A convite da Firjan, Sindicerv visita principal feira mundial do setor de bebidas

Empresários do setor de bebidas do RJ e colaboradores da Firjan durante feira na Alemanha Foto: Divulgação

A convite da Firjan, o presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, viajou à Alemanha para cumprir uma intensa agenda de imersão no setor de bebidas. De 15 a 19 de setembro, a delegação de líderes empresariais participou de reuniões e visitas à Drinktec, evento global com foco em inovações, uso de IA, sustentabilidade e digitalização dos processos industriais.

Cerca de 1.100 expositores de mais de 50 países apresentaram soluções inovadoras e tecnologias de ponta em onze pavilhões do Centro de Exposições de Munique.

Cerveja zero, novos maquinários, saborização, embalagens sustentáveis e eficiência energética foram tendências observadas pelo presidente-executivo do Sindicerv durante as agendas, que incluíram também uma visita técnica à Weihenstephan, considerada a cervejaria mais antiga do mundo, e ao local onde ocorrerá a Oktoberfest, além de institutos de tecnologia e empresas ligadas ao setor.

A Imersão Internacional Firjan IEL para o setor de bebidas possibilitou à delegação, portanto, ter contato com o que há de mais inovador no setor.  “A participação na principal feira mundial do setor e as visitas técnicas ampliaram ainda mais nossa visão sobre as tendências globais que moldam a indústria de bebidas”, ressaltou Márcio Maciel.

Além dele, participam dessa comitiva as seguintes lideranças empresariais: Roberto Badro, presidente do Sindicato das Indústrias de Cervejas e Bebidas em Geral (Sindicer); Marcelo Hauaji de Sá Pacheco, diretor do Sindicato Nacional da Indústria de Águas Minerais Naturais (Sindinam); e Eduardo Zulchner Rumen, diretor do Sindicato da Industria de Bebidas em Geral do Município do Rio de Janeiro (Sindbebi).

AGENDAS

A Drinktec, principal feira mundial do setor, realizada a cada quatro anos, cobre toda a cadeia de valor desses segmentos e se destaca como uma plataforma única para inovações, networking e o futuro da indústria de bebidas e alimentos líquidos. Durante cinco dias consecutivos, o evento apresenta soluções inovadoras para a indústria global de bebidas e alimentos líquidos. Em 2025, a feira traz também assuntos relacionados à circularidade e gestão de recursos, o futuro do uso de dados pela indústria e o estilo de vida e saúde no mercado de bebidas e alimentos líquidos.

No primeiro dia da imersão, a comitiva visitou a Mirpain/Supplevit, uma empresa de suplementos e vitaminas e que se destaca com o propósito de combate à desnutrição, reduzindo custos e aumentando a segurança alimentar, com foco em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de bebidas enriquecidas com vitaminas e minerais.

Na sequência, uma visita à Univision, empresa italiana que fornece software, equipamentos e máquinas para inspeção principalmente de tampas de garrafa, mas também para outros tipos de embalagem. A tecnologia de inspeção impressionou a todos, principalmente porque pode ser aplicada em qualquer tipo de embalagem com um alto nível de detalhe. A empresa consegue fazer a inspeção de mais de 1.500 tampas por minuto com muita precisão, e registrar a razão do descarte de cada uma. As máquinas foram expostas na feira.

Na reunião com diretores da VLB, Instituto de Pesquisa e Educação aplicado à indústria de bebidas, com sede em Berlim desde 1883, mas que atua por toda a Alemanha e o mundo, o grupo conheceu as soluções que eles fornecem para o mercado. Alguns dos destaques foram o treinamento de mão de obra de alta qualificação para o mercado de bebidas, pesquisa e desenvolvimento para a produção de bebidas e a busca pela automatização de processos.

A comitiva também conheceu outras empresas do setor, universidades e centros de pesquisa. Capacitação foi o assunto do encontro com representante da Doemens Academy, que desde 1895 faz treinamento e consultoria combinando teoria e prática para as indústrias cervejeira, de bebidas e alimentícia.

Entre outras atividades, houve ainda uma visita técnica à Moordestillerie, destilaria 100% artesanal, que utiliza ingredientes principalmente locais e orgânicos; à Empresa Vision-tec, que desenvolve e constrói máquinas patenteadas de detecção e classificação para a indústria de alimentos e bebidas; ao Centro de Pesquisa da TUM; além de uma reunião com representantes da prefeitura local para dialogar sobre o papel da indústria e sobre o impacto da Oktoberfest no cenário econômico local.

(Com informações da assessoria da Firjan)

Com filiação da Quatro Poderes, Sindicerv passa a ter 12 associadas

Fundada em 2018 em Brasília, a Quatro Poderes se tornou a 12ª associada ao Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv). Essa é a terceira cervejaria que ingressa no quadro de filiadas neste ano e a primeira no Distrito Federal.

De uma trajetória que começou como cervejaria cigana até a inauguração da fábrica própria em São Sebastião (DF), a Quatro Poderes tem como lema “Todo o Poder à Água, ao Malte, ao Lúpulo e à Levedura”.

A cervejaria consolidou-se como uma das referências da cena local, reunindo 14 rótulos premiados em diferentes estilos, que valorizam tanto a tradição quanto a inovação, com destaque para projetos experimentais e cervejas com ingredientes do Cerrado.

Mais do que produzir bebidas de qualidade, a Quatro Poderes busca fortalecer a cultura cervejeira por meio de eventos, experiências e conexões com seu público.

“Para nós, fazer parte do Sindicerv é um passo essencial para fortalecer a representatividade do setor e unir forças com outras cervejarias na construção de um mercado mais sólido, justo e inovador”, destacou o Marcelo Naves, CEO e fundador da Quatro Poderes.

O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, saudou a chegada da 12ª associada. “É com entusiasmo que recebemos a Quatro Poderes como nossa 12ª associada. Uma cervejaria que celebra, em cada rótulo, a força da água, do malte, do lúpulo e da levedura, entregando sabores, aromas e experiências que unem tradição, criatividade e brasilidade. A chegada da Quatro Poderes fortalece ainda mais o Sindicerv na missão de representar e valorizar a diversidade da cultura cervejeira no país”, disse Márcio.

O Sindicerv passa agora a ter em seus quadros as seguintes associadas: Ambev, Heineken, Hocus Pocus, Louvada, Therezópolis, Colombina, Philipeia, Stannis, Inbepa, Cozalinda, Cerpa e Quatro Poderes. Juntas, essas cervejarias respondem por mais de 85% da produção da bebida no Brasil.

Sindicerv participa de congresso inédito sobre a cadeia produtiva e cultural da cerveja

O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, participará do painel de abertura do Congresso Cervejeiro “Do Grão ao Gole”, que ocorre nos dias 23 e 24 de setembro, no Centro Brasileiro Britânico, em Pinheiros, São Paulo. O evento é promovido pela Academia da Cerveja, escola de conhecimento e cultura cervejeira da Ambev, associada ao sindicato. 

Marcada para ocorrer das 9h30 às 10h, a mesa de abertura tem como tema “A cerveja começa no solo: do agronegócio ao copo do brasileiro: descubra como a terra, o cultivo e a produção agrícola dão vida à cerveja que chega ao seu copo”. Além de Márcio Maciel, participarão também Carla Crippa, vice-presidente de Relações Corporativas e Impacto da Ambev; Mariangela Hungria, pesquisadora da Embrapa; e Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva.

O evento inédito busca democratizar o conhecimento, fomentar a cultura cervejeira no país e aproximar o público de tudo o que há de mais atual e inspirador no universo da cerveja, promovendo conexões, aprendizados e celebrações entre profissionais, entusiastas e apaixonados pela bebida.

Grandes nomes do setor já estão confirmados como palestrantes, incluindo John Palmer, uma das maiores referências do mercado cervejeiro mundial e autor do livro How to Brew; Mauricio Tkatchuk, especialista em Transformação Digital; e Leonardo Barbosa, pesquisador da Universidade Federal do ABC. Ao todo, serão mais de 20 convidados nos dois dias de evento, reunindo vozes influentes do mundo cervejeiro, em uma programação diversa, que inclui palestras, painéis de discussão, experiências sensoriais, degustações e muito mais.

O Congresso oferecerá uma jornada que celebra a cerveja como expressão de sabedoria, natureza e técnica. O primeiro dia foca nos insumos, agronegócio e sustentabilidade; o segundo, no consumo, comportamento e brasilidade ligados ao ato de beber.

Mais do que um congresso, o Do Grão ao Gole será uma experiência única de aprendizado, troca e conexão com a cultura cervejeira. Segundo o Brand Footprint Brasil 2025, 63% dos brasileiros consomem cerveja fora de casa, reforçando seu papel crucial na socialização das pessoas. Por isso, o evento também trará discussões inovadoras sobre o papel da cerveja na vida do brasileiro, presente em momentos de celebração e descompressão.

“Na Ambev, temos o compromisso claro de fortalecer e impulsionar o ecossistema cervejeiro por meio da Academia da Cerveja. O Congresso é um grande exemplo desse compromisso, reunindo parceiros dessa cadeia em um espaço de troca e aprendizado sobre um setor tão relevante, que representa 2% do PIB brasileiro, gera mais de 2 milhões de empregos e movimenta mais de R$ 27 bilhões em salários por ano. É um mercado cheio de oportunidades, com grande potencial de transformação social e desenvolvimento profissional”, diz Anna Paula Alves, diretora de Categoria Cervejeira, na Ambev. O evento é destinado para maiores de 18 anos e os ingressos estão disponíveis no Sympla e no Instagram da Academia da Cerveja.

Indústria cervejeira cresce 5,5% e impulsiona a economia em todas as regiões brasileiras

Com 1.949 cervejarias operando em 790 municípios, a indústria cervejeira brasileira reafirmou sua força em 2024. Houve um crescimento de 5,5% na quantidade de estabelecimentos registrados na comparação com o ano anterior, quando havia 1.847 cervejarias distribuídas em 771 localidades.

Mesmo diante das enchentes históricas no Rio Grande do Sul e da desaceleração econômica global, o país registrou a produção de 15,34 bilhões de litros de cerveja, ante 15,36 bilhões no ano anterior, uma diferença de apenas 0,11%, o que evidencia a resiliência e a maturidade do setor.

Os dados foram divulgados nessa terça-feira (5/8) pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), durante o lançamento do Anuário da Cerveja 2025, publicação oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) que consolida os dados da indústria cervejeira brasileira relativos ao ano de 2024.

Realizado no Sesi LAB, em Brasília, o evento intitulado “Confraria Sindicerv” reuniu autoridades, lideranças setoriais e representantes da cadeia produtiva, reafirmando a força de um setor que continua se transformando. Também houve o lançamento da Frente Parlamentar Mista da Cadeia Produtiva da Cerveja, iniciativa apoiada por quase duzentos congressistas sob a coordenação do deputado federal Covatti Filho (PP-RS).

Para Maciel, o Anuário 2025 mostra que o setor segue resiliente e inovador, mesmo num contexto desafiador. “Isso é resultado de uma estrutura sólida e de investimentos contínuos na produção e nas pessoas que fazem essa vasta cadeia acontecer, do campo ao copo. Cerveja é agro, emprego, renda, diversidade, cultura e gastronomia. Cerveja é Brasil”, ressalta.

A grande quantidade de marcas (55.015) e de produtos registrados (43.176) mostra que a indústria oferece um amplo portfólio e está atenta às mudanças no comportamento do consumidor, com uma diversidade capaz de atender diferentes perfis de renda e de realidades regionais.

Os dados do anuário revelam também avanço expressivo nas exportações, com mais de 332 milhões de litros enviados ao exterior e um superávit comercial recorde de US$ 195 milhões.

A maturidade da indústria também se expressa nos investimentos robustos realizados nos últimos anos. Segundo levantamento do Sindicerv e da consultoria Euromonitor, o setor aportou mais de R$ 17,5 bilhões desde 2020, especialmente em tecnologia, expansão de capacidade e modernização das plantas fabris.

A cadeia da cerveja é uma engrenagem poderosa que movimenta a economia em diversas frentes, da produção agrícola ao turismo, da logística à inovação. Preservar a competitividade dessa estrutura exige equilíbrio regulatório e sensibilidade tributária. Reformas fiscais que desconsiderem a complexidade e o peso social e econômico do setor podem comprometer empregos, investimentos e o dinamismo de milhares de pequenos negócios que integram esse ecossistema.

Com dados atualizados sobre registro de estabelecimentos e produtos, exportações, empregos e tendências de consumo, o Anuário da Cerveja 2025 reafirma o papel estratégico da cerveja na economia brasileira e projeta um setor cada vez mais preparado para o futuro.

A íntegra do Anuário 2025 pode ser acessada nos sites do Sindicerv e do Mapa, fortalecendo a transparência e a difusão de conhecimento sobre o mercado cervejeiro nacional.

Cerveja: um patrimônio cultural e motor econômico do Brasil

Foto: Pexels

Por Márcio Maciel – Presidente-Executivo do Sindicerv

Hoje é o dia Internacional da Cerveja e falar de cerveja, no Brasil, é falar de cultura, de encontros e, mais do que nunca, de economia. Ela está nas festas populares, nas ruas, nas arquibancadas e nos brindes de comemoração — mas também está nas cadeias produtivas que geram riqueza, emprego e inovação.

A cerveja é, sem dúvida, a bebida mais democrática que existe. E é exatamente por isso que ela é tão brasileira. Dos grandes centros urbanos ao interior do país, ela acompanha celebrações, vitórias no futebol, encontros com amigos e até corridas de rua. A cada copo, não é só um brinde que acontece — é a cultura brasileira sendo vivida.

O setor cervejeiro brasileiro mostra um vigor impressionante com crescimento constante, impulsionado principalmente pelo sucesso no lançamento de novas linhas de produtos. Um dos grandes marcos dessa renovação vem das cervejarias artesanais, micro e pequenas, que hoje representam mais de 80% das mais de 1.847 cervejarias registradas no país.

Essas pequenas empresas não apenas diversificam os sabores — com ingredientes regionais e experiências inovadoras — como também fortalecem a cultura local e alimentam o ecossistema criativo que torna a cerveja um verdadeiro símbolo de identidade. A cerveja ganha em diversidade. E o Brasil também.

Do ponto de vista econômico, o impacto é ainda mais expressivo. Segundo estudo da FGV, mais de 90% do valor agregado por uma cervejaria permanece na região onde ela está instalada. Isso significa mais impostos locais, mais empregos e renda para a comunidade. É o que chamamos de cadeia “do campo ao copo”: começa na lavoura da cevada e do lúpulo e vai até o balcão do bar, passando pela indústria, logística, comércio e serviços.

E cada elo dessa cadeia tem avançado em compromisso ambiental. A indústria cervejeira brasileira tem investido em práticas de economia circular, com destaque para o reuso da água, o aproveitamento de resíduos como insumos na agricultura e a reciclagem de embalagens. Grandes e pequenas cervejarias vêm adotando metas de sustentabilidade que reduzem a pegada ambiental e tornam o setor mais resiliente. Essa responsabilidade ecológica não é apenas uma tendência: é um fator fundamental para manter a vitalidade da cadeia produtiva e garantir que o brinde de hoje preserve os recursos do amanhã.

Além disso, o turismo cervejeiro se fortalece a cada ano. Cervejarias regionais tornam-se pontos de visita obrigatórios, fomentando experiências gastronômicas únicas e promovendo a identidade de cada região. Cerveja é cultura, é turismo, é desenvolvimento.

O brasileiro sabe disso. Nada menos que 77% da população associa o consumo de cerveja a momentos de celebração, pertencimento e alegria. E é exatamente essa conexão emocional — somada ao potencial de inovação e impacto econômico — que faz da cerveja um ativo poderoso para o país.

Mais do que um brinde, a cerveja é uma ponte entre tradição e futuro. Saúde a isso.

Sindicerv chega a 11 associadas com filiação da tradicional cervejaria Cerpa

A menos de um ano de completar 60 anos de trajetória, a tradicional cervejaria paraense Cerpa ingressou no quadro de filiadas ao Sindicerv, que passa a ter 11 associadas.

Fundada em 1966 pelo imigrante alemão Konrad Karl Seibel, a Cerpa carrega 59 anos de história, completados em junho último, como uma das principais indústrias brasileiras de bebidas, com vasto portfólio à disposição do consumidor.

Inspirada pela biodiversidade da Amazônia, a empresa localizada às margens da Baía do Guajará alia a tradição cervejeira de origem europeia a um sólido compromisso com a economia circular.

Em um momento em que o Pará se destaca mundialmente como sede da COP30 em novembro deste ano, a Cerpa reforça seu protagonismo com ações concretas voltadas à preservação ambiental, à inovação e ao desenvolvimento social da região.

Entre as ações de sustentabilidade da marca, estão o tratamento de efluentes, o uso de energia solar para suprir mais de 70% do consumo energético da fábrica, a produção de vapor com caroço de açaí, a preocupação com a boa gestão de resíduos, a doação de água potável para a comunidade da Pratinha e o investimento contínuo em projetos para ampliar a captação e o reaproveitamento de CO₂.

O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, saúda a filiação da Cerpa. “Damos boas-vindas a esta tradicional cervejaria paraense, que chega para fortalecer nosso sindicato com sua vasta trajetória”, ressalta.

O Sindicerv passa agora a ter em seus quadros as seguintes associadas: Ambev, Heineken, Hocus Pocus, Louvada, Therezópolis, Colombina, Philipeia, Stannis, Inbepa, Cozalinda e Cerpa. Juntas, essas cervejarias respondem por mais de 85% da produção da bebida no Brasil.

Abertas as inscrições para 4ª edição do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil

Com apoio institucional do Sindicerv, a Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas) abre as inscrições para a quarta edição do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil, que reconhece os rótulos mais bonitos e criativos de latas de bebidas comercializadas no país. Neste ano, a premiação ganha uma novidade com a ampliação de categorias: além de cervejarias, poderão concorrer empresas que atuam com outros tipos de bebidas em lata.

Até o dia 25 de agosto, empresas de bebidas de todos os portes (micro, médias e grandes), podem inscrever gratuitamente até cinco rótulos por categoria, por meio do site oficial do concurso, em uma das duas categorias disponíveis: Cervejarias ou Outros Produtos.

“A premiação reforça nosso compromisso com a inovação, a sustentabilidade e a valorização da embalagem como ativo estratégico para as marcas”, destaca Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas.

Cada categoria premiará três rótulos, com troféus de ouro, prata e bronze. Além dos prêmios, os vencedores também receberão um selo oficial de reconhecimento e participarão de ativações realizadas em parceria com a Abralatas e seus parceiros.

O concurso será realizado em duas etapas. Na primeira fase, um júri técnico especializado selecionará os cinco melhores rótulos de cada categoria. Já na segunda, a votação é aberta ao público que votará online entre os finalistas, por meio do site da premiação. Os vencedores serão revelados em outubro num evento em São Paulo. Além do Sindicerv, outras nove entidades apoiam institucionalmente o concurso

Serviço

Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil – 4ª edição
Inscrições: até 25 de agosto de 2025
Site e regulamento: www.latamaisbonita.com.br

(Da redação, com informações da Abralatas)

Sicobe: de volta ao passado ou rumo ao futuro?

Crédito: freepik

Márcio Maciel*
Alexandre Horta*
Gilberto Tarantino
*

Artigo publicado no Poder 360 em 29/06/25

O ano é 2025, mas parece que voltamos para 2008. Assim como Marty McFly, personagem de Michael J. Fox em “De Volta para o Futuro”, que acidentalmente retorna a 1955 e causa espanto com sua roupa e tecnologia, o setor de bebidas será transportado a uma era analógica com a reativação do Sicobe (Sistema de Controle de Produção de Bebidas) –o sistema de controle físico nas linhas de produção para fins de controle e tributação, descontinuado desde 2016. O tema acende um debate: queremos um sistema de fiscalização do passado ou estamos prontos para avançar com ferramentas modernas?

Instituído em 2008, o Sicobe foi uma resposta válida aos desafios fiscais da época, ajudando o governo a monitorar a produção de bebidas no Brasil com a tecnologia até então disponível. Durante anos, cumpriu seu papel. Mas o sistema também carregava um alto custo operacional – R$ 1,4 bilhão por ano – e exigia a instalação de equipamentos nas linhas de produção, impactando diretamente a rotina das fábricas. Em 2016, a própria Receita Federal optou por descontinuá-lo, diante de denúncias de corrupção, ineficiências operacionais e da chegada de novas tecnologias.

A partir disso, o Brasil e o mundo avançaram em soluções digitais de controle fiscal. Ferramentas como a Nota Fiscal Eletrônica, o Bloco K da Escrituração Fiscal Digital e até recursos de inteligência artificial se tornaram padrão na fiscalização moderna e precisam ser consideradas. Elas oferecem rastreabilidade, transparência e baixo custo, sem interferir nas operações produtivas. Reinstalar o Sicobe seria como rodar o Windows 95 em um computador dos nossos tempos que opera em nuvem.

A base legal que sustentou o Sicobe foi criada no início dos anos 2000. De lá para cá, a indústria de bebidas se transformou –o número de cervejarias triplicou, novas categorias de produtos surgiram e o mercado se tornou mais dinâmico. Esse novo cenário exige, com urgência, uma legislação moderna, sintonizada com os novos tempos e distante de ferramentas de controle físico ultrapassadas, que hoje funcionam em pouquíssimos países.

Não à toa mais de 40 entidades do setor assinaram um manifesto em defesa de um sistema de controle que olhe para frente. A proposta é clara: construir, em parceria com o poder público, uma solução digital, eficiente, transparente, aberta, não interventiva e alinhada à nova legislação tributária, como estabelece a Lei Complementar 214 de 2025. A indústria reconhece a importância do controle e reafirma seu compromisso com a legalidade e a responsabilidade fiscal.

A volta do Sicobe não representa só um custo elevado – é também um sinal trocado diante de todo o esforço de modernização fiscal pelo qual o Brasil passou na última década. O setor de bebidas está pronto para continuar contribuindo com soluções que unam inovação, transparência e eficiência. O futuro exige mais que saudade do passado: exige coragem para avançar.

* Márcio Maciel (presidente-executivo do Sindicerv), Alexandre Horta (presidente-executivo da (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas) e Gilberto Tarantino (presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal).

Cervejaria catarinense Cozalinda é a décima filiada ao Sindicerv

Fundada em 2014 em Florianópolis (SC), a Cozalinda é a mais nova filiada ao Sindicerv, que passa a ter dez cervejarias no seu quadro de associados.

Referência nacional na produção de cervejas de fermentação selvagem e mista, a Cozalinda fabrica, de forma artesanal, cerca de 10 mil litros ao ano, utilizando ingredientes locais e fermentação em temperatura ambiente, mesmo com os desafios do clima subtropical brasileiro.

“É com grande satisfação que damos as boas-vindas à Cozalinda, uma cervejaria marcada por sua autenticidade e paixão pela cultura local”, diz o presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel.

Rótulos produzidos pela marca, como a “Praia do Meio”, já conquistaram premiações nacionais e internacionais. A Cozalinda tem uma pegada familiar, com forte ligação com a cultura e ingredientes regionais. Como cervejaria, tem como missão espalhar o “sabor de Floripa”, por meio de rótulos com identidade única.

A empresa também lidera ações nacionais como o Projeto Manipueira (cervejas com microrganismos selvagens da mandioca) e o Projeto Peabiru, de produção de malte de milho e chichas contemporâneas.

“O sindicato é uma importante ferramenta de relacionamento para assuntos nos quais convergem os interesses das cervejarias, independentemente do porte”, ressalta Diego Simão Rzatki, sócio da Cozalinda, ao destacar a importância de associação ao Sindicerv. “Outro papel de peso é que, como entidade setorial, o sindicato consegue se comunicar com outros segmentos, e desejamos ampliar a aproximação com setor de hospitalidade e gastronômico”, complementa Jayro Neto, também sócio da Cozalinda.

Agora a cervejaria catarinense se junta a Ambev, Heineken, Hocus Pocus, Louvada, Therezópolis, Colombina, Philipeia, Inbepa e Stannis no quadro de associadas ao Sindicerv. Juntas, essas cervejarias respondem por mais de 85% da produção da bebida no Brasil.

Mais de 40 entidades assinam manifesto em defesa da modernização do sistema de controle de bebidas

Crédito: freepik

O Sindicerv é uma das mais de 40 entidades do setor de bebidas que assinam uma carta conjunta em defesa de modernização do sistema de controle de bebidas (leia a íntegra abaixo). A questão veio à tona diante de uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), contestada pelo Governo Federal no STF, que impõe o religamento do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe), desativado em 2016 pela Receita Federal.

“O setor acompanha atentamente o andamento do processo e considera positivo o reconhecimento, por parte da Receita Federal, de que existem sistemas de controle de produção mais modernos e tecnologicamente avançados”, avalia o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Márcio Maciel.

TECNICAMENTE INADEQUADO

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, concedeu, na última sexta-feira (4/4), liminar para suspender os efeitos das decisões do TCU que determinavam a retomada compulsória do Sicobe. A medida foi tomada no âmbito do Mandado de Segurança 40.235, impetrado pela União, via AGU, em 3 de abril.

Na decisão, o relator reconheceu a existência de fundamentos relevantes que indicam a competência legal da Receita Federal para definir e modificar obrigações acessórias, conforme previsto no art. 35 da Lei 13.097/2015, no art. 16 da Lei 9.779/1999 e no Decreto 8.442/2015. O ministro também destacou o risco de violação ao pacto federativo, à medida que o retorno ao Sicobe poderia impactar negativamente a arrecadação nos entes subnacionais.

A decisão ressalta ainda o risco orçamentário e fiscal, ao apontar que a reativação do sistema poderia representar uma renúncia de receita estimada em R$ 1,8 bilhão por ano, sem cobertura na Lei Orçamentária Anual – o que configuraria ofensa ao art. 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal.

A Receita Federal e a Advocacia-Geral da União sustentam que o Sicobe é tecnicamente inadequado, juridicamente vulnerável e economicamente inviável. O retorno a esse modelo, segundo os argumentos acolhidos pelo STF, seria um retrocesso diante dos avanços tecnológicos já implementados, como o uso do Bloco K da Escrituração Fiscal Digital (EFD).

De acordo com Maciel, “essa sinalização dos órgãos governamentais está em sintonia com a evolução e a expansão da indústria de bebidas ao longo dos últimos anos. Reinstalar um sistema descontinuado há quase uma década – e que pode gerar custos desnecessários ao consumidor, ao Fisco e à indústria –, sem considerar os avanços já consolidados, representaria um evidente retrocesso para a administração tributária e para o próprio setor produtivo”.

Além da desatualização e do alto custo do sistema, a decisão do TCU, mesmo que indiretamente, também determina que o serviço seja prestado pela mesma empresa que operava em conjunto com a Casa da Moeda o sistema interrompido em 2016, impedindo que sejam considerados sistemas mais eficientes, transparentes e com custos mais adequados.

A Carta Aberta reforça o posicionamento desse segmento, unido para colaborar com a administração pública na criação de um sistema eficiente, transparente, aberto e não interventivo, sem custos que reflitam na inflação (via compensação ou inexistência de custos novos), que atenda a todos os processos de produção, com suas especificidades, e que esteja alinhado com o novo sistema tributário, regulamentado pela Lei Complementar 214/2022.

Com a liminar, permanecem válidos os Atos Declaratórios Executivos 75 e 94/2016, que desobrigaram o uso do Sicobe. O caso segue em tramitação para julgamento de mérito no STF.

Confira abaixo a íntegra do documento:

CARTA ABERTA

Manifesto em Defesa da Modernização do Controle de Bebidas

As entidades aqui representadas acompanham os desdobramentos do mandado de segurança (MS 40235) impetrado pela Advocacia-Geral da União (AGU) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a retomada do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe), desativado pela Receita Federal (RFB) em 2016, após oito anos de vigência, devido à obsolescência e ao custo excessivo.

O papel do Sicobe ficou no passado, visto que nos últimos anos a própria RFB desenvolveu novos e modernos sistemas de fiscalização. Paralelamente a isso, o setor de bebidas cresceu em tamanho e investiu bilhões em tecnologia e inovação, garantindo mais eficiência, transparência e controle da produção em todas as etapas, do campo ao copo do consumidor.

Para se ter uma ideia, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, em 2016, havia 1.616 agroindústrias registradas como produtoras de bebidas não alcoólicas; em 2023, já eram 2.277. Em relação ao setor cervejeiro, existiam 493 cervejarias em 2016. Em 2023, o número aumentou para 1.847. Quando olhamos os dados de estabelecimentos produtores de cachaça registrados, em 2018 eram 951 e, em 2023, 1.217.

A adoção de tecnologias avançadas como blockchain, SPED e Nota Fiscal Eletrônica, todas operadas pela Receita Federal, tornaram obsoletos os modelos de controle físicos e pavimentaram o fim de uma era marcada por custos bilionários para os cofres públicos.

Se em 2016 o sistema já era considerado obsoleto, hoje tal cenário é ainda mais evidente. O mandado de segurança impetrado em 3 de abril reforça esse entendimento, não somente ao classificar a determinação de religamento do Sicobe de “grave ameaça à ordem administrativa, econômica e tributária”, mas também por considerar que a imposição implica na adoção imediata de um mecanismo “operacionalmente inviável, financeiramente insustentável e juridicamente irregular”.

O setor de bebidas sempre foi e continuará sendo parceiro da administração pública na implementação de sistemas que visem ao combate da sonegação. Todavia é impreterível que essas medidas sejam atuais e permitam que as empresas se concentrem em inovações e em qualidade, em vez de se perderem em custos e burocracias desnecessárias. As administrações tributárias mais modernas e tecnológicas, tais como aquelas presentes nos países da OCDE, realizam a fiscalização tributária do setor de maneira digital, eficiente e sem custos aos contribuintes.

Nesse contexto, o setor de bebidas está unido para colaborar com a administração pública na criação de um sistema: (i) digital; (ii) eficiente; (iii) transparente; (iv) aberto; (v) não interventivo; (vi) sem custos que reflitam na inflação (via compensação ou inexistência de custos novos); (vii) alinhado com o novo sistema tributário, regulamentado pela Lei Complementar 214/2025; e (viii) amplo, abrangente e que respeite as especificidades das diversas categorias.

O setor produtivo confia na impressionante jornada de modernização tributária brasileira e dos mecanismos de controle implementados pela Receita Federal ao longo da última década. Um novo sistema precisa ser amplo, abrangente e deve respeitar as especificidades das diversas categorias. O religamento de um sistema caro, obsoleto e inoperável implica um retrocesso incalculável para a nação.

  • Abbd – Associação Brasileira de Bebidas Destiladas
  • ABCBC – Associação Blumenau Capital Brasileira da Cerveja
  • Abia – Associação Brasileira da Indústria de Alimentos
  • Abir – Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas
  • Abividro – Associação Brasileira das Indústrias de Vidro
  • Abrabar – Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas
  • Abrabe – Associação Brasileira de Bebidas
  • Abracerva – Associação Brasileira de Cerveja Artesanal
  • Abralatas – Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio
  • Abrasel – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes
  • AGM – Associação Gaúcha de Microcervejarias
  • Aicerva – Associação das Indústrias de Cerveja Artesanal do Espírito Santo
  • Aprolúpulo – Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo
  • Bahia Cerva
  • BFBA –Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas
  • Cerva ao Quadrado – Movimento Cervejarias Artesanais do Distrito Federal
  • CervBrasil – Associação Brasileira da Indústria da Cerveja
  • Circula Vidro
  • Contac CUT – Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação
  • Feapar – Federação dos Empregados nas Indústrias de Alimentação do Estado do Paraná
  • Febracerva – Federação Brasileira das Cervejarias Artesanais
  • FIEMA – Federação das Indústrias do Estado do Maranhão
  • FIEPA – Federação das Indústrias do Estado do Pará
  • Ibrac – Instituto Brasileiro da Cachaça 
  • Piracerva – Associação das Cervejarias da Região de Piracicaba
  • Polo Cervejeiro da Região Metropolitana de Campinas
  • Polo Cervejeiro de Jundiai e Região
  • Polo Cervejeiro do Alto Tietê
  • Rede Craft Cervejarias Independentes
  • SiabRS – Sindicato das Indústrias da Alimentação e Bebidas do Estado do Rio Grande do Sul
  • Siaeg – Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Cerveja, bebidas e de Água Mineral do Estado de Goiás
  • Sindbep/PE – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Cerveja e Bebidas em Geral, do Vinho e Águas Minerais do Estado de Pernambuco
  • Sindibebidas/MA –Sindicato das Indústrias de Bebidas, Água Mineral e Aguardente do Estado do Maranhão 
  • Sindibebidas/MG –Sindicato das indústrias de cerveja e bebidas em geral do estado de Minas Gerais
  • Sindibebidas/PR –Sindicato das Indústria de Bebidas do Estado do Paraná
  • Sindibebidas/SC –Sindicato das Indústria de Bebidas do Estado de Santa Catarina
  • Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação de Porto Alegre
  • Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Jundiaí
  • Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Bebidas em Geral de Manaus
  • Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral, Do Vinho, Água Mineral, do Azeite e Óleos Alimentícios, da Torrefação e Moagem de Café de Curitiba e Região Metropolitana e dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação
  • Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Cervejas, Vinhos, Águas Minerais e Bebidas em Geral da Grande São Paulo
  • Sindicerb – Sindicato da Indústria da Cerveja e Bebidas em Geral no Estado da Bahia
  • Sindicerv – Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja
  • Sistema FIERGS – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul
  • SITAC Sitac – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação de Campinas
  • Sitial – Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carne e Derivados, Bebidas, Alimentação e Afins de Lages e Região de Santa Catarina
  • Unicerva ZM –Cervejas Artesanais da Zona da Mata, Juiz de Fora – Minas Gerais
  • Uvibra –União Brasileira de Vitivinicultura