O Guia da Cerveja abriu mais uma frente para ampliar a divulgação da cultura e conhecimento que envolvem o ecossistema cervejeiro ao lançar, nesta terça-feira (16), o seu terceiro site temático: o Sustentabilidade no Guia. A iniciativa tem o apoio do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) e representa mais um espaço para debates sobre a busca por um setor mais sustentável, com os conteúdos sendo produzidos pela equipe de reportagem do Guia.
Com o Sustentabilidade no Guia, esperamos agregar conteúdo, aprofundar e fomentar discussões, dando espaço para a divulgação do que está sendo feito pela indústria cervejeira envolvendo temáticas e ações sustentáveis, buscando apresentar avaliações aprofundadas, algo que vem sendo realizado no Guia desde a criação do site, em 2018.
As novidades e as tendências sobre sustentabilidade passam, assim, a contar com um canal exclusivo e dedicação especial da nossa equipe de reportagem. Mensalmente, o canal será abastecido com material relevante, produzido através de reportagens, artigos de especialistas e entrevistas em vídeo, também publicadas no YouTube, outra vertente da atuação do Guia, que já conta com sites especiais sobre ciência e lúpulo.
Ter um canal que aborde a sustentabilidade na indústria cervejeira está em consonância com a avaliação do Guia de que o desenvolvimento da indústria cervejeira – e de outras atividades – só pode acontecer se for alinhada com o respeito aos recursos naturais, sendo a chave para garantir a qualidade de vida e, em situações mais extremas, a sobrevivência do planeta.
Nas primeiras publicações do site Sustentabilidade no Guia abordamos, em reportagem especial, como a indústria cervejeira vem atuando para que o ecossistema cervejeiro adote ações mais sustentáveis, através de apoios e parcerias, com o intuito de que a cadeia de valor de Ambev e Grupo Heineken se torne carbono zero.
Em outra matéria, contamos como tem sido o processo de transição energética das indústrias componentes do Sindicerv para fontes renováveis, a partir de iniciativas que envolvem a geração de energia, produção, distribuição e fomento aos consumidores e ao varejo.
Em conteúdo disponibilizado em vídeo e texto, Fabio Ferreira, gerente jurídico do Sindicerv, detalha os planos e metas de sustentabilidade da indústria cervejeira, apontando que as companhias brasileiras são exemplos para o mundo nessa temática.
Finalmente, em artigo especial, Rodrigo Oliveira, CEO da Green Mining, avalia que o setor cervejeiro tem sido protagonista no combate às mudanças climáticas, ressaltando que a obtenção de resultados em busca de um mundo mais sustentável pode ser acelerada se ocorrer de modo colaborativo.
Na primeira sexta-feira de agosto comemora-se o Dia Internacional da Cerveja. Este ano, a data será celebrada no dia 5. O Brasil é o terceiro país do mundo que mais produz a bebida, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindcerv). O volume de vendas de cerveja no Brasil atingiu cerca de 14,3 bilhões de litros, em 2021. Segundo o diretor superintendente do sindicato, Luiz Nicolaewsky, o setor tem muito o que comemorar.
“Nós experimentamos, a partir de 2018, pré-pandemia, um crescimento constante no volume produzido e vendido no Brasil. De 2018 para 2019, o aumento foi de 3,5%; de 2019 para 2020, de 5,3%; de 2020 para 2021, houve um salto de 7,7%. Nós projetamos, de acordo com dados da Euromonitor um crescimento de aproximadamente 8% em 2022. Ressaltando que será um ano de eleições e Copa do Mundo no verão”, destaca.
“Temos esse dia para lembrarmos tamanha representatividade que a mulher tem no meio da cerveja, o que foi se perdendo ao longo dos anos. Hoje, vemos esse mercado como profissão de homem. Ao longo dos anos tivemos uma evolução da cerveja como um produto, mas, ao mesmo tempo, mistificando essa questão do homem como produtor, como quem pode ir para o bar e beber cerveja. Mas, sabemos que historicamente a mulher é quem carrega isso”, pontua.
Graziela Sarreiro tem 47 anos e é integrante da Confraria Feminina de Cerveja, localizada em Belo Horizonte (MG). A administradora de empresas conta que se sente realizada por fazer parte do grupo há 15 anos.
“Reunião por motivo de cerveja é uma reunião com muita alegria. É uma reunião muito prazerosa, onde encontramos as pessoas para tomar uma bebida cada vez mais aprimorada”, conta.
A administradora de empresas Bruna Gurian tem 25 anos, mora em São Paulo, e é uma apreciadora de cervejas que também gosta de experimentar os mais variados tipos e sabores.
“Para mim, a cerveja sempre representou momentos de alegria, de felicidade, de comemoração, de festa, de pessoas que amo, de amigos. Acho que herdei um lado cervejeiro do meu pai, que sempre gostou de cerveja diferente. Por ter alguém do meu lado que gosta, essa curiosidade foi crescendo. Quando fizemos uma viagem para a Europa, foi muito bom porque em todos os países que passamos experimentamos todas as cervejas possíveis. Fomos nas principais cervejarias, em lugares que foram importantes na história”, relata.
A escolha do dia
A data passou a ser celebrada em 2007, na Califórnia, mais especificamente na cidade de Santa Cruz. Na ocasião, o americano e amante de cerveja Jesse Avshalomov compartilhou a ideia com mais três amigos, e juntos convenceram o proprietário do bar preferido deles a fazer uma festa.
“Cerveja representa história e cultura, da mesma forma que a gastronomia. Quando aproveitamos na ponta, tomar uma boa cerveja, comer uma boa comida, às vezes não está tão claro, mas se trata de uma expressão cultural. O que pomos no copo ou na taça é uma construção histórica cultural/social. inclusive a diferença entre o copo e a taça no dia a dia já diz muita coisa. Eu gosto de lembrar sempre que a cerveja tem esse peso”, considera a consultora e juíza de competição de cervejas, Julia Reis.
Inicialmente, celebrava-se a data em 5 de agosto, mas depois da edição de 2012, a comemoração passou a ser na primeira sexta-feira do mês. Os idealizadores consideraram alguns aspectos para a mudança, como a necessidade de aproveitar o último dia da semana para se reunir com amigos e saborear cervejas. E não custa lembrar: beba com equilíbrio.
O brasileiro é um apaixonado por cervejas. De acordo com o levantamento feito pela consultoria Euromonitor, só em 2021 foram consumidos 14,3 bilhões de litros da bebida no Brasil. Porém, em um país tão extenso geograficamente e com uma sociedade tão plural, não é simples dizer quem é esse consumidor de cerveja, quais rótulos, estilos e ocasiões de consumo são as suas preferências. Com a missão de levantar dados do comportamento desse público, trazer essas informações para a sociedade e colaborar com as tomadas de decisões dos profissionais que compõem o mercado cervejeiro, está no ar a 3ª edição da pesquisa Retrato dos consumidores de cervejas. As respostas podem ser enviadas até o dia 31 de agosto pelo link: https://bit.ly/3cVCp2K
A pesquisa é uma iniciativa do podcast Surra de Lúpulo, produzido e apresentado por Ludmyla Almeida (a @IPAcondriaca) e Leandro Bulkool. Este ano, são apresentados dois questionários. Um, com dez perguntas, destinado ao público que consome apenas cervejas populares (como Brahma, Skol e Heineken), e outro para os que bebem, além dessas, as chamadas especiais.
Nos dois anos anteriores, foram registradas 1006 e 2023 respostas, respectivamente. A meta agora é ampliar o alcance da pesquisa e tornar o resultado ainda mais representativo. “Se desenhássemos o retrato que as respostas de 2021 nos entregaram, o consumidor de cervejas seria: um homem, heterossexual, branco, com ensino superior completo, morador do sudeste e que bebe tanto artesanais quanto cervejas comuns. Sabemos que o Brasil não é assim, o Brasil é gigante, por isso nós queremos ir muito além. Queremos aumentar a participação de todas as regiões do país e irmos mais para o interior, não ficando restritos às capitais”, explica Ludmyla Almeida, que é sommelière de cervejas formada pelo ICB. O resultado da pesquisa 2021 pode ser visto neste link.
Para Leandro Bulkool, o mercado cervejeiro carece desse tipo de informação, mais personalizada. “A indústria como um todo sofreu bastante nos dois últimos anos por conta da pandemia. Nossa pesquisa quer trazer dados que impactem diretamente a tomada de decisões de cervejarias com fábrica própria, brewpubs, cervejarias ciganas, bares, lojas especializadas e diversos outros agentes desse ecossistema. Se toda a cadeia estiver rodando bem, todos sairão ganhando, principalmente os consumidores”, resumiu Leandro, que é um designer apaixonado por cervejas e estudante de antropologia do consumo.
Além dos dois idealizadores, a pesquisa Retrato dos consumidores de cervejas 2022 tem em seu corpo técnico Lucas Fernandes, mestre em estatística pela UnB (2013) e sommelier de cervejas pelo Science of Beer (2022); Guilherme Oliveira, bacharel em sistemas de informação; e Roberto “Bob” Fonseca, jornalista, idealizador e realizador da pesquisa Melhores do Ano na Cerveja por 10 anos.
A pesquisa Retrato dos consumidores de cervejas 2022 conta com os seguintes apoios: MyTapp, Bier Held, Fermenta Pessoas e Lamas Brewshop.
SERVIÇO
Pesquisa – Retrato dos consumidores de cervejas 2022
Considerada uma das melhores receitas do mundo, a Porter se tornou conhecida, em meados dos anos 1700, quando os trabalhadores dos portos da Inglaterra, costumavam se encontrar nos pubs para tomar a bebida que misturava três tipos diferentes de cervejas, a Pale Ales, Old Ales e Mild Ales.
A combinação originou uma cerveja escura, com leve sabor amargo e elevado teor de malte torrado, que passou a ser chamada de Porter, fazendo referência aos portuários conhecidos como porters.
“O estilo é um dos mais populares do mundo, pelo sabor intenso que lembra café e chocolate, tendo essa como sua característica mais marcantes. A cerveja de alta fermentação e com teor alcoólico moderado harmoniza muito bem com cogumelos, queijo parmesão e sobremesas a base de chocolate”, explica o superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja – Sindicerv, Luiz Nicolaewsky.
A cerveja Porter é típica da escola cervejeira britânica, que também possui estilos como English IPA, Stout e English Pale Ale.
Em mais um passo para governos e partes interessadas a se envolverem na discussão de soluções para ação climática em países, comunidades e economias da região da América Latina e Caribe, o governo da República Dominicana sediou, entre os dias 18 e 22 de julho, na capital Santo Domingo, a Semana do Clima da América Latina e Caribe 2022.
As Semanas Climáticas foram reconhecidas na 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 26), no Pacto Climático de Glasgow, e têm como objetivo debater questões como a resiliência contra riscos climáticos, a transição para uma economia de baixo carbono e o avanço em parcerias para a solução de desafios urgentes.
O diretor de Sustentabilidade da Ambev, Caio Augusto Miranda Ramos, marcou presença no painel “Caminhos para a descarbonização do transporte rodoviário no Brasil”, na companhia da gerente Executiva para a América Latina da Scania, Patrícia Acioli, em evento do Pacto Global da ONU.
Da esquerda para a direita, as Gerentes de Sustentabilidade Massiel Azcona, da Cervecería Nacional Dominicana (CND) e Karen Tanaka, da Ambev, e o diretor de Sustentabilidade da Ambev, Caio Augusto Miranda Ramos.
No debate, Miranda citou que o engajamento e a união dos setores públicos e as empresas privadas é fundamental para atingir a meta estabelecida no Acordo de Paris de zerar as emissões líquidas de carbono até 2050.
“Entre as metas da companhia, na redução das emissões, está a implementação de uma frota de veículos 100% elétricos em larga escala, abastecidos com energia limpa e renovável”, explicou Miranda.
Ainda no evento, o Diretor representou a Ambev no módulo “Como as cervejarias podem ser impulsionadoras na economia circular”, em parceria com a gerente de sustentabilidade da Cervecería Nacional Dominicana (CND), Massiel Azcona. O uso de tecnologia e inovação no desenvolvimento de embalagens para eliminar toda a poluição plástica produzida nas embalagens foi destaque.
Ao lado de Gustavo Muñoz, High Level Climate Action Champion das COP´s 25 e 26, a Gerente de Sustentabilidade da Ambev, Karen Talita Tanaka, participou do painel “Soluções locais e regionais para a resiliência na América Latina”. Tanaka reforçou que treinamento, conexão e empoderamento financeiro são fundamentais para a geração de impactos positivos no campo e em todo o ecossistema do setor cervejeiro.
“Já são mais de 3.000 agricultores conectados conosco, em sete países, e só temos ganhos nesta parceria: para nós, maior resiliência e inovação em produtos, conhecimento e ampliação dos valores culturais; e para os agricultores, maior previsibilidade de volume de vendas, e também o sentimento de orgulho e pertencimento”, explicou Tanaka.
A Gerente de Sustentabilidade da Ambev também liderou um painel, Lições da Ambev: como motivar os fornecedores da cadeia na ambição pelas ações climáticas com a Presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Marina Freitas Grossi.
Em novembro deste ano, a cidade de Sharm el-Sheikh, no Egito será o palco da 27ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, onde a Sindicerv estará presente mais uma vez.
A grande parte dos alimentos que chegam às mesas das famílias brasileiras vem das mãos dos pequenos agricultores. Para reconhecer e ampliar a visibilidade desse segmento tão importante para a economia e sociedade, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) instituiu o dia 25 de julho como data de celebração anual do Dia Internacional da Agricultura Familiar.
Para o setor cervejeiro, a data é de extrema importância, pois o campo é a origem de todos os ingredientes fundamentais para a produção da bebida, como o lúpulo, cevada, trigo, mandioca e tantos outros que fazem da cerveja uma bebida tão apreciada pelos brasileiros.
“Para garantir a qualidade das matérias-primas para a produção da cerveja, é preciso pensar também no bem-estar e proporcionar uma fonte de renda estável para quem cultiva, proporcionando rendimentos no campo e gerando impacto positivo em todo o ecossistema”, afirma o superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja – SINDICERV, Luiz Nicolaewsky.
O incentivo à agricultura familiar tem sido o foco das ações das associadas ao Sindicerv, para proporcionar a transformação sustentável no campo e o fortalecimento da economia regional.
Nesse sentido, a Ambev tem como meta garantir que 100% dos agricultores parceiros da empresa sejam treinados, conectados e contem com estrutura financeira para desenvolver um plantio cada vez mais sustentável. Para tanto, os mais de 3 mil parceiros utilizam práticas sustentáveis em seus cultivos, como o plantio direto e rotação de culturas, que contribuem com a saúde do solo e biodiversidade.
Entre as iniciativas adotadas pela Ambev estão a chamada Agricultura Regenerativa. Trata-se de uma forma de manejo que visa retornar o ecossistema ao equilíbrio por meio da complementariedade entre cultivos, com o intuito de reduzir a dependência de insumos externos e emissões de carbono, enquanto estimula a saúde do solo, a biodiversidade, e o desenvolvimento socioeconômico dos produtores rurais.
A agricultura de baixo carbono também é foco das ações da Heineken. A cervejaria incentiva os fornecedores a implementarem boas práticas ambientais e sociais por meio da certificação pelo programa de Avaliação de Sustentabilidade Agrícola (FSA) da SAI Plataform. Esse programa é uma avaliação de critérios que envolvem meio ambiente e direitos humanos e certifica a sustentabilidade da produção agrícola. Hoje na HEINEKEN, s aproximadamente 50% dos fornecedores já são certificados e a meta é chegar em 100% até 2030.
O setor brasileiro da cerveja movimenta uma das extensas cadeias produtivas do País responsável por 2,02% do PIB, geração de mais de 2 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos. São mais de 1.600 cervejarias que integram esse ecossistema que tanto contribui para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
Para fortalecer ainda mais esse pujante setor, o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja – Sindicerv, e a Abracerva – Associação Brasileira da Cerveja Artesanal, assinaram Termo de Cooperação na abertura do Congresso “Cerveja é Gastronomia”, realizado nessa quinta-feira (30), em São Paulo, na Universidade Anhembi Morumbi.
O acordo prevê a parceria e cooperação entre as entidades em prol dos principais temas de interesse da indústria da cerveja, como o aprimoramento da qualidade na fabricação, a educação e cultura cervejeira, a livre concorrência, a sustentabilidade e o consumo responsável no país.
“A aproximação com Abracerva é um primeiro passo para construção de uma agenda iniciada no Congresso. Podemos trabalhar juntos em muitas questões, da realização de eventos como esse até pautas voltadas a legislação e tributos”, afirma o presidente do Sindicerv, Mauro Homem.
Para o presidente da Abracerva, Giba Tarantino, o primeiro fruto dessa parceria já foi colhido. “Como primeira realização conjunta das entidades, o evento já atendeu aos principais pilares de cooperação, mostrando o quanto essa aproximação pode ser positiva para o setor”, enfatizou Tarantino.
Congresso Cerveja é Gastronomia
O evento trouxe para a pauta diversos assuntos de relevância tanto para o consumidor, como aspectos históricos, cultura, o papel do álcool e o consumo responsável, como para o público do setor, como boas práticas de produção e iniciativas sustentáveis na indústria da cerveja.
O evento reuniu importantes nomes dos setores cervejeiro, gastronômico, turismo, dentre outros e promoveu ricas discussões visando desenvolver e posicionar a cerveja no universo da gastronomia brasileira.
O papel do álcool no processo civilizatório e consumo responsável também foi pauta do Congresso. O painel mediado pelo superintendente do Sindicerv, Luiz Nicolaewsky teve a participação do diretor de Relações Institucionais da Ambev, Rodrigo Moccia, do médico e Doping Control da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Fernando Solera e do docente da Anhembi Morumbi, Iberê Moreno. Aspectos históricos sobre a origem da cerveja, sua influência na sociedade, economia e na saúde dos brasileiros foram amplamente discutidos pelos especialistas.
O consumo responsável foi o ponto alto do painel. “É uma das principais bandeiras do setor. Trabalhamos pelo engajamento dos brasileiros em relação ao consumo inteligente e moderado de bebidas alcoólicas. O setor tem promovido inúmeras ações para que a cerveja seja reconhecida como a bebida da moderação”, enfatizou o superintendente.
As últimas políticas públicas adotadas para o enfrentamento do problema também foram apresentadas. “A OMS acaba de aprovar em Assembleia Geral a atualização da Estratégia Global para Redução do Consumo Nocivo de Álcool. O Brasil tem avançado muito nas principais iniciativas a favor do consumo responsável e moderado de bebida alcóolica”, ressaltou Moccia. O médico responsável pelo controle de Doping CBF, Fernando Solera endossou sobre os benefícios da moderação para a Saúde. “Há evidências científicas de que o beber de forma equilibrada pode trazer benefícios para a saúde”, disse.
O Congresso trouxe ainda atualizações sobre boas práticas na produção de cerveja. O gerente de Relações Governamentais do Sindicerv, Luís Guaraná mediou painel sobre segurança nos processos, com Juçara André, Coordenadora geral de Vinhos e Bebidas do MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Renata Walter, Coordenadora de Assuntos Científicos e Políticas Públicas do Grupo Heineken e Alexandre Esber, da Academia da Cerveja, da Ambev.
O painel apresentou as principais atuações do MAPA no registro, certificação e fiscalização, mudanças dos procedimentos, aspectos regulatórios e legislação nos últimos anos.
As iniciativas sustentáveis na indústria da cerveja estiveram em evidência em painel que contou com a presença da presidente da CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, Patricia Iglesias, presidente executivo da Abividro – Associação Brasileira das Indústrias de Vidro, Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas – Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio, Patrícia Mistura, Coordenadora de Sustentabilidade do Grupo Heineken e Caio Miranda, diretor de Sustentabilidade da Ambev.
O debate mediado pelo gerente jurídico do Sindicerv, Fábio Ferreira, abordou as principais iniciativas adotadas para estimular a economia circular em toda a cadeia produtiva, a preservação dos recursos naturais, a transição para energia renovável, entre outros temas de interesse do setor.
Diversos nomes que estão na cena gastronômica da atualidade também participaram em diferentes momentos do congresso, com destaque para “As brasilidades do gosto no século XXI”, em que participaram Elaine de Azevedo do podcast Panela de Impressão, Larissa Januário apresentadora do Sabor & Arte e a jornalista gastronômica Luiza Fecarotta, com mediação da sommelier de cerveja, Bia Amorim.
Novos universos do mercado de cervejas, vinhos e fermentados selvagens foram levantados por Jayro P. Neto, da Abracerva, Lis Cereja, da Enoteca Saint Vin, Feira Naturebas e Diego Simão Rzatki, da Cervejaria Cozalinda.
O Congresso também levantou questões de Cultura e Diversidade, com Beatriz Ruiz, do Grupo Heineken e Leandro Sequelle, da Graja Beer e da cerveja como alimento ao longo da história, com Luís Celso Jr – Instituto da Cerveja Brasil.
Além da programação de painéis, o evento promoveu duas aulas shows na cozinha da universidade, com Carol Veras do Brewstone Pub de Fortaleza (CE) sobre o tema da gastronomia no mercado cervejeiro e com o chef Onildo Rocha com a temática “A construção de sabores brasileiros”.
Sobre o Sindicerv
O Sindicato Nacional da Industria da Cerveja é a entidade que representa as empresas responsáveis por cerca de 80% da produção de cerveja no Brasil. Atua continuamente para o debate de regulamentos, leis, normas, políticas públicas e práticas que contribuam com o desenvolvimento da indústria e suas respectivas cadeias produtivas.
Instagram: @sindcerv_wp
Sobre o Abracerva
A Abracerva – Associação Brasileira de Cervejarias Artesanais é a entidade sem fins lucrativos que atua nacionalmente em defesa dos interesses das cervejarias independentes e do mercado de cervejas artesanais. É a maior entidade do setor em número de associados, representando 800 pequenas cervejarias, brewpubs, bares, distribuidores, fornecedores e profissionais que trabalham diretamente com cervejas artesanais.
A cerveja gelada pode ser uma combinação perfeita com a chegada do outono e dias mais frios. Existe uma variedade de estilos que tem conquistado cada vez mais consumidores. Uma delas é a Munich Dunkel.
Bebida tradicional de Munique, na Alemanha, tem uma coloração escura que vai do cobre profundo ao marrom escuro, frequentemente com um tom avermelhado e bastante aromática com mais ênfase em malte. Esse estilo de cerveja, cujo termo dunkel em alemão, significa escuro em português é bastante popular na região da Baviera e hoje destaca-se no mercado cervejeiro mundial.
“A bebida se enquadra na categoria das lagers escuras, cervejas de alta fermentação e armazenada em baixas temperaturas, maltada, com um leve sabor torrado. Ela harmoniza muito bem com os pratos quentes do outono e inverno, como carnes e pratos defumados”, afirma Luiz Nicolaewsky, superintendente do SINDICERV – Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja.
O Grupo Heineken e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciaram hoje (12) uma parceria voltada ao desenvolvimento sustentável do Brasil, com investimento inicial de R$ 30 milhões.
A iniciativa prevê ações de reflorestamento, proteção das bacias hidrográficas, circularidade das embalagens e inclusão produtiva. O ACT (Acordo de Cooperação Técnica) firmado entre as duas partes terá prazo inicial de dois anos, com a possibilidade de prorrogação por outros cinco.
Essa não é a primeira vez que as instituições formam uma parceria. Em 2021, o Grupo Heineken doou para o programa Salvando Vidas, do BNDES, que captou aproximadamente R$ 110 milhões em recursos para ações de combate à Covid-19.
“Este acordo representa um marco fundamental na nossa estratégia de negócio, pois foram meses de troca de conhecimento com equipes técnicas do BNDES”, diz Ornella Vilardo, gerente de sustentabilidade do Grupo Heineken.
O grupo possui metas de zerar as emissões de carbono em toda a sua cadeia de valor até 2040, e pretende neutralizá-las na produção já em 2023, através da utilização de energia renovável em todas as cervejarias e centros de distribuição.
Já o BNDES possui diversas iniciativas voltadas à sustentabilidade, incluindo o BNDES Crédito ASG, que concede financiamentos com destinação a empresas que se comprometem a melhorar seus indicadores de sustentabilidade.
Bruno Aranha, diretor de crédito produtivo e socioambiental do BNDES, afirmou em nota que o banco está “sempre procurando parceiros para potencializar nossas ações, trazendo mais recursos e mais soluções para quem mais precisa.”
Até pouco tempo atrás, cerveja sem álcool soava como piada. Quem se aventurava pela seção de bebidas do supermercado encontrava poucas opções, todas com gosto distante da bebida original. Evitar a ressaca tinha lá suas vantagens, é claro, mas não representava uma alternativa saborosa. Agora, a situação mudou da água para o vinho — o que era ruim melhorou muito. Maior variedade de rótulos e olhar atento de algumas das maiores empresas do mercado transformaram as geladas sem álcool em produtos de qualidade reconhecida e, como não poderia deixar de ser, rentáveis para a indústria cervejeira. De fato, há forte demanda por esse tipo de bebida. Um levantamento feito pelo Euromonitor a pedido do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) mostra que a produção quase dobrou de 2019 para 2021 (veja o quadro). O Brasil, terceiro maior produtor de cervejas do mundo, atrás de China e Estados Unidos, adotou de vez a versão sem álcool, que passou a ser alvo até de produtores premiados.
A Dádiva, de Várzea Paulista, no interior de São Paulo, eleita em 2020 a melhor cervejaria do Brasil pelo site RateBeer, foi pioneira em unir o universo das bebidas artesanais com o público que busca alternativas sem álcool. A empresa lançou recentemente uma golden ale, um estilo popular em países como Bélgica, França e Reino Unido por seu sabor frutado e aroma de lúpulos. “Optamos por não produzir uma pilsen ou uma lager, e a decisão foi bem-aceita”, diz Luiza Tolosa, sócia-fundadora da Dádiva. “A demanda inicial foi enorme e tivemos quebra na produção algumas vezes.” Agora, o rótulo faz parte de uma linha especial da cervejaria que é vendida em supermercados e bares.
A legislação determina que a bebida precisa ter menos de 0,5% de álcool para ser vendida como tal. Para chegar a esse resultado, os cervejeiros usam leveduras específicas que consomem apenas um tipo de açúcar, a glicose, disponível na mistura de malte de cevada e água que inicia o processo de fabricação. Essa etapa da fermentação retira o gosto adocicado e torna o resultado mais próximo daquele a que o consumidor está acostumado.
Existem outros métodos mais complexos que deixam a cerveja absolutamente sem álcool. É o caso do processo adotado pela Heineken. Os ingredientes e a receita-base são os mesmos presentes em seu rótulo tradicional, mas a cervejaria usa, após o processo de fermentação, um equipamento que retira todo o álcool por meio da chamada destilação a vácuo. Depois, aromas naturais são acrescentados para tornar o resultado quase indistinguível do original. O maquinário é caro e poucas empresas têm acesso a ele, mas o investimento deu resultado. A semelhança de sabor entre as duas versões é tamanha que a sem álcool caiu no gosto do brasileiro. Hoje em dia, o país é o principal mercado do mundo para o rótulo.
A forte penetração da Heineken e o pioneirismo de cervejarias como a Dádiva ajudaram a tornar o segmento mais maduro e, portanto, mais cobiçado. Com isso, é possível encontrar bebidas fora da curva. A Doktor Bräu, de Congonhal, em Minas Gerais, está lançando uma fruitbeer (estilo que leva frutas na receita) sem álcool, com pouca caloria e isotônica. “Já tínhamos experiência com cervejas low carb, mas fui atrás da opção mais saudável possível”, afirma Nuberto Hopfgartner, fundador da empresa. Para divulgar a novidade, fechou parcerias com esportistas e grupos de corrida.
A estratégia pode parecer inusitada, mas não é inédita. Nos Estados Unidos, a Athletic Beer foi criada com a proposta de oferecer uma cerveja sem álcool como bebida ideal para o pós-treino e construiu uma comunidade em torno de atividades ao ar livre e preservação de trilhas para caminhada. Antes, a fabricante alemã Erdinger também apostou no público esportista para popularizar sua cerveja sem álcool. O rótulo, assim como outros clássicos da Alemanha, como a weissbier da Paulaner, é uma das alternativas importadas encontradas por aqui. Ou seja: agora, dá para evitar a ressaca sem abrir mão de uma boa cerveja.
Sabor sem culpa Com técnicas específicas para evitar ou retirar o álcool durante a produção, cervejarias de portes variados garantem a qualidade de suas receitas
PAULANER WEISSBIER Na cerveja de trigo da tradicional fabricante alemã, a versão sem álcool mantém o mesmo perfil de sabor e aromas. É um dos bons rótulos importados que o consumidor brasileiro encontra nos bares e supermercados
HEINEKEN 0.0% O processo de produção retira o álcool da cerveja ao usar técnicas de destilação a vácuo. Com isso, a Heineken consegue reproduzir a sua receita tradicional. O Brasil aprovou — é o maior mercado do mundo
DOKTOR BRÄU ISOTONIC FRUITBEER Pensada para o público esportista, a cerveja leva frutas vermelhas, tem baixo teor calórico e é produzida sem álcool, além de conter sais minerais encontrados em isotônicos. A divulgação da bebida tem sido feita por corredores profissionais
DÁDIVA GOLDEN ALE Eleita a melhor cervejaria do Brasil por dois anos consecutivos, a Dádiva foi precursora ao lançar um estilo diferente sem álcool. A empresa fugiu do estilo pilsen e lager para criar uma golden ale, popular em países como Bélgica e França