveja, local da cerimônia de lançamento da frente, que contou com a presença do prefeito de Blumenau, Egidio Ferrari, vereadores e representantes de entidades nacionais da cadeia produtiva da cerveja brasileira.

O deputado Covatti Filho também destacou o impacto positivo da cadeia na geração de emprego e renda e o alto volume de impostos pagos. “Hoje a cadeia produtiva representa mais de R$ 50 bilhões em tributos”, apontou Covatti. Segundo ele, com diálogo junto aos parlamentares via frente será possível contribuir com o setor no Congresso Nacional.

Em seu discurso, o prefeito de Blumenau disse que o segmento deve ser valorizado e ter o seu devido espaço, além de ter ressaltado a tradição cervejeira na cultura e na história do município.  

AGENDA LEGISLATIVA

A iniciativa, que contou com a assinatura de 199 parlamentares, tem como principal objetivo impulsionar a agenda legislativa voltada ao setor cervejeiro, fomentando a produção nacional e fortalecendo sua competitividade no mercado global. 

Além disso, o colegiado poderá promover debates e articular ações e políticas públicas em prol de toda a cadeia produtiva, que envolve vários atores e estágios, desde a produção dos ingredientes até a distribuição e consumo da bebida. Além disso, a frente visa, ainda, aprimorar a legislação, simplificar a tributação, apoiar os produtores de insumos e impulsionar inovações tecnológicas, além de ampliar a presença internacional do setor e promover práticas sustentáveis e o consumo responsável. 

Os números mostram a importância socioeconômica desta indústria para o país, com impactos positivos em setores como agronegócio, logística, energia, transporte e alumínio, dentre outros.

A cadeia produtiva responde por 2% do PIB nacional. O Brasil é o 3º maior produtor mundial de cerveja, ficando atrás apenas dos EUA e da China. De acordo com o Anuário da Cerveja 2024, produzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, são 1.847 cervejarias operando em 771 municípios, com produção declarada superior a 15 bilhões de litros em 2023. Além disso, o país conta com 45.648 produtos cervejeiros registrados, refletindo a diversidade e o crescimento contínuo do setor.

O FESTIVAL
Realizado anualmente em Blumenau, Santa Catarina, o Festival Brasileiro da Cerveja está na 16ª edição. Este é um dos mais prestigiados eventos do gênero na América Latina. O Sindicerv tem um estande no evento, compartilhado com Aprolúpulo, Abracerva e Abralatas.  

A cidade, que é a Capital Brasileira da Cerveja pela Lei Federal 13.418/2017, reunirá entre 12 e 15 de março centenas de visitantes, produtores e especialistas do mundo todo para celebrar a cultura cervejeira, promover negócios e apresentar tendências. Em paralelo, ocorrem competições, palestras e exposições que fortalecem a troca de conhecimento e o networking na cadeia produtiva. São, ao todo, seis eventos na programação, atraindo visitantes ao Parque Vila Germânica. Em 2025 o festival comemora 20 anos da sua primeira edição. 

Novo site do Sindicerv está no ar, com novo design e mais conteúdo cervejeiro

Após passar por um processo de modernização e atualização, o novo site do Sindicerv está no ar. Mais do que uma mudança estética, marcada por novas fontes e esquemas de cores, a página ganha também na qualidade do conteúdo, com a publicação de mais conteúdo sobre o universo da cerveja.

Com isso, quem visitar o site poderá ter acesso a uma série de dados e informações sobre temas como história da cerveja, como ela é feita, números do setor e estilos cervejeiros. Nas próximas semanas, mais conteúdos serão publicados, abordando temas como ingredientes, cerveja e gastronomia, harmonização e países cervejeiros.

Adaptado a dispositivos móveis, o site também traz notícias sobre a atuação do Sindicerv e o conteúdo institucional, como o perfil da diretoria e dos integrantes da equipe no escritório de Brasília. Informações sobre as associadas também estão lá, assim como links para ações envolvendo consumo responsável e sustentabilidade. Navegue e confira!

Presidente-executivo do Sindicerv faz balanço positivo de 2024

O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, apontou marcos importantes na atuação do Sindicerv em 2024, ano em que o sindicato completou 76 anos de fundação. “Foi um ano de muito trabalho, com acontecimentos muito importantes para o Sindicerv e para todo o setor cervejeiro”, resumiu Maciel.

A aprovação da regulamentação da reforma tributária (PLP 68/2024) foi um dos pontos de destaque. “O texto acatado por deputados e senadores vai trazer para o Brasil o melhor modelo de tributação para bebidas alcoólicas, que é de tributação progressiva por teor alcoólico”, destacou o presidente-executivo, que aponta também a aprovação de uma regra de transição e de um tratamento diferenciado para pequenos produtores de bebidas.

“Isso conversa muito com o que fizemos no Sindicerv ao longo do ano, quando mais do que dobramos o número de associados em relação a 2023, chegando a nove, com o ingresso de Louvada, Inbepa, Colombina, Philipeia e Stannis. Conseguimos trazer uma reforma tributária que fala com todo o setor cervejeiro”, ressaltou. O texto seguiu para sanção presencial.

Na área de sustentabilidade, Márcio Maciel destaca a entrega do primeiro relatório de reciclagem de vidro dentro da Circula Vidro, a entidade gestora de logística da qual o Sindicerv faz parte. “Atingimos a meta estabelecida, mas o desafio é muito grande e vamos fazer muito bonito nos próximos anos”, assegurou.

Outro ponto destacado foi aquele considerado como destaque de inovação do setor nos últimos anos: a cerveja zero, que registra crescimento expressivo ano após ano. Em 2024, foram cerca de 750 milhões de litros vendidos no Brasil. “A cerveja zero é uma opção para aquelas pessoas que querem participar de celebrações mas não podem ou não querem consumir álcool naquele momento”, exemplificou.

Segundo ele, o crescimento do consumo deste produto e dos portfólios à disposição do consumidor mostra que a indústria cervejeira é aliada da moderação e está preocupada em apresentar opções sem álcool para os seus consumidores maiores de 18 anos.

A divulgação da pesquisa “Principais Desafios do Mercado Cervejeiro”, em parceria com o Guia da Cerveja, e do Anuário da Cerveja, junto com o Ministério da Agricultura, também foram acontecimentos importantes de 2024. “Esperamos que em 2025 tenhamos mais conquistas”, concluiu Maciel.

Reforma tributária é sancionada com novo modelo para bebidas alcoólicas

Em cerimônia realizada nesta quinta-feira (16) no Palácio do Planalto com a presença do Sindicerv, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que regulamenta a reforma tributária do consumo. Aprovada no ano passado no Congresso Nacional, a nova legislação simplifica e moderniza o atual sistema brasileiro. A Lei Complementar n° 214 foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União no mesmo dia da sanção.

No que diz respeito ao imposto seletivo, uma das principais novidades da nova legislação, o modelo que será aplicado no Brasil segue as melhores referências internacionais. O tributo incidirá de forma progressiva de acordo com o teor alcoólico, como ocorre em dezenas de países, a exemplo dos EUA, Reino Unido, Alemanha e França. Recomendado por entidades de referência em nível global – como OMS, OCDE, FMI e Banco Mundial – este padrão de tributação é considerado fundamental para reduzir o uso nocivo do álcool.

Também está na lei uma regra de transição para o novo regime tributário sem bitributação e um tratamento diferenciado para pequenos produtores de bebidas como cerveja, vinho e cachaça, beneficiando a indústria nacional e os negócios locais.

“Esta legislação traz para o Brasil o melhor modelo de tributação para bebidas alcoólicas, com diferenciação por teor alcoólico, além de mecanismos para implementação gradual do imposto seletivo entre 2027 e 2033 e regras diferenciadas para os pequenos produtores. A indústria cervejeira brasileira esteve unida desde o começo dos debates sobre a regulamentação e defendeu conjuntamente essas propostas”, avaliou o presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, que esteve presente à cerimônia de sanção no Palácio do Planalto.

PARTICIPAÇÃO EFETIVA

O sindicato participou ativamente da discussão do PLP 68/2024, inclusive em audiências públicas no Congresso realizadas em 2024. Márcio Maciel foi expositor em audiências públicas no grupo de trabalho da RT da Câmara (24/6) e nas comissões de Assuntos Econômicos (9/10) e de Constituição e Justiça do Senado Federal (25/11). Além disso, participou em 1º de março de um seminário na Câmara promovido por frentes parlamentares.

Nessas ocasiões, Maciel destacou, dentre outros pontos, a importância econômica e social da indústria da cerveja para o país e alertou para a alta carga tributária incidente sobre o produto, que chega a chega a 56% para o consumidor final – a maior da América Latina. Ao longo dos debates, a indústria cervejeira atuou unida em defesa do melhor modelo para o país.

Com a sanção da lei, o próximo passo no que diz respeito ao imposto seletivo é o envio ao Congresso, pelo Poder Executivo, de um projeto de lei com a definição das alíquotas. A expectativa é de envio do PL ainda neste semestre.