Encontro de cervejeiros latino-americanos nos EUA mostra união e força do setor

Com a participação do Sindicerv, a associação Cerveceros Latinoamericanos realizou sua reunião anual em Miami, consolidando a unidade e a força de uma indústria que contribui com US$ 88,6 bilhões para o PIB regional e gera 3,9 milhões de empregos na América Latina e no Caribe.

O encontro, realizado nos dias 12 e 13 de março, conectou líderes cervejeiros de países latino-americanos, que atuaram sob uma visão comum: fortalecer os laços regionais e amplificar a voz unificada do setor em fóruns internacionais. O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, representou a indústria brasileira no evento.

“Este encontro reafirma nosso compromisso com uma indústria cervejeira latino-americana unida, orientada para o futuro e sustentável”, destacou Tania Ramos Beltrán, Diretora Executiva da associação.

Durante a Assembleia Anual, foi eleita uma nova diretoria para o biênio 2025-2027, cujos nomes refletem a pluralidade geográfica e empresarial do setor, consolidando uma visão integradora que fortalece a voz da indústria cervejeira latino-americana em pilares estratégicos com saúde pública, marco regulatório e sustentabilidade. A Cerveceros foi fundada em 1945 e abrange 22 países da América Latina e Caribe.

Nos workshops e painéis dedicados aos pilares estratégicos, os participantes compartilharam experiências e discutiram planos de ação. Durante o encontro, Márcio Maciel destacou a força da indústria cervejeira brasileira, como o posto de terceiro maior produtor mundial e o impacto da cadeia produtiva no PIB, que chega a 2%, e abordou a reforma tributária em curso no Brasil.

Ainda segundo ele, o encontro nos Estados Unidos contribuiu para o fortalecimento do setor na região e possibilitou uma rica troca de informações.

Estande no Festival Brasileiro da Cerveja destaca números expressivos do setor

O Sindicerv está com um estande em funcionamento na Feira Brasileira da Tecnologia Cervejeira, um dos eventos que integram o Festival Brasileiro da Cerveja, o maior encontro cervejeiro do país.

O espaço compartilhado com Abralatas, Abracerva e Aprolúpulo destaca os números expressivos da cadeia cervejeira, chamando a atenção do público presente ao local. Entre as informações que ilustram o local, estão as seguintes:

  • 2% do PIB nacional
  • 2,5 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos
  • + de R$ 50 bilhões em impostos na cadeia produtiva.
  • Terceiro maior produtor mundial de cerveja, atras apenas de China e EUA
  • 1.847 cervejarias de Norte a Sul do país
  • Previsão de venda de mais de 1,1 bilhão de litros de cerveja sem álcool no próximo ano, segundo projeção da Euromonitor.

O prefeito de Blumenau, Egidio Ferrari e o deputado federal Covatti Filho (PP-RS) estão entre as autoridades que visitam o estande, além de vereadores locais.

Além disso, o Sindicerv vem fazendo uma ação de promoção do consumo responsável, com a entrega ao público de um material com várias dicas para uma experiência que leve em conta a moderação e o equilíbrio.

Serviço:

  • Feira Brasileira da Tecnologia Cervejeira
  • Vila Germânica, setor 1, Blumenau (SC)
  • De 12 a 14 de março, das 13h às 19h

Saiba mais: @festivalbrasileirodacerveja

Frente Parlamentar é lançada durante festival brasileiro da cerveja

Capital brasileira da cerveja, Blumenau (SC) foi palco nesta quarta-feira (12) do lançamento da Frente Parlamentar Mista da Cadeia Produtiva da Cerveja, iniciativa apoiada por quase duzentos congressistas sob a coordenação do deputado federal Covatti Filho (PP-RS).

Em seu discurso, o diretor-presidente do Sindicerv, Rodrigo Moccia, ressaltou que a cerveja é um produto essencialmente local e gerador de cerca de 2,5 milhões de empregos no Brasil ao longo da cadeia e mais de 1,2 milhão de postos de venda.  “A cerveja é natural, local e inclusiva. Geramos emprego e renda na comunidade onde estamos inseridos”, ressaltou.

Como destacou, do campo ao copo este é um setor com grande efeito multiplicador de postos de trabalho nas localidades onde as cervejarias estão instaladas. Para Moccia, com a iniciativa do Congresso Nacional foi dado um passo importante visando fortalecer o setor como um todo.

De hoje até sábado, a cidade catarinense recebe o maior encontro de cervejeiros do Brasil:  o Festival Brasileiro da Cerveja, local da cerimônia de lançamento da frente, que contou com a presença do prefeito de Blumenau, Egidio Ferrari, vereadores e representantes de entidades nacionais da cadeia produtiva da cerveja brasileira.

O deputado Covatti Filho também destacou o impacto positivo da cadeia na geração de emprego e renda e o alto volume de impostos pagos. “Hoje a cadeia produtiva representa mais de R$ 50 bilhões em tributos”, apontou Covatti. Segundo ele, com diálogo junto aos parlamentares via frente será possível contribuir com o setor no Congresso Nacional.

Em seu discurso, o prefeito de Blumenau disse que o segmento deve ser valorizado e ter o seu devido espaço, além de ter ressaltado a tradição cervejeira na cultura e na história do município.  

AGENDA LEGISLATIVA

A iniciativa, que contou com a assinatura de 199 parlamentares, tem como principal objetivo impulsionar a agenda legislativa voltada ao setor cervejeiro, fomentando a produção nacional e fortalecendo sua competitividade no mercado global. 

Além disso, o colegiado poderá promover debates e articular ações e políticas públicas em prol de toda a cadeia produtiva, que envolve vários atores e estágios, desde a produção dos ingredientes até a distribuição e consumo da bebida. Além disso, a frente visa, ainda, aprimorar a legislação, simplificar a tributação, apoiar os produtores de insumos e impulsionar inovações tecnológicas, além de ampliar a presença internacional do setor e promover práticas sustentáveis e o consumo responsável. 

Os números mostram a importância socioeconômica desta indústria para o país, com impactos positivos em setores como agronegócio, logística, energia, transporte e alumínio, dentre outros.

A cadeia produtiva responde por 2% do PIB nacional. O Brasil é o 3º maior produtor mundial de cerveja, ficando atrás apenas dos EUA e da China. De acordo com o Anuário da Cerveja 2024, produzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, são 1.847 cervejarias operando em 771 municípios, com produção declarada superior a 15 bilhões de litros em 2023. Além disso, o país conta com 45.648 produtos cervejeiros registrados, refletindo a diversidade e o crescimento contínuo do setor.

O FESTIVAL
Realizado anualmente em Blumenau, Santa Catarina, o Festival Brasileiro da Cerveja está na 16ª edição. Este é um dos mais prestigiados eventos do gênero na América Latina. O Sindicerv tem um estande no evento, compartilhado com Aprolúpulo, Abracerva e Abralatas.  

A cidade, que é a Capital Brasileira da Cerveja pela Lei Federal 13.418/2017, reunirá entre 12 e 15 de março centenas de visitantes, produtores e especialistas do mundo todo para celebrar a cultura cervejeira, promover negócios e apresentar tendências. Em paralelo, ocorrem competições, palestras e exposições que fortalecem a troca de conhecimento e o networking na cadeia produtiva. São, ao todo, seis eventos na programação, atraindo visitantes ao Parque Vila Germânica. Em 2025 o festival comemora 20 anos da sua primeira edição. 

ÁGUA: sua importância para a produção cervejeira

O caminho para produzir uma cerveja de qualidade passa por mais do que apenas boas escolhas de maltes e lúpulos: a compreensão sobre a água é um diferencial decisivo. A água, compondo mais de 90% da cerveja, vai muito além de um ingrediente neutro – ela é, na verdade, uma importante base na definição do perfil sensorial de cada estilo.

A composição da água influencia diretamente no equilíbrio de sabores e aromas, na textura, e até mesmo na aparência da cerveja.

A importância da água foi notada e vem sendo estudada há alguns séculos, e seu uso envolve aspectos técnicos e bons conhecimentos sobre química. A composição da água influencia diretamente no equilíbrio de sabores e aromas, na textura, e até mesmo na aparência da cerveja. Cada água utilizada deve ser avaliada e tratada de acordo com a receita específica a ser produzida – toda água tem seu próprio perfil.

Vale lembrar que nem toda água usada na fábrica vai para as panelas e tanques! Para se fazer cerveja, precisamos dela  também em outros setores, como na limpeza e enxágue, produção de vapor, resfriamento, envase, etc. Cada água vai ser diferente, de acordo com a necessidade. E é preciso adotar práticas sustentáveis  ao usar esse recurso, cada vez mais escasso, aproveitando-o da melhor forma possível, além de lembrar que a água, após ser utilizada, é um resíduo e precisa ser tratado adequadamente.

As dimensões da água na cerveja

Em linhas gerais, a água interfere em três aspectos principais: o pH da mosturação, que impacta no rendimento e na percepção dos sabores; o perfil de mineralidade, em particular a relação entre sulfato e cloreto, que afeta o sabor geral da bebida; e a presença de possíveis contaminantes, como o cloro ou matérias orgânicas, que podem causar off-flavors na cerveja final. O controle dessas variáveis permite criar uma experiência gustativa equilibrada e personalizada para cada estilo.

A composição da água para a produção de cerveja pode ser determinada pela sua fonte, mas não necessariamente apenas – tratamento e distribuição são outros fatores. Águas de fontes superficiais tendem a conter menos minerais, mas podem ter maior quantidade de matéria orgânica e contaminantes, enquanto a água subterrânea, mais mineralizada, pode exigir ajustes específicos. A análise química e o tratamento da água em função de seu perfil original são etapas fundamentais, uma prática adotada por gerações de cervejeiros, para alcançar as qualidades ideais da bebida.

O cervejeiro John Palmer é experiente no uso das águas e diz que cada estilo de cerveja responde a um balanço específico de minerais. O cálcio, por exemplo, é um elemento central que contribui para a estabilidade e a clarificação da cerveja, além de ajudar na formação de uma espuma firme e duradoura. Já o magnésio é essencial para a saúde das leveduras, mas deve ser usado com moderação para evitar sabores metálicos.

Além disso, a relação entre sulfato e cloreto na água molda o caráter sensorial da cerveja. Um teor mais elevado de sulfato, comum em estilos como as IPAs, enfatiza o amargor e cria um final mais seco. Por outro lado, um aumento no cloreto acentua o dulçor e o corpo, sendo especialmente desejável em cervejas maltadas, como Brown Ales e Stouts.

A alcalinidade também é um ponto chave, especialmente em estilos claros que exigem pH mais baixo durante a mosturação. Se a água tem alta alcalinidade, a adição de ácidos pode ser necessária para evitar que o sabor se torne áspero. Este ajuste é crucial para manter a qualidade e o equilíbrio do produto final, considerando que a alcalinidade ideal para a maioria dos estilos está abaixo de 100 ppm.

Inspiração dos clássicos: Água e estilos icônicos

Muitos estilos tradicionais de cerveja nasceram das condições naturais da água em regiões específicas. Em Pilsen, na República Tcheca, a água é notoriamente branda e pobre em minerais, o que favorece o frescor e a leveza das Pilsners. Em contraste, a água de Burton-upon-Trent, na Inglaterra, é rica em sulfato de cálcio, um fator que impulsionou o perfil amargo e seco das IPAs. 

Esses exemplos mostram como os cervejeiros usavam as características da água para criar sabores únicos, que ainda inspiram adaptações modernas. Mas mesmo essas regiões famosas ajustavam suas águas, modificando-as de acordo com o resultado final pretendido.

Hoje, graças aos avanços científicos e tecnológicos, é possível replicar ou até melhorar esses perfis de água, ajustando cuidadosamente os níveis de minerais para alcançar a precisão dos estilos históricos ou criar novas interpretações.

Uma cerveja memorável nasce de um conhecimento cuidadoso da água, uma parte fundamental na alquimia que transforma ingredientes básicos em um deleite sensorial”. John Palmer

Sustentabilidade da água na indústria cervejeira

A sustentabilidade da água no processo de produção de cerveja é um tema crucial para a indústria, especialmente em um cenário global cada vez mais preocupado com os impactos ambientais. A água, sendo um dos principais ingredientes da cerveja, é também um dos recursos mais consumidos nas cervejarias, sendo essencial pensar em estratégias de uso responsável e em soluções inovadoras, que possam garantir a continuidade da produção sem comprometer o meio ambiente. A indústria tem pensado em soluções e agido com tecnologia e pesquisa. Cervejarias de todos os tamanhos têm opções de como podem contribuir para reduzir, reutilizar e reciclar água. Cada vez mais, a consciência ambiental não é apenas um olhar no futuro, mas uma lente necessária no presente para garantir a sustentabilidade a longo prazo.

Alguns pontos importantes, que já sabemos que ajuda na redução do uso da água:

  1. Relação de consumo sendo revisada e novos protocolos criados;
  2. Tecnologias de reciclagem e reuso de água;
  3. Tratamento de águas residuais;
  4. Inovação no uso de água e sustentabilidade com novas tecnologias.

O alquimista cervejeiro e a água

Produzir uma cerveja excepcional envolve dominar a arte de ajustar a água, integrando conhecimento técnico a uma sensibilidade criativa. O(a) cervejeiro(a), ao estudar as necessidades de cada estilo de cerveja, deve aprender a manipular a água para destacar sabores e texturas, usando os minerais como “temperos” que não só complementam, mas conduzem a bebida a um nível superior. Afinal, cada gole é uma celebração da alquimia entre ingredientes, em que a água deixa de ser um mero suporte e se torna uma verdadeira protagonista.

Saiba mais: Fontes

Novo site do Sindicerv está no ar, com novo design e mais conteúdo cervejeiro

Após passar por um processo de modernização e atualização, o novo site do Sindicerv está no ar. Mais do que uma mudança estética, marcada por novas fontes e esquemas de cores, a página ganha também na qualidade do conteúdo, com a publicação de mais conteúdo sobre o universo da cerveja.

Com isso, quem visitar o site poderá ter acesso a uma série de dados e informações sobre temas como história da cerveja, como ela é feita, números do setor e estilos cervejeiros. Nas próximas semanas, mais conteúdos serão publicados, abordando temas como ingredientes, cerveja e gastronomia, harmonização e países cervejeiros.

Adaptado a dispositivos móveis, o site também traz notícias sobre a atuação do Sindicerv e o conteúdo institucional, como o perfil da diretoria e dos integrantes da equipe no escritório de Brasília. Informações sobre as associadas também estão lá, assim como links para ações envolvendo consumo responsável e sustentabilidade. Navegue e confira!

Presidente-executivo do Sindicerv faz balanço positivo de 2024

O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, apontou marcos importantes na atuação do Sindicerv em 2024, ano em que o sindicato completou 76 anos de fundação. “Foi um ano de muito trabalho, com acontecimentos muito importantes para o Sindicerv e para todo o setor cervejeiro”, resumiu Maciel.

A aprovação da regulamentação da reforma tributária (PLP 68/2024) foi um dos pontos de destaque. “O texto acatado por deputados e senadores vai trazer para o Brasil o melhor modelo de tributação para bebidas alcoólicas, que é de tributação progressiva por teor alcoólico”, destacou o presidente-executivo, que aponta também a aprovação de uma regra de transição e de um tratamento diferenciado para pequenos produtores de bebidas.

“Isso conversa muito com o que fizemos no Sindicerv ao longo do ano, quando mais do que dobramos o número de associados em relação a 2023, chegando a nove, com o ingresso de Louvada, Inbepa, Colombina, Philipeia e Stannis. Conseguimos trazer uma reforma tributária que fala com todo o setor cervejeiro”, ressaltou. O texto seguiu para sanção presencial.

Na área de sustentabilidade, Márcio Maciel destaca a entrega do primeiro relatório de reciclagem de vidro dentro da Circula Vidro, a entidade gestora de logística da qual o Sindicerv faz parte. “Atingimos a meta estabelecida, mas o desafio é muito grande e vamos fazer muito bonito nos próximos anos”, assegurou.

Outro ponto destacado foi aquele considerado como destaque de inovação do setor nos últimos anos: a cerveja zero, que registra crescimento expressivo ano após ano. Em 2024, foram cerca de 750 milhões de litros vendidos no Brasil. “A cerveja zero é uma opção para aquelas pessoas que querem participar de celebrações mas não podem ou não querem consumir álcool naquele momento”, exemplificou.

Segundo ele, o crescimento do consumo deste produto e dos portfólios à disposição do consumidor mostra que a indústria cervejeira é aliada da moderação e está preocupada em apresentar opções sem álcool para os seus consumidores maiores de 18 anos.

A divulgação da pesquisa “Principais Desafios do Mercado Cervejeiro”, em parceria com o Guia da Cerveja, e do Anuário da Cerveja, junto com o Ministério da Agricultura, também foram acontecimentos importantes de 2024. “Esperamos que em 2025 tenhamos mais conquistas”, concluiu Maciel.

Reforma tributária é sancionada com novo modelo para bebidas alcoólicas

Em cerimônia realizada nesta quinta-feira (16) no Palácio do Planalto com a presença do Sindicerv, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que regulamenta a reforma tributária do consumo. Aprovada no ano passado no Congresso Nacional, a nova legislação simplifica e moderniza o atual sistema brasileiro. A Lei Complementar n° 214 foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União no mesmo dia da sanção.

No que diz respeito ao imposto seletivo, uma das principais novidades da nova legislação, o modelo que será aplicado no Brasil segue as melhores referências internacionais. O tributo incidirá de forma progressiva de acordo com o teor alcoólico, como ocorre em dezenas de países, a exemplo dos EUA, Reino Unido, Alemanha e França. Recomendado por entidades de referência em nível global – como OMS, OCDE, FMI e Banco Mundial – este padrão de tributação é considerado fundamental para reduzir o uso nocivo do álcool.

Também está na lei uma regra de transição para o novo regime tributário sem bitributação e um tratamento diferenciado para pequenos produtores de bebidas como cerveja, vinho e cachaça, beneficiando a indústria nacional e os negócios locais.

“Esta legislação traz para o Brasil o melhor modelo de tributação para bebidas alcoólicas, com diferenciação por teor alcoólico, além de mecanismos para implementação gradual do imposto seletivo entre 2027 e 2033 e regras diferenciadas para os pequenos produtores. A indústria cervejeira brasileira esteve unida desde o começo dos debates sobre a regulamentação e defendeu conjuntamente essas propostas”, avaliou o presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, que esteve presente à cerimônia de sanção no Palácio do Planalto.

PARTICIPAÇÃO EFETIVA

O sindicato participou ativamente da discussão do PLP 68/2024, inclusive em audiências públicas no Congresso realizadas em 2024. Márcio Maciel foi expositor em audiências públicas no grupo de trabalho da RT da Câmara (24/6) e nas comissões de Assuntos Econômicos (9/10) e de Constituição e Justiça do Senado Federal (25/11). Além disso, participou em 1º de março de um seminário na Câmara promovido por frentes parlamentares.

Nessas ocasiões, Maciel destacou, dentre outros pontos, a importância econômica e social da indústria da cerveja para o país e alertou para a alta carga tributária incidente sobre o produto, que chega a chega a 56% para o consumidor final – a maior da América Latina. Ao longo dos debates, a indústria cervejeira atuou unida em defesa do melhor modelo para o país.

Com a sanção da lei, o próximo passo no que diz respeito ao imposto seletivo é o envio ao Congresso, pelo Poder Executivo, de um projeto de lei com a definição das alíquotas. A expectativa é de envio do PL ainda neste semestre.

Associada ao Sindicerv vence prêmio de melhor cerveja do Brasil em concurso

Associada ao Sindicerv, a cervejaria Stannis recebeu a medalha de ouro Best of Show na 4ª Copa Cerveja Brasil, promovida pela Abracerva, a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal. O resultado foi recebido com festa pela cervejaria sediada em Jaraguá do Sul (SC).

A Alma Mater foi considerada a melhor do concurso pelo júri especializado Os resultados foram divulgados no último dia 6 na sede da Academia da Cerveja, em São Paulo. A competição é composta por cinco etapas regionais que classificaram 268 rótulos para a grande final nacional.

“Estamos construindo nossa história em um mercado extremamente profissional e competitivo como o Brasil, que abriga algumas das melhores e maiores cervejarias do mundo”, destaca Denis Torizani, CEO e sócio fundador da Stannis, que celebra a conquista de mais de 130 medalhas em competições nacionais e internacionais.

A campeã é uma bebida clara de fermentação mista, resultado de uma base de blond ale fermentada com levedura convencional e brettanomices que já havia recebido medalha de ouro em sua categoria da Etapa Sul do concurso.

Os rótulos que receberam medalha de ouro na etapa final ganharam inscrições para representar o Brasil na World Beer Cup, uma das mais prestigiadas competições do mundo, promovida nos Estados Unidos pela Brewers Association.

Ao longo de 2024, foram realizadas etapas regionais em Salvador (Nordeste), São Paulo (Sudeste), Brasília (Centro-Oeste), Belém (Norte) e Porto Alegre (Sul). Ao todo, 137 cervejarias de 89 cidades de 21 estados e do Distrito Federal inscreveram 1060 amostras que receberam avaliação técnica de 90 jurados.
(Com informações da Abracerva)

Livro que conta história da cerveja no Brasil é lançado e debatido em mesa redonda

Localizada em São Paulo, a Academia da Cerveja foi palco do lançamento de mais um livro que chega ao mercado editorial brasileiro que tem a bebida mais popular do país como protagonista. A obra faz um passeio pela história da bebida no Brasil e conta como ela contribuiu para cultura nacional.

Sob o comando da sommelière Bia Amorim, uma mesa redonda com a participação dos três autores permitiu ao público presente fazer perguntas, em um diálogo rico sobre a história da bebida no Brasil e conta como ela contribuiu para a cultura nacional. O evento teve o apoio do Sindicerv, que esteve presente à Academia da Cerveja na noite de sexta-feira (29).

“Cerveja, a mais popular bebida brasileira – Formação da cultura cervejeira nacional” é uma produção de três autores egressos do meio acadêmico com muitas pesquisas e publicações sobre cerveja – Eduardo Marcusso, Silvia Limberger e Sérgio Barra. A obra é editada pela LF Editorial.

São 4 capítulos que fazem um trajeto dos mais antigos registros da produção de cerveja em terras tupiniquins até os dias atuais com a grande diversidade de cervejas produzidas no país. Dentro desse caminho, a cerveja como cultura é abordada como parte da construção do povo brasileiro.

O primeiro capítulo apresenta a Trajetória Etílica Brasileira, um conceito que busca explicar como as bebidas alcoólicas foram importantes elementos constituintes do povo brasileiro em diferentes períodos da história.

No segundo capítulo é explorada a produção de cerveja no século XIX desde Dom João até a Proclamação da República, enquanto o terceiro já entra no século XX com a massificação da produção e do consumo de cerveja promovida pela grande expansão das cervejarias de baixa fermentação.

No quarto e último capítulo é abordada a construção da cultura cervejeira nacional com a disseminação do consumo de bebida entre as diferentes classes sociais, desde a formação dos Biergärten Tropicais, as associações da cerveja com o esporte e a abertura de equipamentos urbanos de lazer pelas grandes cidades, em especial São Paulo e Rio de Janeiro. Por fim, é mostrado como a cerveja esteve sempre muito ligada à música popular e à formação da boemia.

O livro estabelece um importante patamar na construção da história da cerveja no Brasil, com muitos dados, referências e interpretações que podem ser seguidas pelos amantes da cerveja. Com este lançamento, o mercado editorial brasileiro passa a ter uma obra que reúne as principais histórias da cerveja no Brasil de forma clara, didática e segura.

Sindicerv, 76 anos: uma jornada de união e inovação

O início

Rio de Janeiro, 1940. A Companhia Cervejaria Brahma e a Companhia Antarctica Paulista se unem para fundar o Sindicato da Indústria da Cerveja de Baixa Fermentação do Rio de Janeiro. Era o primeiro passo para o fortalecimento da indústria que, com o passar dos anos, tornou-se parte fundamental para a economia do país.

Com o aumento das bases de produção, que se espalharam rapidamente por todas as regiões brasileiras, veio a necessidade de se reformular a instituição. Assim, em 27 de novembro de 1948, nascia o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, o Sindicerv.

O brasileiro e a cerveja

Uma das vertentes que contam sobre a chegada da cerveja ao Brasil relata que o navegador holandês trouxe em sua comitiva o mestre cervejeiro Dirck Dicx. Juntos eles fundaram, em Recife, a primeira fábrica de cerveja das américas, a La Fontaine, com equipamentos e matérias-primas vindas diretamente da Europa.

Começava ali uma história de amor entre os brasileiros e essa bebida feita de cevada. Os povos originários e as comunidades locais já ingeriam bebidas fermentadas, como o cauim, a tiquira e a chicha, à base de mandioca, milho ou arroz, além de vinhos de frutas tropicais, como o caju e a jaboticaba. Mas a cerveja trouxe um sabor exótico e atraente, com a cevada como ingrediente principal.

Iniciada essa relação entre a cerveja e o povo brasileiro, a evolução era inevitável. Os alemães trouxeram o lúpulo e tornaram a bebida mais leve, mais clara e mais adaptada ao clima tropical. Também evoluíram as embalagens, passando dos barris para as garrafas e, mais adiante, para as latinhas de alumínio.

Com a diversidade dos sabores, a cerveja conquistou seu lugar na história brasileira. Ela faz parte da cultura de celebração do nosso povo, e 85% dos brasileiros têm o hábito de beber uma cerveja com os amigos.

A indústria da cerveja do campo ao copo

Da chegada da cerveja ao Brasil até os dias de hoje, foi criada uma cadeia que teve um crescimento expressivo até os dias de hoje. Desde a agricultura, que provê os insumos usados na produção da bebida, passando pelas fábricas, pelos pequenos produtores, pelos transportadores, pelos comerciantes, são gerados mais de 2,5 milhões de empregos. Esse número se traduz em melhoria das condições de vida dos brasileiros e em mais investimentos no país.

O setor cervejeiro é responsável por 2% do PIB brasileiro e arrecadou, em 2023, mais de 50 bilhões de reais em tributos. Temos orgulho de fazer parte dessa nação e de contribuir positivamente para o crescimento do Brasil interna e externamente. Já somos o terceiro produtor mundial de cerveja, ficando atrás apenas da China e dos EUA. Nosso produto ganha vários prêmios internacionais e é admirado – e importado – por muitos países.

Hoje o Sindicerv conta com nove associadas: Ambev, Heineken, Therezópolis, Hocus Pocus, Louvada, Colombina, Philipeia, Inbepa e Stannis. Representamos mais de 85% da produção nacional de cerveja.

Cerveja e moderação: uma combinação de sucesso

A paixão do povo brasileiro pela cerveja e o crescimento do setor trouxeram no bojo um olhar atento ao consumo excessivo e aos prejuízos provenientes desses excessos. Por isso, tanto o Sindicerv como todas as suas associadas defendem o consumo consciente, moderado e responsável da cerveja. Abraçamos campanhas que condenam a mistura de álcool e direção, bem como o uso de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos, conforme preconiza a lei.

Cerveja é sinônimo de alegria, leveza, comemoração. E temos a missão de manter essa imagem construída consistentemente por nossos consumidores desde a chegada dessa bebida ao Brasil. Reconhecemos nossa responsabilidade e nos empenhamos em desenvolver produtos que convirjam com esse posicionamento.

A cerveja zero é um bom exemplo de como a indústria direciona seu potencial de inovação ao atendimento ao perfil dos consumidores. Existe uma escolha, muito explícita nos últimos anos, por um estilo de vida mais saudável. Bebidas com teor alcoólico reduzido, ou até mesmo desalcoolizadas, vão ao encontro desse equilíbrio na rotina, uma vez que o lazer também é fundamental para manter mente e corpo em harmonia.

A cerveja e a reforma tributária

Como representante da maior parte do setor cervejeiro, o Sindicerv atua na relação da indústria com o Poder Público. Apoiamos uma reforma neutra, transparente e que traga benefícios ao país.

O texto que propõe um novo sistema tributário traz o imposto seletivo como ferramenta importante para salvaguardar a saúde pública e o meio ambiente dos efeitos nocivos de determinados produtos e serviços. Apoiamos totalmente o enquadramento das bebidas alcoólicas nesse imposto.

Nossas três bandeiras, defendidas tanto na Câmara dos Deputados como no Senado Federal, são:

  • taxação progressiva, de acordo com o teor alcoólico;
  • manutenção da carga tributária no período de transição;
  • tratamento diferenciado aos pequenos produtores, com escalonamento do imposto seletivo de acordo com o volume de produção.