Relatório inédito mostra compromisso da indústria cervejeira com a sustentabilidade

Arte Sindicerv

A indústria da cerveja brasileira acaba de dar um passo histórico. Com índices expressivos de reciclagem e de reuso de embalagens, avanços significativos em transição energética, redução robusta no uso de água na produção e impacto social ampliado, o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) lança nesta quarta-feira (17/12) seu primeiro Relatório de Sustentabilidade em cerimônia no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. O documento consolida práticas ambientais, sociais e de governança de suas doze associadas, que representam 85% da produção nacional.

Os números impressionam: mais de 80% do portfólio de vidro é retornável, cerca de 400 caminhões elétricos são usados nas operações de transporte, houve uma redução de 40% no uso de água em 15 anos e milhares de pessoas são beneficiadas pelas iniciativas sociais das empresas, que atuam baseadas em princípios de governança pautados pela responsabilidade social, ética e integridade. É a fotografia de um setor que cresce e se reinventa com responsabilidade.

O consumo consciente também é destaque no documento, que ressalta o aumento dos portfólios de bebidas com menor teor alcoólico e sem álcool, o crescimento expressivo do volume de produção desses produtos e ações visando promover a moderação e combater o uso nocivo de bebidas alcoólicas.

O Relatório nasce de uma construção coletiva que envolveu empresas de diferentes portes, regiões e perfis, todas unidas por uma agenda comum de impacto positivo. Essa união tem peso econômico e social significativo. O setor cervejeiro movimenta uma das maiores cadeias produtivas do país, gerando 2,5 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos, respondendo por 2% do PIB brasileiro e contribuindo com mais de 50 bilhões de reais em impostos anuais. Ao reunir doze associadas em um mesmo documento, o Sindicerv demonstra a maturidade de um ecossistema capaz de influenciar comportamentos, acelerar soluções e ampliar resultados sustentáveis em escala.

Entre os destaques, está o desempenho excepcional da reciclagem de latas de alumínio no país, que alcançou 97,3% em 2024, mantendo o Brasil entre os líderes globais. Mais de 33,5 bilhões de unidades retornaram ao ciclo produtivo e podem voltar às prateleiras em apenas 60 dias, em média, sendo que a indústria cervejeira representa mais da metade do mercado brasileiro de latas. A reciclagem de vidro também avançou, impulsionada pela Circula Vidro, iniciativa que reúne indústria, entidades e fabricantes para transformar um dos materiais mais desafiadores da cadeia. Uma mesma garrafa de cerveja é reutilizada, em média, 25 vezes.

No campo da inovação, o Relatório evidencia o avanço da indústria na transição energética, uma das pautas ambientais mais urgentes do mundo. Praticamente 100% da energia elétrica utilizada pelas associadas já vem de fontes renováveis, seja por autogeração – como parques solares e eólicos –, seja por contratos de compra de energia limpa. A frota elétrica em expansão reforça esse compromisso e reduz emissões diretas, aproximando o setor das metas de descarbonização. E mais: a indústria se destaca por um conjunto  de ações de cunho ambiental: cerca de  3 milhões de árvores plantadas, 2.780 hectares de matas nativas restauradas, 11 mil hectares de áreas de conservação mantidas.

Mas a sustentabilidade que move o setor vai além da técnica. O Relatório destaca o papel essencial dos catadores e das cooperativas na economia circular. Ao reconhecer, apoiar e fortalecer esse trabalho, o setor demonstra que resultados ambientais expressivos dependem, sobretudo, de pessoas. É a combinação entre tecnologia e humanidade que torna possível transformar resíduos em recursos e inclusão social em impacto permanente.

Para Priscilla Gurgel, gerente de Sustentabilidade do Sindicerv, o documento inédito simboliza uma virada de chave na forma como o setor encara o seu papel no país. “Reunimos dados, iniciativas e compromissos de empresas muito diferentes entre si, mas que compartilham um mesmo propósito. Este Relatório mostra que a sustentabilidade é uma força estruturante do setor cervejeiro, guiada por ciência, inovação e pelo respeito às pessoas que fazem essa cadeia acontecer. É um documento vivo, que orienta decisões e inspira novos avanços.”

O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, reforça que a sustentabilidade faz parte da identidade da indústria. “A cadeia da cerveja move o Brasil. Gera emprego, renda, inovação e desenvolvimento. O lançamento deste Relatório prova que podemos ir além: crescer preservando recursos, acelerando a transição energética, valorizando catadores e fortalecendo as comunidades. Quando a cerveja avança com responsabilidade, todo o país avança junto.”

Ao apresentar seu primeiro Relatório de Sustentabilidade, o Sindicerv formaliza o compromisso de ampliar impactos positivos e fortalecer uma agenda que une crescimento econômico, preservação ambiental e inclusão social. Mais do que um documento, é um pacto de futuro e um convite para que toda a sociedade participe dessa construção.

Sindicerv 77 anos: a cerveja do futuro desde 1948

Arte Sindicerv

Por Márcio Maciel – Presidente-Executivo do Sindicerv

Desde que o Sindicerv nasceu, em 1948, ele já carregava uma vocação: olhar para a frente. Pensar na cerveja do futuro e no futuro da cerveja. A indústria mudaria, o país mudaria, os consumidores mudariam. Mas um princípio permaneceria firme ao longo de mais de sete décadas: representar, defender e fortalecer um setor que cresce junto com a sociedade e que busca inovar sem nunca perder seu compromisso com o desenvolvimento sustentável.

Hoje, celebrar 77 anos é reconhecer uma história que ajuda a contar a própria história do Brasil. Somos um setor que movimenta 2% do PIB, gera 2,5 milhões de empregos em toda a cadeia e produz mais de 15 bilhões de litros por ano, fazendo do país o terceiro maior produtor de cerveja do mundo. Cada número, por mais robusto que seja, só ganha sentido porque vem acompanhado de uma agenda que olha para o impacto: econômico, ambiental e social.

A sustentabilidade, antes vista como diferencial, hoje é essência. Está na redução do consumo de água e energia, na transição para materiais mais circulares, nas parcerias setoriais que impulsionam a logística reversa de vidro e alumínio, e em iniciativas como a Circula Vidro, que mostram que inovação também significa cuidar do planeta com a mesma atenção dedicada à qualidade da cerveja. A sustentabilidade está também nas metas que unem associadas grandes e pequenas em torno de compromissos concretos para uma indústria mais limpa, eficiente e responsável.

O futuro da cerveja é tecnológico, diverso, conectado e sustentável. Ele se mostra nos processos inteligentes que garantem segurança e qualidade, nas pesquisas que criam produtos inovadores e no avanço consistente da cerveja sem álcool, que amplia escolhas e reforça o consumo consciente como valor central.

Mas, acima de tudo, o futuro da cerveja continua sendo feito de pessoas. Dos agricultores que cuidam da terra aos engenheiros que operam linhas automatizadas. Dos catadores e recicladores, que ganham uma importância cada vez maior no ecossistema cervejeiro. Dos pesquisadores, comunicadores, empreendedores e consumidores que constroem, todos os dias, a cultura cervejeira que nos define.

Todas essas pessoas criam a conexão que traduz o universo da cerveja: nos bares, nos restaurantes, nas casas; em todos os tipos de eventos, desde os churrasquinhos com a família e os amigos até as confraternizações com colegas de trabalho. E essa conexão se traduz em dados: de acordo com o Instituto Locomotiva, 8 em cada 10 brasileiros consideram que compartilhar uma cerveja com amigos faz parte da nossa cultura.

O Sindicerv segue atuando para que esse ecossistema seja cada vez mais moderno, sustentável, competitivo e humano. Seguimos defendendo políticas públicas que reconhecem o papel econômico e social da cerveja, acompanhando debates essenciais, como a Reforma Tributária, que devem trazer avanços que garantam justiça, equilíbrio e desenvolvimento para o setor. Seguimos promovendo inovação e sustentabilidade como eixos inseparáveis de um futuro melhor.

Em 77 anos, a cerveja mudou. O Brasil mudou. E nós mudamos também.
O que não muda é o propósito que nos trouxe até aqui: representar, proteger e construir um futuro em que a cerveja, em todas as suas formas, continue sendo símbolo de encontro, trabalho, criatividade e identidade, sem perder de vista o cuidado com o planeta que todos compartilhamos.

Sindicerv. A cerveja do futuro desde 1948. O futuro da cerveja todos os dias.

Na WBA, Sindicerv defende reforma tributária justa e promoção do consumo responsável

World Brewing Alliance (WBA)

A Cidade do México foi palco nesta semana do encontro anual da World Brewing Alliance (WBA), entidade que reúne as associações cervejeiras de todo o planeta. Mais uma vez o Sindicerv este presente a este importante fórum de debates e de compartilhamento de experiências regionais, unindo e fortalecendo a categoria.

Segundo a WBA, a indústria da cerveja injetou US$ 878 bilhões no PIB global em 2023, em uma demonstração do peso do setor do campo ao copo. Ou seja, a cerveja não é apenas uma das bebidas mais apreciadas do planeta, mas também uma das indústrias mais valiosas.

Márcio Maciel representou a indústria cervejeira brasileira.
Márcio Maciel representou a indústria cervejeira brasileira.

“Estamos falando de uma bebida incomparável e secular, símbolo de celebração e lazer das pessoas. Além disso, há um impacto econômico muito expressivo nos locais onde as indústrias estão instaladas”, destacou o presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel. O Brasil é o maior mercado na América Latina e o terceiro produtor em nível global, com mais de 1.900 cervejarias espalhadas por todo o país e 15,3 bilhões de litros produzidos no ano passado.

Esta presença tão significativa foi ressaltada pelo presidente-executivo em sua fala na sessão desta quarta-feira (29/10). A regulamentação da reforma tributária também foi destaque na apresentação. O Sindicerv defende um modelo justo e equilibrado, baseado nas melhores práticas internacionais. Um dos pilares é a progressividade das alíquotas do imposto seletivo de acordo com o teor alcoólico.

Outro tema em evidência foi o trabalho da indústria brasileira em defesa da moderação e do consumo responsável. “Ao investir em educação, inovação e diálogo com a sociedade e com o poder público, demonstramos ser possível conciliar tradição, prazer e responsabilidade, respeitando a liberdade de escolha das pessoas”, ressaltou Márcio Maciel. O crescimento expressivo da cerveja zero é um dos símbolos mais importantes neste sentido, com cada vez mais opções disponíveis para os consumidores brasileiros.

SOBRE A WBA

A World Brewing Alliance (WBA) atua como a voz unificada da cerveja, representando a indústria no cenário global. A instituição tem como missão defender políticas baseadas em evidências que promovam a transição para bebidas com menor teor alcoólico, com o objetivo de melhorar os resultados em saúde pública, fortalecer as economias e apoiar comunidades locais. Há também um compromisso sólido com a sustentabilidade, práticas de marketing responsável e inovação dentro do setor cervejeiro. O encontro anual promovido pela WBA ocorreu nos dias 28 e 29 de outubro.

Presidente-executivo do Sindicerv destaca relevância econômica e cultural da cerveja

O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, participou na manhã desta terça-feira (23) da abertura do Congresso Cervejeiro “Do Grão ao Gole”, que ocorre hoje e amanhã no Centro Brasileiro Britânico, em Pinheiros, São Paulo. Em sua fala, ele destacou dados que mostram a grandiosidade da cadeia produtiva brasileira e o papel da cerveja na socialização dos brasileiros. O evento é uma realização da Academia da Cerveja, escola de conhecimento e cultura cervejeira da Ambev, associada ao Sindicerv.

Segundo o Brand Footprint Brasil 2025, 63% dos brasileiros consomem cerveja fora de casa, em uma demonstração do papel desta bebida na vida do brasileiro e sua presença em momentos de celebração e de relaxamento. “A cerveja não foi inventada pelos brasileiros, mas torna o brasileiro ainda mais brasileiro”, disse Márcio Maciel.

O presidente-executivo do Sindicerv mencionou a produção de 15,3 bilhões de litros no Brasil no ano passado, conforme a última edição do Anuário da Cerveja, confirmando a terceira posição do Brasil no ranking mundial. “Isso significa muito quando estamos falando de geração de empregos, de impostos e oportunidades que são criadas no Brasil. Estamos conseguindo ter um crescimento constante no número de cervejarias e mantendo um volume alto de produção”, ressaltou. “Costumo dizer que quando a indústria da cerveja está bem, significa que o Brasil está melhor ainda”, completou.

Márcio Maciel ressaltou, ainda, que o ecossistema cervejeiro movimenta 2,5 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos, 2% do PIB brasileiro e impacta mais de 2,1 mil propriedades rurais, com tendência de crescimento e potencial de trazer novos sabores para a cerveja nacional. O segmento movimenta mais de R$ 27 bilhões em salários por ano.

O presidente-executivo do Sindicerv mencionou ainda experiência que teve na semana passada na Alemanha, onde ouviu referências positivas sobre a cerveja brasileira, sua alta qualidade e diversidade de sabores. “Por trás das boas inovações estão o cervejeiro e outros atores que tanto se dedicam a esse trabalho”, ressaltou. “Somos muito mais que um líquido que é motivo de celebração. Somos dedicação, inovação, muita cultura inserida. Isso valoriza o nosso produto”, concluiu.

Além de Márcio Maciel, participaram da abertura o presidente da Abracerva, Gilberto Tarantino, e Carla Crippa, vice-presidente de Impacto e Relações Corporativas da Ambev.

SOBRE O EVENTO

O Congresso Cervejeiro “Do Grão ao Gole” busca democratizar o conhecimento, fomentar a cultura cervejeira no país e aproximar o público de tudo o que há de mais atual e inspirador no universo da cerveja, promovendo conexões, aprendizados e celebrações entre profissionais, entusiastas e apaixonados pela bebida.

Ao todo, serão mais de 20 convidados nos dois dias de evento, reunindo vozes influentes do mundo cervejeiro, em uma programação diversa, que inclui palestras, painéis de discussão, experiências sensoriais, degustações e muito mais.

O Congresso oferecerá uma jornada que celebra a cerveja como expressão de sabedoria, natureza e técnica. O primeiro dia foca nos insumos, agronegócio e sustentabilidade; o segundo, no consumo, comportamento e brasilidade ligados ao ato de beber.

Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil anuncia finalistas e entra em fase de votação popular

Divulgação

O Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil, promovido pela Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas), chega à última etapa da sua quarta edição. Pelo site oficial da premiação, o público pode conhecer os rótulos finalistas e votar em sua lata favorita nas categorias “Cervejarias” e “Outros Produtos”. O Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) é uma das entidades que apoiam o concurso.

Os mais de 318 rótulos inscritos foram avaliados por um júri técnico, que definiu os finalistas com base em critérios como criatividade, estética, adequação ao produto e clareza na comunicação.

“O Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil mostra que a embalagem pode ir muito além da função prática, transformando-se em uma verdadeira expressão artística. É inspirador acompanhar como marcas e designers de todo o país utilizam a lata como meio de conexão criativa com o consumidor. A etapa de votação popular torna essa jornada ainda mais diversa e plural, e fortalece o vínculo entre os projetos e o público”, afirma Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas.

Para Márcio Maciel, presidente-executivo do Sindicerv, a iniciativa valoriza a criatividade e a inovação na indústria. “A lata, além de sustentável, é um veículo de expressão que aproxima consumidores e marcas, reforçando a diversidade e a relevância cultural da cerveja brasileira”, ressalta.

Os finalistas da categoria ‘Cervejarias’ são: Mango Sour Dream, Super Kunk IPA (Fumaçônica Brewery), Massala Red (Go Brew Cervejaria Artesanal), Uma Menina Má (Brass Brew) e SIM! Cerveja sem álcool Abacaxi (SIM! Cerveja).

A votação vai até o dia 30 de setembro, e os vencedores serão revelados em outubro, durante evento de premiação em São Paulo. Cada categoria premiará três rótulos, com troféus de ouro, prata e bronze. Além dos prêmios, os vencedores receberão um selo oficial de reconhecimento e participarão de ativações realizadas em parceria com a Abralatas e seus parceiros.

O concurso Lata Mais Bonita do Brasil conta com patrocínio da Brasil Brau. Além do Sindicerv,  apoiam institucionalmente o evento a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (ABIR), Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (ABRABAR), Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE), Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (ABRACERVA), Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), Associação dos Produtores de Lúpulo do Brasil (APROLÚPULO), Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) e Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (SINDICERV).

Serviço:

Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil – 4ª edição
Votação popular: de 17 a 30 de setembro
Site: www.latamaisbonita.com.br

A convite da Firjan, Sindicerv visita principal feira mundial do setor de bebidas

Empresários do setor de bebidas do RJ e colaboradores da Firjan durante feira na Alemanha Foto: Divulgação

A convite da Firjan, o presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, viajou à Alemanha para cumprir uma intensa agenda de imersão no setor de bebidas. De 15 a 19 de setembro, a delegação de líderes empresariais participou de reuniões e visitas à Drinktec, evento global com foco em inovações, uso de IA, sustentabilidade e digitalização dos processos industriais.

Cerca de 1.100 expositores de mais de 50 países apresentaram soluções inovadoras e tecnologias de ponta em onze pavilhões do Centro de Exposições de Munique.

Cerveja zero, novos maquinários, saborização, embalagens sustentáveis e eficiência energética foram tendências observadas pelo presidente-executivo do Sindicerv durante as agendas, que incluíram também uma visita técnica à Weihenstephan, considerada a cervejaria mais antiga do mundo, e ao local onde ocorrerá a Oktoberfest, além de institutos de tecnologia e empresas ligadas ao setor.

A Imersão Internacional Firjan IEL para o setor de bebidas possibilitou à delegação, portanto, ter contato com o que há de mais inovador no setor.  “A participação na principal feira mundial do setor e as visitas técnicas ampliaram ainda mais nossa visão sobre as tendências globais que moldam a indústria de bebidas”, ressaltou Márcio Maciel.

Além dele, participam dessa comitiva as seguintes lideranças empresariais: Roberto Badro, presidente do Sindicato das Indústrias de Cervejas e Bebidas em Geral (Sindicer); Marcelo Hauaji de Sá Pacheco, diretor do Sindicato Nacional da Indústria de Águas Minerais Naturais (Sindinam); e Eduardo Zulchner Rumen, diretor do Sindicato da Industria de Bebidas em Geral do Município do Rio de Janeiro (Sindbebi).

AGENDAS

A Drinktec, principal feira mundial do setor, realizada a cada quatro anos, cobre toda a cadeia de valor desses segmentos e se destaca como uma plataforma única para inovações, networking e o futuro da indústria de bebidas e alimentos líquidos. Durante cinco dias consecutivos, o evento apresenta soluções inovadoras para a indústria global de bebidas e alimentos líquidos. Em 2025, a feira traz também assuntos relacionados à circularidade e gestão de recursos, o futuro do uso de dados pela indústria e o estilo de vida e saúde no mercado de bebidas e alimentos líquidos.

No primeiro dia da imersão, a comitiva visitou a Mirpain/Supplevit, uma empresa de suplementos e vitaminas e que se destaca com o propósito de combate à desnutrição, reduzindo custos e aumentando a segurança alimentar, com foco em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de bebidas enriquecidas com vitaminas e minerais.

Na sequência, uma visita à Univision, empresa italiana que fornece software, equipamentos e máquinas para inspeção principalmente de tampas de garrafa, mas também para outros tipos de embalagem. A tecnologia de inspeção impressionou a todos, principalmente porque pode ser aplicada em qualquer tipo de embalagem com um alto nível de detalhe. A empresa consegue fazer a inspeção de mais de 1.500 tampas por minuto com muita precisão, e registrar a razão do descarte de cada uma. As máquinas foram expostas na feira.

Na reunião com diretores da VLB, Instituto de Pesquisa e Educação aplicado à indústria de bebidas, com sede em Berlim desde 1883, mas que atua por toda a Alemanha e o mundo, o grupo conheceu as soluções que eles fornecem para o mercado. Alguns dos destaques foram o treinamento de mão de obra de alta qualificação para o mercado de bebidas, pesquisa e desenvolvimento para a produção de bebidas e a busca pela automatização de processos.

A comitiva também conheceu outras empresas do setor, universidades e centros de pesquisa. Capacitação foi o assunto do encontro com representante da Doemens Academy, que desde 1895 faz treinamento e consultoria combinando teoria e prática para as indústrias cervejeira, de bebidas e alimentícia.

Entre outras atividades, houve ainda uma visita técnica à Moordestillerie, destilaria 100% artesanal, que utiliza ingredientes principalmente locais e orgânicos; à Empresa Vision-tec, que desenvolve e constrói máquinas patenteadas de detecção e classificação para a indústria de alimentos e bebidas; ao Centro de Pesquisa da TUM; além de uma reunião com representantes da prefeitura local para dialogar sobre o papel da indústria e sobre o impacto da Oktoberfest no cenário econômico local.

(Com informações da assessoria da Firjan)

Com filiação da Quatro Poderes, Sindicerv passa a ter 12 associadas

Fundada em 2018 em Brasília, a Quatro Poderes se tornou a 12ª associada ao Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv). Essa é a terceira cervejaria que ingressa no quadro de filiadas neste ano e a primeira no Distrito Federal.

De uma trajetória que começou como cervejaria cigana até a inauguração da fábrica própria em São Sebastião (DF), a Quatro Poderes tem como lema “Todo o Poder à Água, ao Malte, ao Lúpulo e à Levedura”.

A cervejaria consolidou-se como uma das referências da cena local, reunindo 14 rótulos premiados em diferentes estilos, que valorizam tanto a tradição quanto a inovação, com destaque para projetos experimentais e cervejas com ingredientes do Cerrado.

Mais do que produzir bebidas de qualidade, a Quatro Poderes busca fortalecer a cultura cervejeira por meio de eventos, experiências e conexões com seu público.

“Para nós, fazer parte do Sindicerv é um passo essencial para fortalecer a representatividade do setor e unir forças com outras cervejarias na construção de um mercado mais sólido, justo e inovador”, destacou o Marcelo Naves, CEO e fundador da Quatro Poderes.

O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, saudou a chegada da 12ª associada. “É com entusiasmo que recebemos a Quatro Poderes como nossa 12ª associada. Uma cervejaria que celebra, em cada rótulo, a força da água, do malte, do lúpulo e da levedura, entregando sabores, aromas e experiências que unem tradição, criatividade e brasilidade. A chegada da Quatro Poderes fortalece ainda mais o Sindicerv na missão de representar e valorizar a diversidade da cultura cervejeira no país”, disse Márcio.

O Sindicerv passa agora a ter em seus quadros as seguintes associadas: Ambev, Heineken, Hocus Pocus, Louvada, Therezópolis, Colombina, Philipeia, Stannis, Inbepa, Cozalinda, Cerpa e Quatro Poderes. Juntas, essas cervejarias respondem por mais de 85% da produção da bebida no Brasil.

Cervejaria Quatro Poderes

A Cervejaria Quatro Poderes nasceu em 2018 em Brasília com o lema “Todo o Poder à Água, ao Malte, ao Lúpulo e à Levedura”. De uma trajetória que começou como cervejaria cigana até a inauguração da fábrica própria em São Sebastião – DF, a Quatro Poderes consolidou-se como uma das referências da cena cervejeira local, reunindo 14 rótulos premiados em diferentes estilos, que valorizam tanto a tradição quanto a inovação, com destaque para projetos experimentais e cervejas com ingredientes do Cerrado.

Mais do que produzir cervejas de qualidade, a Quatro Poderes busca fortalecer a cultura cervejeira por meio de eventos, experiências e conexões com seu público.

Site: www.cervejaria4poderes.com.br/

Instagram: @cervejaria4poderes

Sindicerv participa de congresso inédito sobre a cadeia produtiva e cultural da cerveja

O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, participará do painel de abertura do Congresso Cervejeiro “Do Grão ao Gole”, que ocorre nos dias 23 e 24 de setembro, no Centro Brasileiro Britânico, em Pinheiros, São Paulo. O evento é promovido pela Academia da Cerveja, escola de conhecimento e cultura cervejeira da Ambev, associada ao sindicato. 

Marcada para ocorrer das 9h30 às 10h, a mesa de abertura tem como tema “A cerveja começa no solo: do agronegócio ao copo do brasileiro: descubra como a terra, o cultivo e a produção agrícola dão vida à cerveja que chega ao seu copo”. Além de Márcio Maciel, participarão também Carla Crippa, vice-presidente de Relações Corporativas e Impacto da Ambev; Mariangela Hungria, pesquisadora da Embrapa; e Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva.

O evento inédito busca democratizar o conhecimento, fomentar a cultura cervejeira no país e aproximar o público de tudo o que há de mais atual e inspirador no universo da cerveja, promovendo conexões, aprendizados e celebrações entre profissionais, entusiastas e apaixonados pela bebida.

Grandes nomes do setor já estão confirmados como palestrantes, incluindo John Palmer, uma das maiores referências do mercado cervejeiro mundial e autor do livro How to Brew; Mauricio Tkatchuk, especialista em Transformação Digital; e Leonardo Barbosa, pesquisador da Universidade Federal do ABC. Ao todo, serão mais de 20 convidados nos dois dias de evento, reunindo vozes influentes do mundo cervejeiro, em uma programação diversa, que inclui palestras, painéis de discussão, experiências sensoriais, degustações e muito mais.

O Congresso oferecerá uma jornada que celebra a cerveja como expressão de sabedoria, natureza e técnica. O primeiro dia foca nos insumos, agronegócio e sustentabilidade; o segundo, no consumo, comportamento e brasilidade ligados ao ato de beber.

Mais do que um congresso, o Do Grão ao Gole será uma experiência única de aprendizado, troca e conexão com a cultura cervejeira. Segundo o Brand Footprint Brasil 2025, 63% dos brasileiros consomem cerveja fora de casa, reforçando seu papel crucial na socialização das pessoas. Por isso, o evento também trará discussões inovadoras sobre o papel da cerveja na vida do brasileiro, presente em momentos de celebração e descompressão.

“Na Ambev, temos o compromisso claro de fortalecer e impulsionar o ecossistema cervejeiro por meio da Academia da Cerveja. O Congresso é um grande exemplo desse compromisso, reunindo parceiros dessa cadeia em um espaço de troca e aprendizado sobre um setor tão relevante, que representa 2% do PIB brasileiro, gera mais de 2 milhões de empregos e movimenta mais de R$ 27 bilhões em salários por ano. É um mercado cheio de oportunidades, com grande potencial de transformação social e desenvolvimento profissional”, diz Anna Paula Alves, diretora de Categoria Cervejeira, na Ambev. O evento é destinado para maiores de 18 anos e os ingressos estão disponíveis no Sympla e no Instagram da Academia da Cerveja.

Indústria cervejeira cresce 5,5% e impulsiona a economia em todas as regiões brasileiras

Com 1.949 cervejarias operando em 790 municípios, a indústria cervejeira brasileira reafirmou sua força em 2024. Houve um crescimento de 5,5% na quantidade de estabelecimentos registrados na comparação com o ano anterior, quando havia 1.847 cervejarias distribuídas em 771 localidades.

Mesmo diante das enchentes históricas no Rio Grande do Sul e da desaceleração econômica global, o país registrou a produção de 15,34 bilhões de litros de cerveja, ante 15,36 bilhões no ano anterior, uma diferença de apenas 0,11%, o que evidencia a resiliência e a maturidade do setor.

Os dados foram divulgados nessa terça-feira (5/8) pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), durante o lançamento do Anuário da Cerveja 2025, publicação oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) que consolida os dados da indústria cervejeira brasileira relativos ao ano de 2024.

Realizado no Sesi LAB, em Brasília, o evento intitulado “Confraria Sindicerv” reuniu autoridades, lideranças setoriais e representantes da cadeia produtiva, reafirmando a força de um setor que continua se transformando. Também houve o lançamento da Frente Parlamentar Mista da Cadeia Produtiva da Cerveja, iniciativa apoiada por quase duzentos congressistas sob a coordenação do deputado federal Covatti Filho (PP-RS).

Para Maciel, o Anuário 2025 mostra que o setor segue resiliente e inovador, mesmo num contexto desafiador. “Isso é resultado de uma estrutura sólida e de investimentos contínuos na produção e nas pessoas que fazem essa vasta cadeia acontecer, do campo ao copo. Cerveja é agro, emprego, renda, diversidade, cultura e gastronomia. Cerveja é Brasil”, ressalta.

A grande quantidade de marcas (55.015) e de produtos registrados (43.176) mostra que a indústria oferece um amplo portfólio e está atenta às mudanças no comportamento do consumidor, com uma diversidade capaz de atender diferentes perfis de renda e de realidades regionais.

Os dados do anuário revelam também avanço expressivo nas exportações, com mais de 332 milhões de litros enviados ao exterior e um superávit comercial recorde de US$ 195 milhões.

A maturidade da indústria também se expressa nos investimentos robustos realizados nos últimos anos. Segundo levantamento do Sindicerv e da consultoria Euromonitor, o setor aportou mais de R$ 17,5 bilhões desde 2020, especialmente em tecnologia, expansão de capacidade e modernização das plantas fabris.

A cadeia da cerveja é uma engrenagem poderosa que movimenta a economia em diversas frentes, da produção agrícola ao turismo, da logística à inovação. Preservar a competitividade dessa estrutura exige equilíbrio regulatório e sensibilidade tributária. Reformas fiscais que desconsiderem a complexidade e o peso social e econômico do setor podem comprometer empregos, investimentos e o dinamismo de milhares de pequenos negócios que integram esse ecossistema.

Com dados atualizados sobre registro de estabelecimentos e produtos, exportações, empregos e tendências de consumo, o Anuário da Cerveja 2025 reafirma o papel estratégico da cerveja na economia brasileira e projeta um setor cada vez mais preparado para o futuro.

A íntegra do Anuário 2025 pode ser acessada nos sites do Sindicerv e do Mapa, fortalecendo a transparência e a difusão de conhecimento sobre o mercado cervejeiro nacional.