INSCRIÇÕES ABERTAS: CONGRESSO “CERVEJA É GASTRONOMIA”

A ABRACERVA tem desenvolvido um papel importante no sentido de dar suporte e apoiar as cervejarias artesanais que têm crescido de forma exponencial no mercado brasileiro. Buscando melhores condições comerciais e melhores regulamentações, a associação tem lutado para tornar a cerveja artesanal um produto amplamente conhecido e de fácil acesso para os consumidores. Essa empreitada caminha em diferentes esferas, desde questões tributárias até o fomento do aprimoramento de técnicas e desenvolvimento de toda a cadeia produtiva. Faz parte da missão da ABRACERVA fomentar o conhecimento e disseminar a cultura cervejeira. Diante disso, surgiu a ideia do congresso “Cerveja é Gastronomia”, com o objetivo de demonstrar que a cerveja também faz parte do universo da gastronomia, permeando suas mais diversas facetas.

Para a realização do evento, a ABRACERVA se juntou ao SINDICERV, Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, que há mais de 70 anos vem trabalhando nos debates, estudos, regulamentos, políticas públicas e normas que contemplem toda a cadeia produtiva da cerveja no Brasil.

   O SINDICERV representa igualmente as empresas responsáveis por cerca de 80% da produção nacional de cerveja.

As duas associações se uniram com o objetivo de promover um dia de debates e reflexões sobre os principais temas latentes no setor. Sendo assim, o congresso Cerveja é Gastronomia, acontece no dia 30 de junho (quinta-feira), na Universidade Anhembi Morumbi – Vila Olímpia e será gratuito para associados e convidados, sendo apenas obrigatório levar 2kg de alimentos não perecíveis que serão doados para duas Instituições.

Com apresentação de Carolina Oda, nome de forte relevância na gastronomia e que atualmente atua como consultora no ramo, o line up do evento traz mais de 15 painéis de discussão sobre o setor cervejeiro e da gastronomia. Estes acontecem de forma concomitante entre as salas de aula, anfiteatro e cozinha a partir das 9h horas da manhã.

A abertura, às 9h00, traz Mauro Homem,  Vice-Presidente de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos do Grupo Heineken e Gilberto Tarantino, presidente da ABRACERVA, que discutem sobre a categoria da cerveja e o mercado gastronômico.

Na sequência da programação, o painel conta  com a participação da vereadora Sandra Santana, a secretária do Turismo Aline Cardoso e Junior Bottura, da Cervejaria Avós, para falarem sobre tema: São Paulo, Cerveja e Cultura.

Temas como diversidade, cultura, saúde, tendências entre outros também fazem parte da agenda de conversas para a imersão no mercado artesanal de uma das mais populares bebidas do mundo: a cerveja.

Além da programação de painéis, o congresso promove duas aulas shows na cozinha da universidade, a primeira com a Carol Veras do Brewstone Pub de Fortaleza (CE) para discutir o tema da gastronomia no mercado cervejeiro e, na sequência, o chef Onildo Rocha versa sobre a temática “A construção de sabores brasileiros”.

Diversos nomes que estão na cena gastronômica da atualidade aparecem em diferentes momentos do congresso, com destaque para “As brasilidades do gosto no século XXI”, em que participam Elaine de Azevedo do podcast Panela de Impressão, Larissa Januário apresentadora do Sabor & Arte e a jornalista gastronômica Luiza Fecarotta.

Em cultura, a mesa redonda sobre “O papel do álcool no processo civilizatório” terá a participação do professor da Anhembi Morumbi, Iberê Moreno, de Rodrigo Moccia, diretor de Relações Institucionais da Ambev e de Fernando Solera, médico e membro da Comissão de controle de doping da CBF.

As inscrições podem ser feitas via plataforma Sympla e já estão disponíveis, lembrando que será necessária a doação de 2kg de alimento não perecível. Além disso, as palestras que acontecerão no anfiteatro poderão ser assistidas ao vivo no canal do Youtube da Abracerva, com inscrições online também no mesmo link do sympla.

Data: 30/06 – das 9h às 19h30
Local: Anhembi Morumbi – Vila Olímpia, São Paulo, SP
Rua Casa do Ator, 275 – Vila Olímpia, São Paulo

Link para inscrição:

https://www.sympla.com.br/congresso-abracerva-sindicerv—cerveja-e-gastronomia__1605817

Confira a programação completa:

Programação

9h

Abertura – A Categoria Cerveja & o Mercado de Gastronomia

Gilberto Tarantino – Abracerva
Mauro Homem – Sindicerv

9h30

São Paulo, cerveja e cultura

Sandra Santana – Vereadora cidade São Paulo
Aline Cardoso – Secretária de Turismo
Junior Bottura – Cervejaria Avós

10h

Cerveja e Gastronomia

Cilene Saorin – Doemens Academy

10h30

Marketing, Cerveja e Gastronomia

Eduardo Sena – Hora do Gole

10h30

O papel do álcool no processo civilizatório e consumo responsável

Mediador: Luiz Nicolaewsky – Sindicerv
Rodrigo Moccia – Ambev
Fernando Solera – Doping Control Coordinator CBF
Iberê Moreno – Anhembi Morumbi

11h

Harmonização Molecular

Rene Aduan Jr. – Escola Superior de Cerveja e Malte

11h30

Boas Práticas na Produção: Segurança dos Processos

Mediador: Luis Guaraná – Sindicerv
Juçara André – MAPA
Renata Walter – Grupo Heineken

14h

Harmonização essencial em brewpubs

Gabriel Ramalho – Goose Island

14h

As brasilidades do gosto no século XXI

Mediadora: Bia Amorim – Abracerva
Elaine de Azevedo – Panela de Impressão
Larissa Januário – Sabor & Arte
Luiza Fecarotta – Jornalista Gastronômica e editora Food Connection

15h

A gastronomia no mercado cervejeiro

Carol Veras – Brewstone

15h30

Cervejas, vinhos e fermentados selvagens

Mediador: Jayro P. Neto – Abracerva
Lis Cereja – Enoteca Saint Vin, Feira Naturebas
Gabriela Monteleone – Tão Longe, tão perto
Diego Simão Rzatki – Cervejaria Cozalinda

16h

A construção de sabores brasileiros

Onildo Rocha – Priceless

16h30

Cultura e Diversidade, a conversa atual

Beatriz Ruiz – Grupo Heineken
Leandro Sequelle – Graja Beer

17h

Cerveja como alimento ao longo da história

Luís Celso Jr – Instituto da Cerveja Brasil

17h

Iniciativas Sustentáveis na indústria da cerveja

Mediador: Fábio Ferreira – Sindicerv
Patrícia Iglecias – CETESB
Mauro Homem – Grupo Heineken
Lucien Belmonte – ABIVIDRO
Cátilo Cândido – ABRALATAS
Caio Miranda – Ambev

18h

Gastronomia Brasileira e a intersecção com a cerveja

Mediador: Rosa Moraes – Ânima Educação/The Worlds 50 Best Restaurants
Gilberto Tarantino – Abracerva
Marcelo Corrêa Bastos – Jiquitaia, Lobozó e Vista

Informações para imprensa

Marília Trevisan                               Mariah Massari

(11)98371-9155                               (11) 96793-1608

[email protected]                    [email protected]

Cerveja também combina com chocolate

A cerveja e o chocolate são duas paixões nacionais, que quando juntas podem provocar combinações inusitadas e ao mesmo tempo surpreendentes. A tradicional cerveja escura e encorpada Malzbier, de sabor levemente adocicado e aroma de caramelo, e notas de malte torrados fazem com que esse tipo de cerveja seja excelente opção para harmonizar com sobremesas, como chocolate, tortas e sorvete de creme.

A cerveja escura mais consumida no Brasil tem suas origens na Alemanha na década de 1930. Criada por Ferdinnad Glabb, por ter um alto valor calórico e baixo teor alcoólico (geralmente entre 0 – 4%), foi durante muito tempo considerada um energético.

“A bebida de cor escura se popularizou no País por ser uma cerveja diferenciada. Equilibrada, ela leva caramelo na sua composição, fazendo com que o sabor adocicado sobressaia no paladar. Para quem gosta de uma cerveja leve, mas ao mesmo tempo encorpada, essa é considerada uma das melhores opções”, afirma Luiz Nicolaewysky, superintendente do SINDICERV – Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja.

Saiba mais sobre a Malzbier e outros tipos de cervejas

Cerveja Ale conquista o paladar dos brasileiros

A bebida alcóolica mais consumida no Brasil também é a que tem mais variações de estilo, métodos de fermentação, quantidade de ingredientes, nível de amargor e teor alcóolico. Dentre tantas opções, uma das cervejas antigas do mundo caiu no gosto do brasileiro, a Ale.

Produzida a partir da cevada maltada, usando uma levedura que trabalha melhor em temperaturas altas de 15 a 24 graus, a Ale conquista até os paladares mais exigentes, em função do processo de fabricação que gera uma bebida de maior intensidade aromática e frutada. O sabor pode variar do doce ao amargo e a coloração também tem variação, no caso, tons claros e escuros.  

Conheça os tipos de cervejas

Segundo o SINDICERV – Sindicato Nacional da Industria da Cerveja, a origem da Ale se confunde com a história da cerveja até o século XV, visto que o termo “ale”, de origem celta, era utilizado na Inglaterra até a introdução da bebida que passaria ser chamada de cerveja, que continha adições de lúpulo em sua composição.

Desde então, a Ale se popularizou no mundo e os apreciadores da cerveja passaram a dar mais importância para os diferentes sabores e aromas e até harmonizá-la na gastronomia, com comidas mais pesadas e gordurosas, com as carnes. “O brasileiro passou a apreciar sabores diferenciados e que despertam novas sensações, como a Ale. A cada dia a indústria da cerveja inova trazendo novos rótulos para atender um público sedento por novidades incorporando ingredientes nobres para agradar aos mais diversos tipos de paladares”, explica o superintendente do SINDICERV, Luiz Nicolaewsky.

Estudo avalia impacto econômico global do setor cervejeiro

A Worldwide Brewing Alliance (WBA), associação que representa aproximadamente 90% da produção mundial de cerveja acaba de divulgar os resultados do primeiro relatório global sobre o impacto econômico do setor cervejeiro realizado pela Oxford Economics. De acordo com o estudo, a indústria da cerveja mundial foi a responsável pela geração de US$ 262 bilhões de tributos e 23,2 milhões de empregos (1 em cada 110 empregos diretos e indiretos no mundo) nos 70 países estudados, entre eles, o Brasil.

Segundo o levantamento, realizado entre 2015 e 2019, o setor cervejeiro global contribuiu para a economia brasileira por meio de suas operações locais e internacionais e de sua cadeia produtiva mundial da seguinte forma:

Impacto na Economia Brasileira

O setor global de cerveja contribuiu com US$ 28,7 bilhões do valor que a atividade agrega aos bens e serviços consumidos no seu processo produtivo, para o PIB do Brasil em 2019. Isso foi equivalente a 1,5% do PIB nacional ou 97% da economia de Porto Alegre.

Impacto no Emprego

A geração de empregos diretos, indiretos e induzidos no Brasil atingiu mais de 1,9 milhão de vagas em 2019. Isso foi equivalente a 2,1% do emprego nacional ou 98% dos empregos em Fortaleza (CE).

Impacto Tributário

Em receitas fiscais, apenas em 2019, a indústria da cerveja no Brasil gerou US$ 14,8 bilhões em contribuições, o que representou 2,5% da arrecadação federal.

“O documento comprova a importância e o potencial do setor cervejeiro como um dos principais setores para a recuperação econômica mundial. A cadeia produtiva da cerveja, se estende desde o agronegócio até o consumo final das famílias, com mais de 40 mil veículos empregados na distribuição e 1,2 milhão de postos de vendas espalhados por todo o país, explica Luiz Nicolaewsky, superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja – SINDICERV, responsável por cerca de 80% da produção de cerveja no Brasil e filiado ao WBA.

Principais conclusões

Impacto direto: ao fabricar, comercializar, distribuir e vender cerveja, o setor criou diretamente uma contribuição de US$ 200 bilhões e foi responsável por 7,6 milhões de empregos.

Impacto indireto (cadeia de suprimentos): ao comprar bens e serviços de pequenas, médias e grandes empresas ao redor do mundo, o setor cervejeiro apoiou indiretamente o PIB, os empregos e a receita tributária dos governos. Em 2019, o setor gastou cerca de US$ 225 bilhões em insumos de bens e serviços, apoiando uma contribuição adicional estimada de US$ 206 bilhões e 10 milhões de empregos.

Impacto induzido (consumo):  o pagamento de salários dos funcionários em suas respectivas cadeias de suprimentos, as cervejarias e sua respectiva cadeia de valor posterior apoiaram uma contribuição de US$ 149 bilhões em VAB (GVA, na sigla em inglês) para o PIB e 6 milhões de empregos em 2019.

Globalmente, o setor cervejeiro estava vinculado a US$1 em cada US$ 131 dólares do PIB global em 2019, mas a significância econômica do setor foi ainda maior em países de baixa e média renda (PBMR) do que em países de alta renda (1,6% x 0,9% do PIB). Além disso, o setor cervejeiro sustenta 1,4% dos empregos nacionais nos PBMR, em relação a 1,1% nos países de alta renda.

O relatório completo pode ser acessado em: https://worldwidebrewingalliance.org/impact

Vendas de cerveja crescem 7,7% em 2021

Mesmo diante do cancelamento de grandes eventos e restrições de funcionamento de bares e restaurantes, o consumo de cerveja se manteve em alta em 2021, alcançando o volume de cerca de 14,3 bilhões de litros, crescimento de 7,7% ante 5,3% em 2020, segundo levantamento da Euromonitor para o Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja).

FONTE: Euromonitor – Dados da pesquisa feita pela Euromonitor International no Brasil no início de 2021. Os dados poderão variar na próxima atualização da edição de 2022.

“O avanço ocorreu em mais um ano desafiador para a indústria, marcado por um cenário econômico de alta nos juros, queda do Produto Interno Bruto, mudança no hábito dos consumidores e incertezas do rumo da pandemia de COVID-19”, diz o superintendente do SINDICERV, Luiz Nicolaewsky.

Ainda assim, em termos de faturamento, a projeção das vendas no varejo apresentou alta de aproximadamente 11% em comparação a 2020 totalizando R$ 208,8 bilhões ante R$ 184,5 bilhões, no ano anterior, impulsionado pela força das cervejas premium entre os consumidores.

Entre os brasileiros, a categoria de cerveja mais popular continua sendo a lager, que representa 91% do volume total de vendas de cerveja no varejo.

O ano apontou o crescimento por parte dos consumidores   de cerveja não alcoólica. A projeção do volume por litros foi de mais de 257 milhões, que corresponde ao crescimento de 30% nas vendas em comparação com 2020 (197,8 milhões/litro).

Skol e Brahma permaneceram na liderança das marcas com maior volume de vendas no país seguida da Antarctica, Itaipava, Nova Schin e Kaiser.  O Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, atrás da China e dos Estados Unidos. A indústria da cerveja gera mais de 2 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos e representa pouco mais de 2% do PIB.

Fase de retorno de bares gera oportunidades para cervejarias de diferentes portes

Uma pesquisa realizada pelo banco Credit Suisse revelou um aumento de vendas de cerveja em bares no mês de dezembro passado, o que mostra uma oportunidade de retorno de maiores margens em vendas para cervejarias.

Boa parte desse aumento em vendas, avaliado pelo banco, está concentrado em garrafas de 1 litro e 600 ml retornáveis, que são responsáveis por margens maiores para as grandes cervejarias, mas o retorno de confiança na operação de bares abre oportunidades para cervejarias de diferentes portes.

Após quase dois anos de mudanças desde o início da pandemia o setor de bares e restaurantes foi o mais atingido do mercado de cerveja com uma série longa de restrições completas ou parciais em diferentes períodos da crise sanitária. Tudo isso resultou em mudanças profundas nos canais de vendas do setor cervejeiro conforme a Catalisi publicou em 2020.

O retorno da confiança de uma parcela maior do público consumidor a bares e restaurantes, bem como uma queda de restrições observadas nos últimos meses estão fazendo com que os canais do chamado segmento On Trade recuperem sua força.

Para as cervejarias isso é muito importante pois as margens dentro deste tipo de canais são muito mais atraentes por serem menos pressionadas pela questão de embalagens, uma vez que a maior parte da cerveja vendida nestes locais utiliza vasilhames retornáveis sejam garrafas ou barris de chope.

No caso do chope há um outro fator positivo pois permite vendas em maiores volumes, o que pode ser adicionado por alta recorrência em bares com grande giro de consumidores.

Pequenas e grandes cervejarias devem reconstruir estratégias para bares e restaurantes

A disputa de permanência e reentrada em bares e restaurantes está se aquecendo com o aumento de consumo nos canais de On Trade. Publicação do Valor Investe, comentando a pesquisa do Credit Suisse, analisou domínio da Ambev com suas marcas tradicionais, mas também com a inserção de lançamentos realizados nos últimos anos pela gigante, como a marca Spaten.

A Heineken continua com aumento de interesse por suas marcas mas ainda com restrições de distribuição para o tamanho de sua demanda, de acordo com o Valor a presenças de marcas da holandesa pulou de 78% para 90% nos bares pesquisados.

Pequena cervejarias que possuem pouca entrada fora de bares especializados também podem pensar estratégias de entrada em canais de On Trade conforme a cerveja artesanal ganha popularidade, porém o nível de operação requerida para construção desses fluxos necessita ser mais sofisticada, bem como os seus planos comerciais.

Um planejamento interessante, no caso de microcervejarias, pode ser o de pensar bares e restaurantes de maior abrangência com um olhar diferenciado de suas operações normais, pois as características de portfólio e de nível de serviço na operação são bastante diferentes dos exigidos do seu comum.

O lugar para cervejas de maior valor agregado em bares e restaurantes do grande público deve crescer no Brasil, sendo que as grandes cervejarias já tem mirado na ocupação desses espaços e caberá as pequenas demonstrar seu grau de entrega e competitividade para incluir suas marcas e produtos.

Fonte: https://catalisi.com.br/fase-de-retorno-de-bares-gera-oportunidades-para-cervejarias-de-diferentes-portes/

PIQ da Cerveja entra em vigor no sábado: O que muda e como o setor o avalia

Pode até ser que o consumidor demore a perceber, mas, a partir do próximo sábado, os rótulos de algumas cervejas começarão a ficar diferentes. Será quando passará a valer a Instrução Normativa nº 65/2019, que estabeleceu o novo padrão de identidade e qualidade (PIQ) da cerveja.

Os novos parâmetros a serem seguidos pelos fabricantes criam a classificação de cerveja com teor alcoólico reduzido ou com baixo teor alcoólico, que deve ficar entre 0,5% e 2%. Além disso, acrescentam a definição de cerveja gruit, o que possibilita a substituição do lúpulo por ervas. E, principalmente, permitem a inclusão de matérias-primas de origem animal e de outros ingredientes de origem vegetal na cerveja.

Também há outras definições, como a de que a “tradicional” cerveja, aquela que possui 2% ou mais de graduação alcoólica, deve ter ao menos 55% de malte, enquanto as que possuem menos precisam levar o nome do adjunto acrescentado. Ainda há determinações sobre a cerveja puro malte e a sem álcool ou desalcoolizada, que não pode ter graduação alcoólica superior a 0,5%.

Porém, as novas normas de identificação das cervejas não serão vistas necessariamente nos rótulos a partir de sábado. Afinal, as cervejas produzidas ou fabricadas até a próxima sexta-feira não precisam necessariamente atender ao novo PIQ, podendo ser comercializadas até o fim de seu prazo de validade.

Inicialmente previsto para entrar em vigor em 2020, o PIQ da Cerveja teve a sua implementação adiada em um ano em virtude da pandemia do coronavírus, que causou impacto nas vendas, com as marcas ficando com muitos rótulos antigos. Esse adiamento foi lembrado pelo presidente da Federação Brasileira das Cervejarias Artesanais (Febracerva), Marco Antonio Falcone, como uma conquista importante para o setor, que teve mais tempo para se adaptar.

“A postergação em se aplicar a IN-65 demonstra a sensibilidade com o segmento, que sofreu pesado com as vendas durante a pandemia, afetando diretamente os estoques de rótulos e afins, e demonstra ainda diálogo com o segmento através da Câmara Setorial da Cerveja”, afirma Falcone

Inovações e adequação internacional

Para André Lopes, diretor jurídico da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e colunista do Guia (https://guiadacervejabr.com/category/colunas/coluna-advogadocervejeiro/), o novo PIQ melhora a identificação e acompanha a evolução da indústria e as suas inovações nas últimas duas décadas, considerando que a normativa anterior estava em vigor desde 2001.

“Um exemplo de inovação que a nova regra traz é a possibilidade de denominar cerveja o produto elaborado com ingredientes de origem animal (mel, por exemplo), que antes eram consideradas bebidas alcoólicas mistas. Outro avanço significativo foi a criação da cerveja com teor alcoólico reduzido, classificação que antes não existia”, explica o Advogado Cervejeiro.

O Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) acredita que o novo PIQ pode, inclusive, ser um catalisador da criatividade das marcas na definição das receitas dos seus próximos rótulos.

“A medida também traz inovações como a permissão de inclusão de matérias primas de origem animal e outros ingredientes de origem vegetal, dando possibilidade de novas receitas aos nossos produtos. Uma das maiores características do setor cervejeiro é a criatividade – a cada ano vemos inovações para agradar o paladar de nossos clientes”, avalia o sindicato.

O Sindicerv, além de apontar que a medida é modernizadora, avalia que o PIQ da Cerveja está em consonância com a legislação adotada internacionalmente. “Os novos padrões adotados buscam um nivelamento com outros países, de modo que o consumidor brasileiro tenha à sua frente tantas informações quanto teria em qualquer outro país cervejeiro. Os métodos analíticos da Convenção de Cervejeiros da Europa – EBC (European Brewers Convention) passarão a ser expressamente adotados aqui, no que se refere a análises de rotina e de referência, o que faz bastante sentido já que a cerveja é uma bebida global, assim como várias de nossas cervejarias.”

O estímulo à inventividade também é destacado pelo advogado Clairton Kubaszwski Gama, sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados, como fator positivo do PIQ da

Cerveja, especialmente para as marcas artesanais.

“Embora tenham gerado algumas discussões, principalmente quanto ao limite para uso de adjuntos, de forma geral as modificações realizadas no PIQ da cerveja podem ser vistas como benéficas ao setor, especialmente para o segmento artesanal. Reivindicações antigas, como a possibilidade de utilização de adjuntos de origem animal (mel, por exemplo), padronização das informações de rótulo e simplificação do processo de registro de novos produtos, foram atendidas”, argumenta Clairton.

Já o sindicato que representa a Ambev e o Grupo Heineken no Brasil acredita que o PIQ da Cerveja acompanha uma tendência de mudança na preferência do consumidor. “Exemplos dessa evolução no gosto do consumidor, que deverão ganhar ainda mais força nos próximos anos e ficarão mais fáceis de se visualizar na rotulagem, são as cervejas light, sem glúten, sem álcool e até mesmo as de puro malte”, analisa o Sindicerv.

E, na visão do diretor jurídico da Abracerva, a medida também é benéfica para o consumidor, que passará a ter mais clareza sobre as características da cerveja. “A associação avalia que as mudanças serão muito benéficas, principalmente para o consumidor, que entenderá melhor o que está bebendo, já que os rótulos antigos causavam muita confusão e desinformação no público, e o novo PIQ melhorou muito isso”, garante André.

Possíveis punições

O advogado lembra, ainda, que quem não atualizar os rótulos de suas cervejas e os registros dos produtos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) corre o risco de ser multado. “A utilização de rótulo em desconformidade com as normas legais vigentes é passível de multa no valor de R$ 2.000,00 até R$ 117.051,00 (art. 108 do Decreto Nº 6.871/2009)”, alerta André.

Já Clairton destaca que, em alguns casos específicos, a punição pelo descumprimento do PIQ da Cerveja pode ser ainda mais severa. “A fiscalização, que fica a encargo tanto do Mapa quanto do Inmetro, e ainda de órgãos de defesa do consumidor, poderá aplicar sanções que vão desde advertências até multas. Em alguns casos, pode haver até mesmo a proibição de comercialização da cerveja ou, ainda, a cassação do registro do produto ou da própria cervejaria”, completa o advogado.

Fonte: https://guiadacervejabr.com/piq-da-cerveja-muda-rotulos-setor-avalia-norma/

Ambev: “Estamos aprendendo a abrir os muros da companhia e criar junto com o ecossistema”

Para Bruno Stefani, diretor global de inovação da empresa, o ambiente de inovação brasileiro amadureceu e se transformou em uma fonte inesgotável de soluções

Fazer uma curadoria das melhores startups para trabalhar em parceria com a Ambev é uma das atribuições de Bruno Stefani. “Esse ecossistema está cada vez mais maduro”, diz o diretor global de Inovação da companhia. “Para a Ambev, é uma fonte praticamente inesgotável de oportunidades e soluções.”

Bruno Stefani, diretor global de inovação da Ambev (Foto: Divulgação)

Na visão do executivo, o processo de inovação aberta “tem que ser bom para a companhia, para o empreendedor e para o ecossistema”. Trata-se de uma troca, onde os dois lados crescem juntos. “Nós trabalhamos em regime de cocriação. Temos muito a aprender, mas os empreendedores também ganham com a nossa experiência e conhecimento. Acredito que isso deixa o ecossistema cada vez mais forte.”

Em entrevista ao NegNews, Stefani fala ainda sobre a digitalização acelerada da empresa nos últimos dois anos, o sucesso dos aplicativos Bees e Zé Delivery e as inovações programadas para 2021.

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/Podcast/Negnews/noticia/2021/11/ambev-estamos-aprendendo-abrir-os-muros-da-companhia-e-criar-junto-com-o-ecossistema.html

Chef Renata La Porta cria receita exclusiva para a indústria da cerveja

Presente em importantes celebrações, a cerveja é a bebida mais consumida em todo o mundo na atualidade. E não é à toa que no Brasil é motivo de orgulho e preferência nacional. Afinal de contas, somos o terceiro maior produtor mundial, atrás apenas da China e dos EUA com uma fabricação anual estimada em 13,3 bilhões de litros.

A cerveja também é um ótimo ingrediente na cozinha e pensando nisso, o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), convidou a renomada chef de cozinha Renata La Porta para criar uma receita que reúne duas paixões nacionais dos brasileiros: a carne e a cerveja.

Renata La Porta – Foto: SINDICERV

A banqueteira recebeu a entidade em seu espaço na capital federal, Renata La Porta Buffet, e recriou uma versão do clássico picadinho.  A receita do picadinho com cerveja à Sindicerv é um convite de dar água na boca.

“A cerveja é a queridinha dos brasileiros quando o assunto é bebida – além de ser considerada como um ótimo ingrediente para cozinhar pratos incríveis. Os aromas e sabores da cerveja agregam personalidade às receitas”, explica Renata La Porta.

Confira o passo a passo da receita

Baixe aqui a receita em pdf

Sobre Renata La Porta

Além de presidente da Associação de Buffets do Distrito Federal (ABDF), a chef banqueteira nascida no Rio de Janeiro  é formada na Suíça e conta em seu currículo ter servido personalidades como o ex-presidente norte-americano Barack Obama.

Ambev bate recorde de vendas no 3º Tri e amplia sua fatia no mercado de cerveja

A Ambev, maior grupo cervejeiro com atuação no mercado brasileiro, publicou na última semana seu relatório de resultados do terceiro trimestre com desempenho acima do esperado em do seu volume de vendas relativas a cerveja.

Com o resultado a Ambev continua a confirmar a sua retomada de espaço no mercado de cerveja do país que vinha sofrendo um nível alto de competição das outras grandes cervejarias em operação no Brasil.

Os resultados que Ambev vem alcançando, com uma sequência de vários trimestres em expansão de vendas, é fruto de um trabalho muito ligado a diversificação de portfólio, inovação e utilização de tecnologia.

Muitos desses investimentos foram iniciados há anos atrás e agora estão promovendo retorno em vendas para a companhia devido ao posicionamento que eles permitiram que a empresa alcançasse atualmente.

Nos últimos 12 meses a Ambev atingiu o número de 180 milhões de hectolitros vendidos, superando o seu recorde de quantidade vendida para o período alcançado no ano de 2015. Para o último trimestre, o volume de vendas da empresa superou em 35% o do mesmo período de 2019, portanto antes do início da pandemia.

Um desafio para a gigante será controlar custos, que também se elevaram ao longo deste período, parte um reflexo da inflação crescente no país que parece ter afetado em maior proporção os seus concorrentes.

Diversificação de portfólio tem sido alavanca importante para Ambev

Buscar se adequar aos diferentes perfis e ocasiões de consumo de cerveja do mercado atual tem sido uma tarefa que a Ambev tem se dedicado nos últimos anos, visando poder competir através de um grande portfólio de marcas com diversidade planejada de posicionamentos.

Um dos pontos do relatório de resultados foi destacar que 20% da receita obtida pela empresa vem de rótulos que ela lançou no Brasil nos últimos três anos nos segmentos que ela denomina como core plus (entre mainstream e premium) e premium.

O maior destaque em resultados desses lançamentos foi Brahma Duplo Malte que em menos de 2 anos se tornou um dos rótulos mais vendidos da cervejaria, ficando atrás apenas das opções do segmento mainstream já consolidadas.

Tecnologia permitiu a Ambev acelerar vendas mesmo com impactos da pandemia

Outro fator chave para o crescimento da Ambev, foi poder colher frutos de seu investimento prévio em tecnologia que se tornaram críticos com a série de restrições provocadas pela pandemia.

A ponta mais visível desse processo é o Zé Delivery, que se tornou um dos principais canais de venda da empresa e tem batido sucessivos recordes de número de entregas através de sua plataforma online, se tornando um case que a Ambev tem replicado em outros países da América Latina.

A diversificação nos canais online também está em curso na empresa. Além do Zé Delivery e Empório da cerveja, dedicados a vendas diretas ao consumidor (B2C), a Ambev tem investido em tecnologia nas vendas B2B através de uma plataforma chamada Bees, que auxilia na construção do mix de produtos para pontos de venda, além de oferecer serviços.

O contato com pontos de venda através da utilização de tecnologia está permitindo a Ambev inclusive vender serviços para empresas de outros segmentos que desejam ter acesso mais facilitado a rede capilarizada de PDVs que são seus parceiros comerciais Para além do comércio online, a utilização da tecnologia de dados tem sido impulsionada dentro da cadeia de valor da companhia, permitindo análises mais aprofundadas de cenários e projeções de suas operações, o que deve manter a competitividade da Ambev se alavancando nos próximos anos.

Fonte: https://catalisi.com.br/ambev-bate-recorde-de-vendas-no-3o-tri-e-amplia-sua-fatia-no-mercado-de-cerveja/