Oktoberfest impulsiona a indústria da cerveja

Após quase três anos das restrições impostas pela pandemia da Covid-19, a Oktoberfest, festividade alemã, oriunda da região de Munique e com mais de dois séculos de história e  caiu no gosto dos brasileiros, está de volta. Para celebrar a tradição germânica com muita música, dança e gastronomia, não pode faltar a cerveja.

Afinal, assim como na Alemanha, a cerveja é paixão nacional e por isso inspira cada vez mais eventos temáticos em diversas cidades do País.  O Brasil é o terceiro maior produtor no mundo, atrás apenas da China e Estados Unidos. Em 2021 foram produzidos 14,3 bilhões de litros.

“A indústria da cerveja está confiante para os próximos meses, com o retorno de festivais como a Oktoberfest e a Copa do Mundo, que reúne algumas das paixões dos brasileiros com a música, a cerveja e o futebol”, afirma o superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja – SINDICERV, Luiz Nicolaewsky.

Para este ano, as projeções apontam para um incremento de aproximadamente 8% em relação ao mesmo período do ano anterior atingindo um volume de vendas em mais de 15,4 bilhões de litros, segundo projeções da empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International, encomendada pelo Sindicerv.

De acordo com Nicolaewsky , a indústria da cerveja é um dos setores mais importantes para garantir a retomada da economia brasileira. “Em especial no período pós-pandemia, em que o país se depara com uma série de desafios, o setor cervejeiro tem a capacidade de potencializar a geração de emprego e renda”, aponta o superintendente.

Atualmente a indústria da cerveja movimenta uma das mais extensas cadeias produtivas responsável por 2,02% do PIB, geração de mais de 2 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos e gera uma massa salarial de R$ 27 bilhões sendo um multiplicador de empregos. Segundo estudo realizado em 2019 pela Fundação Getúlio Vargas para o SINDICERV, a cada emprego em uma cervejaria, outros 34 novos postos de trabalho são criados na cadeia produtiva.

Sobre o Sindicerv  

O Sindicato Nacional da Industria da Cerveja é a entidade que representa as empresas responsáveis por cerca de 80% da produção de cerveja no Brasil. Atua continuamente para o debate de regulamentos, leis, normas, políticas públicas e práticas que contribuam com o desenvolvimento da indústria e suas respectivas cadeias produtivas. 

Consumo de cerveja cresce em agosto e melhora perspectiva para Ambev no segundo semestre

Não tem água no chope: o consumo de cerveja continua crescendo. Com injeções de dinheiro na economia em meio ao período eleitoral e Copa do Mundo se aproximando, a indicação é de um segundo semestre bem mais otimista para as fabricantes, como Ambev (ABEV3) e Heineken, que juntas respondem por cerca de 80% do mercado. Para a dona de Brahma, Skol e Antarctica, os indicadores podem significar novo crescimento de volume e, finalmente, iniciar movimento de recuperação de margem, segundo analistas.

Crescimento na produção de bebida alcoólica supera 2021

Os dados de produção de bebidas alcoólicas no Brasil em agosto indicam crescimento de 1,7% na comparação anual. Em julho, o avanço ante o mesmo mês de 2021 tinha sido de 5,3%.

A produção de bebidas alcoólicas ajuda a entender a direção do consumo de cerveja porque a bebida responde por cerca de 90% do que a indústria nacional produz. A produção também foi 7,2% maior do que a de agosto de 2019.

No copo, na Copa do Mundo

Segundo os analistas do Credit Suisse, o avanço de 1,7% de agosto aumenta a possibilidade de um terceiro trimestre positivo e um segundo semestre ainda mais forte com estímulos governamentais no período eleitoral e Copa do Mundo – que, nesta edição, acontece em novembro. Só a Copa do Mundo, historicamente costuma impulsionar o volume de venda de cerveja em 2,4 pontos percentuais. A expectativa da equipe do banco é de que no terceiro trimestre a produção seja 3,4% superior a do mesmo período do ano passado.

O menor ímpeto no crescimento em agosto pode ser explicado, segundo os analistas, pelos aumentos de preço e a temperatura mais baixa. Mas ainda enxergam um ambiente de preços mais favorável, na tentativa das companhias de compensar os custos mais elevados. Para eles, a projeção é de que a maior fabricante, Ambev, tenha um crescimento de 10% em preço e mix de produtos no ano, dado o aumento da participação do canal on trade (bares e restaurantes) e da contínua demanda por rótulos mais premium. Já a Heineken, a segunda maior em produção no país, deve ter um crescimento acima de 20% em preço e mix de portfólio. O Credit Suisse tem recomendação de compra para as ações da Ambev com preço-alvo de R$ 18.

Já a equipe do Itaú BBA diz que forte capilaridade de distribuição da Ambev deve beneficiar a empresa no curto prazo com a perspectiva da Copa do Mundo e com a chegada do verão, em dezembro, mesmo com as restrições impostas pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) nos contratos de exclusividade. “A empresa parece ter ganhado muito terreno às custas de Petrópolis recentemente, e parece que mais está por vir – nossa impressão é que a empresa teve um bom desempenho na frente de gestão de receita, apoiando seu impulso de receita tanto no terceiro trimestre quanto no quarto.”

No curto prazo, porém, veem sinal amarelo conforme a Heineken parece ter avançado em mais velocidade no segundo trimestre. A holandesa cresceu cerca de 10% em volume de abril a junho enquanto a Ambev cresceu 8,5%.

O banco resolveu manter a recomendação neutra, também com preço-alvo de R$ 18 já projetado para 2023. Eles acreditem que a empresa finalmente se aproxima da melhora de margem em seu negócio de cerveja no Brasil  (no primeiro semestre, a margem bruta da divisão ficou em 46,8%, ainda 2,8 pontos percentuais abaixo do mesmo perído de 2021), o que deve impulsionar a ação. Mas acreditam que o papel não está uma “pechincha”, já que negocia a um múltiplo de 19x preço/ lucro estimado para 2023. “Precisamos ter uma noção mais firme da tendência de expansão de margem da empresa antes de podermos nos tornar mais assertivos nesta tese de investimento”, escrevem.

Aumento de margem bruta da Ambev

O potencial de aumento da margem bruta da Ambev, é algo bastante esperado pelo mercado, que ainda tem certa dificuldade em entender qual a perspectiva de retorno dos investimentos em tecnologia que a empresa tem feito nos últimos anos. Fontes ouvidas pela Exame Invest avaliam positivamente os avanços nas frentes digitais, como as plataformas Zé Delivery e BEES, mas esperam melhora operacional para que a rentabilidade da empresa fique mais atrativa para investimento.

Em seu relatório desta quarta-feira, 5, os analistas do Itaú BBA esperam que o aumento de preço total ao longo desse segundo semestre de 2022 sustente um aumento de receita em termos reais de 3% em 2023. Também acreditam que o custo por hectolitro (100 litros), com base na cesta de commodities da Ambev, tenha um avanço de 7% na base anual, que é um crescimento bem abaixo do que se vinha registrando nos últimos anos (em 2022, a projeção da empresa gira entre 16% e 19%). O banco também vê os preços mais baixos do petróleo aliviando as despesas gerais, de vendas e administrativas, o que deve diluir em 1,4 ponto percentual seu impacto na receita líquida em 2023.

Diante dessas projeções, o Itaú BBA revisou suas estimativas para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização  (Ebitda, na sigla em inglês) da divisão de Cerveja Brasil para 2023 e 2024 em 15% e 10%, respectivamente. No primeiro semestre deste ano, o Ebitda da divisão ficou em R$ 4,94 bilhões, 11% a mais organicamente do no mesmo período de 2021.

Até o início da tarde desta quarta-feira, 5, a ação da Ambev (ABEV3) era negociada a R$ 15,99, um recuo de 1,54%, mas acumulava alta de 4,31% no ano.

Fonte: https://exame.com/

Cerveja Dortmunder: equilíbrio entre o malte e lúpulo

Originária da região industrial de Dortmund, na Alemanha, a cerveja Dortmunder produzida em 1870, se tornou muito popular após a Segunda Guerra Mundial. A bebida que tem como característica principal o equilíbrio e suavidade entre malte e lúpulo (entre o adocicado e o amargo) foi criada em resposta a cerveja Pilsen clara bastante consumidas na época.

“O aroma marcante de malte e lúpulo em segundo plano torna a Dortmunder bastante especial. De corpo médio, cor amarela e dourada, produz uma espuma branca e consistente, ou seja, muito boa para quem gosta de um colarinho no copo na hora de beber”, recomenda o superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja – Sindicerv, Luiz Nicolaewsky.

Sobre o Sindicerv  

O Sindicato Nacional da Industria da Cerveja é a entidade que representa as empresas responsáveis por cerca de 80% da produção de cerveja no Brasil. Atua continuamente para o debate de regulamentos, leis, normas, políticas públicas e práticas que contribuam com o desenvolvimento da indústria e suas respectivas cadeias produtivas. 

Abertas as inscrições do 2º prêmio Lata + Bonita do Brasil

Começam nesta segunda-feira (05/09) as inscrições para a 2ª edição do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil, promovido pela Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio) com o objetivo de estimular a criatividade de cervejarias, que, a cada ano, surpreendem e encantam consumidores com a beleza dos seus rótulos.

No Brasil, mais de 60% de toda a cerveja é envasada pela lata, embalagem mais reciclada do mundo, com ciclo de vida de apenas 60 dias – entre o consumo e a volta da embalagem já reciclada para as prateleiras – além de gerar renda para mais de 800 mil catadores.

“A 1ª edição do Prêmio buscou reconhecer o trabalho primoroso que vem sendo feito pelas cervejarias nacionais”, explica Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas. “Para esta 2ª edição, e pelo que temos acompanhado ao longo do último ano, estamos apostando em rótulos ainda mais criativos”, comenta.

Podem concorrer ao Prêmio todas cervejarias proprietárias intelectuais e industriais do design de seus rótulos, operantes no mercado brasileiro. Além disso, o rótulo inscrito deve ter sido criado e produzido no Brasil, estar adequado às exigências do Ministério da Pecuária, Agricultura e Abastecimento (IN 65/2019) e ter circulado de 2020 até a data do término das inscrições ou 30/09.

A votação dos rótulos finalistas pelo público e a avaliação dos jurados vai de 19 de outubro a 20 de novembro. O anúncio dos ganhadores e a cerimônia de premiação estão previstas para dezembro deste ano. O Prêmio conta ainda com os importantes apoios da Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas), da Abracerva (Associação Brasileira de Cerveja Artesanal), da CervBrasil (Associação Brasileira da Indústria da Cerveja) e do Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja).

O Prêmio está divido em três categorias, de acordo com o tamanho das empresas:

– micro cervejarias: produção anual de até 2,5 milhões cerveja em lata;

– médias cervejarias: entre 2,5 milhões e 60 milhões de unidades/ano;

– grandes cervejarias: mais de 60 milhões unidades/ano.

Segundo a nova edição do Anuário da Cerveja, publicado recentemente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento com dados de 2021, o número de cervejarias registradas e ativas no Brasil aumentou 12% em comparação com 2020. Com isso, o País alcançou um total de 1.549 cervejarias, com forte tendência de crescimento. Para se ter uma ideia, em 2011, o País contava com 129 cervejarias, o que comprova o salto deste segmento, com um crescimento superior a 1.000% nos últimos 10 anos.

1ª Edição da Lata + Bonita

Em 2021, mais de três mil pessoas votaram para escolher os rótulos de latas de cervejas mais bonitos. Dos mais de 150 rótulos inscritos, 26 finalistas foram também avaliados por júri técnico e os vencedores de cada categoria contaram com ampla divulgação por parte da Abralatas e puderam conhecer de perto os detalhes envolvidos na fabricação da latinha.

Na 1ª edição, a categoria micro cervejarias ficou com a APA PQP, da microcervejaria cigana Aqueles Caras. Entre as médias cervejarias, a gaúcha Salva Craft Bier levou todas as premiações. Já nas grandes, a Colorado levou as duas primeiras colocações. Em primeiro ficou a Appia e, em segundo, a Ribeirão Larger. Já o terceiro lugar foi para o rótulo da Cacildis, do Grupo Petrópolis.

Confira o cronograma da 2ª edição do Prêmio Lata + Bonita

05/09 a 05/10Inscrições das latas
8 a 17/10Seleção dos jurados  
19/10 a 13/11Votação do público (hotsite)  
11/11 a 20/11Votação dos jurados (rótulos físicos)  
Entre 29/11 e 09/12Noite de premiação

Abralatas

Fundada há 19 anos, a Abralatas é a voz da indústria de latas de alumínio para bebidas no Brasil, terceiro maior mercado mundial, principal embalagem para cerveja no País e recordista de reciclagem. A Associação trabalha pelo fortalecimento e desenvolvimento do Setor, sempre com responsabilidade socioambiental.

Brasil chega a 1.549 cervejarias registradas no Mapa

O Brasil atingiu a marca de 1.549 cervejarias registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em 2021, o que representa um aumento de 12% em relação ao ano anterior (1.383).  Os dados e números constam no Anuário da Cerveja 2021 – estatísticas do setor cervejeiro no Brasil – divulgado na quarta-feira (31), durante evento “Confraria Sindicerv: Números do Setor”, realizado pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja – Sindicerv, em parceria com o Mapa, em São Paulo.

O país é o terceiro maior produtor de cerveja no mundo, atrás da China e dos Estados Unidos, e em 2021, o volume de vendas atingiu o patamar de 14.3 bilhões de litros, de acordo com levantamento realizado para a entidade da empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International.

Para o superintendente do Sindicato, Luiz Nicolaewsky, os números apresentados comprovam o potencial do setor cervejeiro, que demonstrou evolução, mesmo em um ano desafiador para a indústria, marcado pelo cancelamento de grandes eventos, um cenário econômico instável e por dificuldades impostas pela pandemia de COVID-19.

 “A indústria cervejeira é um dos principais setores que contribui para geração de empregos e retomada econômica do país, que movimenta uma das extensas cadeias produtivas responsável por 2% do Produto Interno Bruto e a geração de mais de dois milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos”, ressalta o superintendente.

“Os dados do Anuário da Cerveja 2021 demonstram que o setor cervejeiro vem evoluindo quantitativamente e qualitativamente e resiliente às crises internas e externas. O aumento do número de cervejarias e cervejas ano a ano exemplificam a expansão do mercado, o que evidencia que a atividade cervejeira caminha firmemente dia após dia”, relata o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Glauco Bertoldo.

O evento contou com a participação dos principais representantes do setor cervejeiro e de autoridades do ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Entre os destaques da publicação:

Concentração Sul-Sudeste

Do total, as regiões Sudeste e Sul representam 85,8% das cervejarias do país, com 691 e 638 registros, respectivamente. Seguido da região Nordeste (7,2%), Centro-Oeste (5,1%) e Norte (1,9%).

O estado com mais cervejarias registradas continua sendo São Paulo, com 340 estabelecimentos e do Rio Grande do Sul com 285. Pela primeira vez, desde o início da série histórica, Santa Catarina ocupa a terceira posição, com 195 cervejarias.

O estado paulista observou um aumento de 55 cervejarias, o equivalente a uma média de uma nova fábrica registrada por semana, o dobro em comparação ao estado do Rio Grande do Sul, que foi de 27 cervejarias, no período de 2020 a 2021.

Destaque região Norte

 No período, o maior aumento percentual no número de produtos ocorreu na região Norte, com evolução em 20,8%, em que foram abertas cinco novas cervejarias sendo duas em Rondônia (200%) e uma nos estados do Acre, Tocantins e Pará.

O Anuário da Cerveja 2021 revela ainda que em 672 municípios brasileiros há pelo menos uma cervejaria, o que representa um aumento da dispersão em 10,3% se comparado a 2020. 

Produtos

Em 2021, o total de novos produtos registrados teve crescimento em 5,2%, em relação a 2020, totalizando 1.178 a mais. Atualmente, o Brasil possui 35.741 produtos em cervejaria e o estado de São Paulo lidera a lista com 10.104 produtos.

A média nacional é de 23,1% registros por estabelecimento sendo que o estado de Alagoas apresentou a média mais elevada em todas as unidades da federação, com 34.7%.

Exportação e importação

A cerveja brasileira também está ganhando novos mercados. Em dez anos, as exportações brasileiras tiveram um aumento de 200% no volume, saindo de 80.331.760 quilos em 2011 e chegando a 241.116.776 quilos, em 2021.

Já a importação brasileira de cerveja reduziu 58,7% nesse período, de 44.607.806 kg em 2011 para 18.406.249 kg, em 2021. Ao todo, o Brasil exportou para 71 países em 2021 e importou de 27 países.

Os principais parceiros econômicos na compra de cerveja brasileira são os países da América do Sul, com destaque para o Paraguai, Bolívia, China e Argentina.

Clique AQUI para acessar o Anuário completo.

Dia Internacional da Cerveja: Brasil é o terceiro país do mundo que mais produz a bebida

Na primeira sexta-feira de agosto comemora-se o Dia Internacional da Cerveja. Este ano, a data será celebrada no dia 5. O Brasil é o terceiro país do mundo que mais produz a bebida, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindcerv). O volume de vendas de cerveja no Brasil atingiu cerca de 14,3 bilhões de litros, em 2021. Segundo o diretor superintendente do sindicato, Luiz Nicolaewsky, o setor tem muito o que comemorar. 

“Nós experimentamos, a partir de 2018, pré-pandemia, um crescimento constante no volume produzido e vendido no Brasil. De 2018 para 2019, o aumento foi de 3,5%; de 2019 para 2020, de 5,3%; de 2020 para 2021, houve um salto de 7,7%. Nós projetamos, de acordo com dados da Euromonitor um crescimento de aproximadamente 8% em 2022. Ressaltando que será um ano de eleições e Copa do Mundo no verão”, destaca. 

“Temos esse dia para lembrarmos tamanha representatividade que a mulher tem no meio da cerveja, o que foi se perdendo ao longo dos anos. Hoje, vemos esse mercado como profissão de homem. Ao longo dos anos tivemos uma evolução da cerveja como um produto, mas, ao mesmo tempo, mistificando essa questão do homem como produtor, como quem pode ir para o bar e beber cerveja. Mas, sabemos que historicamente a mulher é quem carrega isso”, pontua. 

Graziela Sarreiro tem 47 anos e é integrante da Confraria Feminina de Cerveja, localizada em Belo Horizonte (MG). A administradora de empresas conta que se sente realizada por fazer parte do grupo há 15 anos. 

“Reunião por motivo de cerveja é uma reunião com muita alegria. É uma reunião muito prazerosa, onde encontramos as pessoas para tomar uma bebida cada vez mais aprimorada”, conta. 

A administradora de empresas Bruna Gurian tem 25 anos, mora em São Paulo, e é uma apreciadora de cervejas que também gosta de experimentar os mais variados tipos e sabores. 

“Para mim, a cerveja sempre representou momentos de alegria, de felicidade, de comemoração, de festa, de pessoas que amo, de amigos. Acho que herdei um lado cervejeiro do meu pai, que sempre gostou de cerveja diferente. Por ter alguém do meu lado que gosta, essa curiosidade foi crescendo. Quando fizemos uma viagem para a Europa, foi muito bom porque em todos os países que passamos experimentamos todas as cervejas possíveis. Fomos nas principais cervejarias, em lugares que foram importantes na história”, relata. 

A escolha do dia

A data passou a ser celebrada em 2007, na Califórnia, mais especificamente na cidade de Santa Cruz. Na ocasião, o americano e amante de cerveja Jesse Avshalomov compartilhou a ideia com mais três amigos, e juntos convenceram o proprietário do bar preferido deles a fazer uma festa.

“Cerveja representa história e cultura, da mesma forma que a gastronomia. Quando aproveitamos na ponta, tomar uma boa cerveja, comer uma boa comida, às vezes não está tão claro, mas se trata de uma expressão cultural. O que pomos no copo ou na taça é uma construção histórica cultural/social. inclusive a diferença entre o copo e a taça no dia a dia já diz muita coisa. Eu gosto de lembrar sempre que a cerveja tem esse peso”, considera a consultora e juíza de competição de cervejas, Julia Reis.

Inicialmente, celebrava-se a data em 5 de agosto, mas depois da edição de 2012, a comemoração passou a ser na primeira sexta-feira do mês. Os idealizadores consideraram alguns aspectos para a mudança, como a necessidade de aproveitar o último dia da semana para se reunir com amigos e saborear cervejas. E não custa lembrar: beba com equilíbrio. 
 

Fonte: Brasil 61

Pesquisa quer conhecer quem são e como bebem os brasileiros 

O brasileiro é um apaixonado por cervejas. De acordo com o levantamento feito pela consultoria Euromonitor, só em 2021 foram consumidos 14,3 bilhões de litros da bebida no Brasil. Porém, em um país tão extenso geograficamente e com uma sociedade tão plural, não é simples dizer quem é esse consumidor de cerveja, quais rótulos, estilos e ocasiões de consumo são as suas preferências. Com a missão de levantar dados do comportamento desse público, trazer essas informações para a sociedade e colaborar com as tomadas de decisões dos profissionais que compõem o mercado cervejeiro, está no ar a 3ª edição da pesquisa Retrato dos consumidores de cervejas. As respostas podem ser enviadas até o dia 31 de agosto pelo link: https://bit.ly/3cVCp2K 

A pesquisa é uma iniciativa do podcast Surra de Lúpulo, produzido e apresentado por Ludmyla Almeida (a @IPAcondriaca) e Leandro Bulkool. Este ano, são apresentados dois questionários. Um, com dez perguntas, destinado ao público que consome apenas cervejas populares (como Brahma, Skol e Heineken), e outro para os que bebem, além dessas, as chamadas especiais.

Nos dois anos anteriores, foram registradas 1006 e 2023 respostas, respectivamente. A meta agora é ampliar o alcance da pesquisa e tornar o resultado ainda mais representativo. “Se desenhássemos o retrato que as respostas de 2021 nos entregaram, o consumidor de cervejas seria: um homem, heterossexual, branco, com ensino superior completo, morador do sudeste e que bebe tanto artesanais quanto cervejas comuns. Sabemos que o Brasil não é assim, o Brasil é gigante, por isso nós queremos ir muito além. Queremos aumentar a participação de todas as regiões do país e irmos mais para o interior, não ficando restritos às capitais”, explica Ludmyla Almeida, que é sommelière de cervejas formada pelo ICB. O resultado da pesquisa 2021 pode ser visto neste link.

Para Leandro Bulkool, o mercado cervejeiro carece desse tipo de informação, mais personalizada. “A indústria como um todo sofreu bastante nos dois últimos anos por conta da pandemia. Nossa pesquisa quer trazer dados que impactem diretamente a tomada de decisões de cervejarias com fábrica própria, brewpubs, cervejarias ciganas, bares, lojas especializadas e diversos outros agentes desse ecossistema. Se toda a cadeia estiver rodando bem, todos sairão ganhando, principalmente os consumidores”, resumiu Leandro, que é um designer apaixonado por cervejas e estudante de antropologia do consumo.

Além dos dois idealizadores, a pesquisa Retrato dos consumidores de cervejas 2022 tem em seu corpo técnico Lucas Fernandes, mestre em estatística pela UnB (2013) e sommelier de cervejas pelo Science of Beer (2022); Guilherme Oliveira, bacharel em sistemas de informação; e Roberto “Bob” Fonseca, jornalista, idealizador e realizador da pesquisa Melhores do Ano na Cerveja por 10 anos.

A pesquisa Retrato dos consumidores de cervejas 2022 conta com os seguintes apoios: MyTapp, Bier Held, Fermenta Pessoas e Lamas Brewshop.

SERVIÇO

Pesquisa – Retrato dos consumidores de cervejas 2022

Período: Até 31 de agosto de 2022

Site: https://bit.ly/3cVCp2K  

Porter: a cerveja símbolo da Inglaterra

Considerada uma das melhores receitas do mundo, a Porter se tornou conhecida, em meados dos anos 1700, quando os trabalhadores dos portos da Inglaterra, costumavam se encontrar nos pubs para tomar a bebida que misturava três tipos diferentes de cervejas, a Pale Ales, Old Ales e Mild Ales.

A combinação originou uma cerveja escura, com leve sabor amargo e elevado teor de malte torrado, que passou a ser chamada de Porter, fazendo referência aos portuários conhecidos como porters.

“O estilo é um dos mais populares do mundo, pelo sabor intenso que lembra café e chocolate, tendo essa como sua característica mais marcantes. A cerveja de alta fermentação e com teor alcoólico moderado harmoniza muito bem com cogumelos, queijo parmesão e sobremesas a base de chocolate”, explica o superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja – Sindicerv, Luiz Nicolaewsky.

A cerveja Porter é  típica da escola cervejeira britânica, que também possui estilos como English IPA, Stout e English Pale Ale.

Indústria da cerveja estimula o desenvolvimento da agricultura familiar

A grande parte dos alimentos que chegam às mesas das famílias brasileiras vem das mãos dos pequenos agricultores. Para reconhecer e ampliar a visibilidade desse segmento tão importante para a economia e sociedade, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) instituiu o dia 25 de julho como data de celebração anual do Dia Internacional da Agricultura Familiar.

Para o setor cervejeiro, a data é de extrema importância, pois o campo é a origem de todos os ingredientes fundamentais para a produção da bebida, como o lúpulo, cevada, trigo, mandioca e tantos outros que fazem da cerveja uma bebida tão apreciada pelos brasileiros.

“Para garantir a qualidade das matérias-primas para a produção da cerveja, é preciso pensar também no bem-estar e proporcionar uma fonte de renda estável para quem cultiva, proporcionando rendimentos no campo e gerando impacto positivo em todo o ecossistema”, afirma o superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja – SINDICERV, Luiz Nicolaewsky.

O incentivo à agricultura familiar tem sido o foco das ações das associadas ao Sindicerv, para proporcionar a transformação sustentável no campo e o fortalecimento da economia regional.

Nesse sentido, a Ambev tem como meta garantir que 100% dos agricultores parceiros da empresa sejam treinados, conectados e contem com estrutura financeira para desenvolver um plantio cada vez mais sustentável. Para tanto, os mais de 3 mil parceiros utilizam práticas sustentáveis em seus cultivos, como o plantio direto e rotação de culturas, que contribuem com a saúde do solo e biodiversidade.

Entre as iniciativas adotadas pela Ambev estão a chamada Agricultura Regenerativa. Trata-se de uma forma de manejo que visa retornar o ecossistema ao equilíbrio por meio da complementariedade entre cultivos, com o intuito de reduzir a dependência de insumos externos e emissões de carbono, enquanto estimula a saúde do solo, a biodiversidade, e o desenvolvimento socioeconômico dos produtores rurais.

A agricultura de baixo carbono também é foco das ações da Heineken. A cervejaria incentiva os fornecedores a implementarem boas práticas ambientais e sociais por meio da certificação pelo programa de Avaliação de Sustentabilidade Agrícola (FSA) da SAI Plataform. Esse programa é uma avaliação de critérios que envolvem meio ambiente e direitos humanos e certifica a sustentabilidade da produção agrícola. Hoje na HEINEKEN, s aproximadamente 50% dos fornecedores já são certificados e a meta é chegar em 100% até 2030.

Um brinde à amizade com uma cerveja gelada

No dia 20 de julho é comemorado o Dia do Amigo. Instituída para homenagear a chegada do homem à lua, em 1969, como um ato de união entre os povos, a data criada na Argentina, ganhou o país e já faz parte do calendário oficial de algumas cidades brasileiras, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

O mundo celebra o Dia Internacional da Amizade, em 30 de julho, data proclamada durante Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2011, como forma de enaltecer a amizade entre povos, países, culturas e indivíduos.

E quando se fala em amizade, nada melhor do que reunir os amigos em uma mesa para brindar com uma cerveja gelada. “Cada vez mais bares e restaurantes realizam eventos temáticos, nos quais a paixão nacional é protagonista. O Dia do Amigo vem ganhando força no país. É uma data de celebração, alegria e que não pode faltar a bebida mais apreciada pelos brasileiros no copo para acompanhar uma boa conversa”, afirma o superintendente do SINDICERV, Luiz Nicolaewsky.