Weizenbier: cerveja de trigo alemã

A Weizenbier, também chamada de Hefeweizen, Weissbier ou Hefeweissbier, em português cerveja de trigo, considerada uma das bebidas preferidas dos europeus no verão, caiu no gosto dos brasileiros, principalmente na região Sul, onde se popularizou entre os descendentes alemães.

Originária do Sul da Alemanha, região da Baviera, esse tipo de cerveja é produzida com um percentual de malte de trigo, o que dá à bebida uma cor clara, turbidez e uma espuma cremosa.

“As cervejas de trigo possuem um sabor leve e refrescante e um aroma que lembra pão, banana e cravo, provenientes da levedura, bem característico desse estilo. Geralmente é a porta de entrada para quem migra para o universo artesanal de cervejas”, explica o superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja – Sindicerv, Luiz Nicolaewsky.

Normalmente a Weizenbier tem uma graduação alcóolica entre 5% e 6% e é considerada de alta fermentação. Na Gastronomia, esse tipo de cerveja é considerado bastante versátil e pode ser harmonizada com diferentes queijos, carnes curadas, salsichas e presuntos, bem no estilo alemão.

Sobre o Sindicerv  

O Sindicato Nacional da Industria da Cerveja é a entidade que representa as empresas responsáveis por cerca de 80% da produção de cerveja no Brasil. Atua continuamente para o debate de regulamentos, leis, normas, políticas públicas e práticas que contribuam com o desenvolvimento da indústria e suas respectivas cadeias produtivas. 

Grupo HEINEKEN deixa de usar 14 mil toneladas de plástico em 2022

O Grupo Heineken é a segunda maior cervejaria do Brasil e possui também uma série de bebidas não alcoólicas em seu portfólio, como marcas de água, refrigerantes e energéticos. A companhia tem como meta a neutralidade de carbono em toda a cadeia de valor até 2040 e isso inclui o impacto causado por suas embalagens. Parte dessas iniciativas está atrelada à redução do uso do plástico e à circularidade de 100% desse material nos canais ON e OFF Trade.

Há um ano, o Grupo anunciou a retirada de embalagens de garrafas PET 1 e 2 litros das suas marcas Itubaína, FYs, Skinka e Viva Schin e as PETs de 1,5 litro das marcas Skinka e Água Schin. Como resultado,  a companhia já deixou de comercializar cerca de 14 mil toneladas de embalagens plásticas no Brasil.

A empresa passou a dar prioridade a embalagens de consumo individual, olhando também para a mudança no comportamento dos consumidores, e em materiais com maior reciclabilidade, como o alumínio.

“Precisamos considerar que, quando não descartadas corretamente, as garrafas PET acabam chegando ao meio ambiente e levam cerca de 400 anos para se decompor. Por isso, com essa mudança, nosso objetivo é reduzir a presença deste material no mercado e dar mais foco ao alumínio, matéria-prima altamente reciclável e, atualmente, é o material com a maior porcentagem de reciclabilidade no Brasil” explica Ornella Vilardo, Gerente de Sustentabilidade do Grupo HEINEKEN.

A decisão levou em conta o compromisso de ser 100% circular em plástico no ON e no OFF Trade até 2025. Considerando o volume de PET do portfólio, a redução do uso deste material foi de 80%. Levando em consideração o volume total de plástico utilizado pela companhia, houve 25% de redução.

“O desenvolvimento de estratégias sustentáveis de gestão de embalagens deve considerar uma série de fatores, não apenas a reciclabilidade. Os atores envolvidos na cada cadeia, incluindo cooperativas e catadores de material reciclável, a redução no uso do material, a adoção de alternativas, as necessidades logísticas e operacionais e a usabilidade também são determinantes para decidir quais caminhos seguir”, comenta Ornella.

Em outubro deste ano, o Grupo HEINEKEN anunciou ainda a utilização 30% de PCR (post consumer resin – resina pós consumo, na livre tradução) nas embalagens de filme Shrink da marca Devassa em 2022. A companhia pretende expandir a adoção do uso de PCR por todas as marcas de cerveja da categoria mainstream do Grupo HEINEKEN a partir de 2023, prevendo um potencial de reutilização de 765 toneladas de plástico em 2023.

Circularidade de embalagens

Em 2021, a companhia foi a primeira cervejaria a se comprometer globalmente com a meta de neutralização de carbono em toda a cadeia até 2040, compromisso que inclui um olhar para circularidade de embalagens, uso de energias renováveis, uso de ingredientes sustentáveis e práticas de agricultura com baixa emissão de carbono.

Para embalagens, além da redução do uso do plástico, a agenda considera também projetos de conscientização e engajamento dos consumidores no descarte correto dos materiais de vidro pós consumo, como o programa Volte Sempre – que conta com duas frentes de atuação junto ao canal ON Trade (bares e restaurantes) e uma voltada ao OFF Trade (supermercados e condomínios).

As ações querem contribuir com a atuação de cooperativas, bem como no fechamento do ciclo da circularidade, uma vez que após o descarte correto, a companhia retorna essas embalagens ao ciclo de uma nova garrafa.

Fonte: https://www.ciclovivo.com.br

Ambev diz que Copa do Mundo será ‘muito superior à de 2018’

A Copa do Mundo 2022, que será realizada no Catar de 20 de novembro a 18 de dezembro, pode ter impacto no faturamento da Ambev, maior fabricante de cerveja do país, “muito superior” ao registrado na Copa de 2018. O diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, Lucas Lira, disse que o campeonato será realizado no verão pela primeira vez, beneficiando o consumo.

Os campeonatos anteriores foram realizados no meio do ano, quando o clima no Brasil é mais frio. O foco neste ano será na operação logística. O Zé Delivery, aplicativo de entrega da Ambev, será a marca oficial da Seleção Brasileira.

“A demanda será alta, nunca tivemos uma Copa do Mundo no verão, então estamos muito bem preparados para estabelecer um vínculo maior no consumidor”, afirmou Lira.

A Ambev divulgou nesta quinta-feira o balanço do terceiro trimestre. O lucro atribuído aos controladores caiu 12,5%, para R$ 3,108 bilhões, em relação ao mesmo período de 2021. A receita cresceu 11,3%, para R$ 20,587 bilhões.

O volume de vendas alcançou 46,256 milhões de hectolitros, recorde para um terceiro trimestre e alta de 1,3% em relação ao mesmo período de 2021. A Ambev afirma que o volume recorde reflete a retomada do consumo fora de casa no Brasil, em um ritmo de retomada pós-pandemia do que em outros países.

A receita líquida das operações brasileiras cresceu 19,7%, para R$ 10,768 bilhões. De acordo com a Ambev, o destaque no mercado brasileiro foi o segmento de marcas premium, como Chopp Brahma e Original. Apesar do maior faturamento, o segmento de cervejas no Brasil teve queda de 0,03% nos volumes, para 23,483 milhões de hectolitros.

A Anheuser-Busch InBev, controladora da Ambev e maior fabricante de cerveja do mundo, informou que o volume total de vendas cresceu 3,7% — na América do Norte caiu 1,3%.

A AB InBev teve um lucro líquido de US$ 1,43 bilhão no trimestre, 5,7 vezes os US$ 250 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita do período foi de US$ 15,09 bilhões, alta de 5,7% em comparação com US$ 14,27 bilhões no terceiro trimestre de 2021.

O presidente da AB Inbev, Michel Doukeris, disse que a demanda do consumidor continua forte, apesar do contexto macroeconômico, especialmente no segmento de cervejas premium. De acordo com a empresa, fatores como a forte inflação estão sendo mitigados com aceleração da transformação digital, investimentos em marcas e reposicionamento de portfólio.

O segmento premium e superpremium sustentou o faturamento no México e na China, onde a empresa enxerga uma “excelente oportunidade”. Apesar dos impactos de restrições relacionadas à covid-19, os consumidores chineses mostram uma “demanda consistente”, com crescimento de vendas de mais de 20% da Budweiser e do segmento premium de cervejas.

No Brasil, disse Doukeris, a cerveja Spaten vem registrando “um crescimento fantástico”, acompanhado também de um bom desempenho da Brahma.

A cadeia de suprimentos da Ambev segue pressionada em razão da inflação. A Ambev destaca que os custos logísticos cresceram no Chile, no Canadá e na República Dominicana em razão da alta no preço do diesel. Já as operações do Panamá foram prejudicadas também pelos furacões Ian e Fiona, além dos protestos em larga escala registrados no país. A prioridade no quarto trimestre é de “estabilizar a cadeia de suprimentos”.

A indústria no Panamá, de acordo com Lira, foi “dura” no último trimestre, refletindo também falhas no fornecimento de vidro. “Por conta de um alto nível de importação, o volume sofreu ainda mais lá”, afirmou o executivo.

Fonte: https://valor.globo.com

Cervejeiras projetam nova alta no consumo da bebida sem álcool

A categoria de cerveja sem álcool, que vem chamando a atenção na indústria de bebidas com crescimento constante, deve manter o ritmo neste ano.

Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja) projeta alta de 37% no consumo do produto no fechamento de 2022, chegando a 400 milhões de litros consumidos no país.

No ano passado, a categoria já havia crescido 44% em relação a 2020, com a venda de 284 milhões de litros, segundo o monitoramento do sindicato com base em dados da Euromonitor.

Segundo o Sindicerv, os números apontam que o mercado consumidor respondeu a recentes investimentos em inovação na categoria.

O segmento ainda é discreto se comparado ao consumo no mercado total de cervejas alcoólicas, que superou os 14 bilhões de litros em 2021, segundo a entidade, mas surpreende pela dimensão do impulso, até mesmo na fase mais aguda da pandemia, com a restrição do funcionamento de bares e restaurantes.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

Entrevista: Como a Ambev usa a tecnologia para definir estratégias do portfólio

Líder do segmento cervejeiro no Brasil, a Ambev e suas lideranças têm adotado o discurso de que a empresa agora possui novas concorrentes, muito por sua atuação a partir de plataformas de tecnologia. Afinal, inovações recentes apresentadas pela companhia passam por esse ambiente e tornaram a sua atuação mais digitalizada, através de aplicativos como Bees e Zé Delivery, se aproximando dos seus parceiros no varejo e dos consumidores.

Assim, passou a ser se ver, também, como uma empresa de tecnologia que comercializa produtos, como, por exemplo, a Amazon e a Alibaba. Para confirmar essa nova postura, as vendas através de ambas as soluções não se resumem a bebidas do seu portfólio, com a oferta de outras opções, algo que vem atraindo parceiros relevantes, como o GPA, que no fim de junho anunciou acordo com a Ambev para disponibilizar seus produtos no Bees, a plataforma de tecnologia B2B da cervejaria.

Esse foco da Ambev, que estima terminar 2022 com um time de 5 mil profissionais de tecnologia em sua equipe, foi tema de entrevista do Guia com Eduardo Horai, vice-presidente de tecnologia da empresa, em conversa realizada durante o Tech & Cheers (https://guiadacervejabr.com/ambev-tech-cheers-war-jogo-infinito-foco-aquisicoes-tecnologiajean-jereissati/), encontro promovido em São Paulo para reunir o ecossistema de tecnologia da empresa.

Na entrevista, Horai também comentou sobre as transformações que a Ambev passou, impulsionadas pela pandemia do coronavírus, se refletindo em soluções que atendessem seus parceiros e consumidores. E relatou que a tecnologia tem influência direta em decisões envolvendo o portfólio da companhia.

De acordo com o vice-presidente de tecnologia da Ambev, as informações captadas através de aplicativos permitem, por exemplo, testes menos custosos, mais rápidos e assertivos, acelerando a definição de estratégias.

“O e-commerce nos ajuda a testar em escala menor. Posso pegar um lançamento e disponibilizar em uma região dentro do e-commerce. Com isso, você vê o que traz mais aderência, mais consumidor. E aí toma decisões”, diz.

Confira os principais trechos da conversa do Guia com Eduardo Horai, vice-presidente de tecnologia da Ambev:

Como a pandemia impactou a área de tecnologia da Ambev? Quais foram as principais oportunidades e desafios?

A pandemia nos acelerou muito. Estávamos começando a falar do Bees, enquanto o Zé Delivery

já tinha certa relevância. Quando veio a pandemia, tomamos a decisão de colocar todos os vendedores remotos. Quem ia ao ponto de venda tirar o pedido, passou a fazer de maneira remota. Depois, aceleramos a digitalização com o vendedor ensinando o PDV a instalar o app do Bees e a fazer o pedido. Sem a pandemia, esse processo teria demorado mais. Mas foi possível atender o PDV, que estava aberto, sem o vendedor ir lá. O segundo ponto envolve o Zé Delivery. Com o boom da pandemia, aliado com as lives, o Zé ajudou muito as pessoas a continuarem celebrando de alguma forma em casa. Ganhamos muito com a aceleração do e-commerce. Falando do mais difícil, foi a gestão interna dos times. Saltamos de pouco mais de mil pessoas (no time de tecnologia) para hoje ter 4,5 mil. E, no remoto, acaba não tendo a mesma proximidade. Até houve alguma perda de produtividade inicial, mas depois se recuperou. É mais difícil de se operar remotamente, especialmente quando se tem muita gente nova.

A expansão do Zé Delivery foi, em grande parte, provocada pela pandemia. Como a Ambev trabalha para mantê-la agora, quando não existem mais restrições?

Estamos em uma fase que chamamos em omnichalidade. Queremos que o Zé continue fazendo parte da vida das pessoas. E estamos preparando uma série de questões, como programas de fidelidade, conexão entre online e offline para que o Zé (https://www.ze.delivery/) vá além do delivery. Estamos testando modelos, o app vai evoluir muito nos próximos meses.

Ao mesmo tempo em que a Ambev usa o Bees com os seus parceiros, ela continua tendo uma equipe comercial. Como se dá essa sinergia no momento de definição das estratégias?

É a parte boa de ter uma empresa que sabe fazer isso há muito tempo. Tem coisas que o algoritmo não prevê, mas a parte comercial conhece e consegue prever, como a demanda por um grande jogo. Então, as ferramentas digitais nos ajudam, alertam para ver se os pontos estão preparados. Conseguimos ser mais efetivos por ter as ferramentas digitais envolvendo parceiros e consumidores. Acaba sendo uma mistura de algoritmos com o conhecimento comercial. Como a Copa do Mundo se insere nas estratégias da Ambev para seus aplicativos de tecnologia?

Estamos nos preparando, em questões de infraestrutura, de capacidade, tecnologia, preparando os pontos de venda. A Copa do Mundo será em um momento bem bacana, no meio do verão, terminando o ano. Será um momento de celebração e estaremos bem preparados, embora não possa dar maiores detalhes, até por ser ainda um período de preparação. Essa é a primeira Copa do Mundo com ferramentas digitais bem estabelecidas. Com elas, temos mais visibilidade sobre onde mais produtos estão sendo consumidos com uma granularidade muito menor. Quando você conecta isso, é possível que as ferramentas dialoguem, percebendo a necessidade de preparar estoque com antecedência em determinados pontos, por exemplo.

Por essa força da Ambev no e-commerce, já é conhecido o discurso do CEO Jean Jereissati de que as concorrentes da companhia agora são empresas de tecnologia, como a Amazon, por exemplo, porém com o diferencial de que vocês vendem cerveja.

Como é isso para você?

É algo legal. Não somos só cerveja, mas também temos marcas muito inspiradoras, que estão há muito tempo conectadas com o brasileiro. Não somos só um e-commerce, temos que estar atentos às marcas, onde elas estão se posicionando como o consumidor está vendo cada uma, atrelando isso ao Zé Delivery. Tem discussões que nunca vi antes. Uma Amazon, um Mercado Livre vende qualquer coisa. O e-commerce nos ajuda a testar em escala menor. Posso pegar um lançamento e disponibilizar em uma região dentro do e-commerce. Com isso, você vê o que traz mais aderência, mais consumidor. E aí toma decisões. Isso, por exemplo, aconteceu com Modelo e Sptaten.

Então, essa possibilidade de testar produtos é a grande vantagem de contar com esses e – commerces?

É uma inovação que custa mais barato, pois você faz pequenos pilotos e pelo digital. É algo que nunca foi feito pelas empresas antes. Grandes e-commerces, como a Amazon, nasceram digitais e foram criando armazéns e hoje passaram a abrir lojas. Nós nascemos no físico e começamos a disputar espaço no digital. Em algum momento, há uma concorrência. E eles ajudam em todos os tipos de inovação, não só no líquido. É possível também ajudar em serviços.

Também no e-commerce, em sua visão, o que faz gigantes como o GPA se associarem com a Ambev para terem seus produtos disponibilizados no Bees?

Temos 1 milhão de clientes que acessam e gastam 27 minutos por semana no app. Tem pequenos varejistas com 70% do faturamento em cerveja que podem também comprar todos os produtos deles ali. Algo importante foi ter colocado o app no Brasil todo. Com um botão, mando uma mensagem para todos os clientes avisando de uma promoção de um parceiro. É uma força digital que faz, também, indústrias se associarem a nós.

Essa vantagem, de contar com uma grande carteira, já vem do período pré-Bees?

A gente fazia isso com as pessoas. Mas o vendedor tem um limite dos produtos que pode vender. No aplicativo, você pode ter 2 mil produtos. Consigo colocar um portfólio infinito à disposição do PDV, com uma escala que só o Bees pode ter. Também há um número limitado de bares que um vendedor pode atender, algo que não existe no app. Não à toa, estamos com um milhão de clientes, pela facilidade de se cadastrar. A tecnologia está destravando muita coisa.

Fonte: https://guiadacervejabr.com/

Ambev reformula cultura agressiva e abraça aprendizados trazidos por erros

Illana Kern, diretora de gente da Ambev: cultura de metas agressivas deu espaço para oficinas de vulnerabilidade e “fuckup sessions” /  Celso Doni/VOCÊ RH Leia mais em: https://vocerh.abril.com.br/lideranca/ambev-reformula-cultura-agressiva-e-abraca-aprendizados-trazidos-por-erros/

Uma das maiores dificuldades em incentivar a vulnerabilidade é que tendemos a nos resguardar ainda mais quando sentimos que temos algo a perder. No caso da liderança, isso pode significar o medo de arranhar a reputação ou de perder a autoridade, por exemplo. Para as equipes, o receio é o de sofrer retaliações caso assumam algum erro ou serem consideradas menos competentes ao demonstrar emoções.

Muitas vezes, para mudar essa mentalidade é preciso um trabalho de desaprendizagem. Isso foi o que a Ambev, fabricante de bebidas, percebeu. Por muitos anos, a empresa foi famosa por ter uma liderança de perfil arrojado e com foco mais agressivo nas metas. Mas, em 2020, a companhia reavaliou esse posicionamento para se renovar. “Nossa cultura forte foi muito importante para construir a expansão”, afirma Illana Kern, diretora de gente da Ambev. “Mas, para continuar crescendo e inovando, a gente precisava de perfis mais diversos, e eles só seriam atraídos se a cultura se transformasse.”

Com a ajuda de uma consultoria, a Ambev ouviu líderes e liderados para entender o que eles estavam sentindo. O resultado foi que era preciso estimular valores como colaboração, escuta ativa e mais diversidade e inclusão. Além disso, como a busca era por inovação, a cultura do erro precisava ser incentivada. A resposta para isso, eles perceberam, estava em criar um ambiente de autenticidade e de segurança psicológica. “Para gerar segurança, você precisa demonstrar vulnerabilidade”, diz Illana. “Isso é fundamental para as pessoas confiarem umas nas outras e acreditarem que podem errar, tentar de novo e criar algo melhor.”

Tanto que uma das primeiras iniciativas, já em 2020, foi oferecer oficinas de vulnerabilidade para as lideranças. Nas dinâmicas, perguntava-se quem já havia sofrido com a perda de um parente, por exemplo, ou já havia sofrido de depressão. “As pessoas se mostram extremamente vulneráveis e começam a se olhar no olho”, diz Illana. “Muitas vezes, quem está ao seu lado no trabalho carrega problemas que você nem faz ideia.” Ter essa percepção muda a forma como as pessoas se relacionam no dia a dia — ajudando a perceber que às vezes é melhor oferecer mais apoio em vez de mais cobrança.

Para reforçar que os erros fazem parte, os líderes foram convidados a participar das chamadas Fuckup Sessions. Elas aconteceram em meio a um festival online dentro das trilhas de aprendizado da Ambev On, uma plataforma de aprendizagem contínua multiformato. Nelas, eles revelavam os erros ao longo da carreira e o que aquilo havia ensinado para eles. “Contar isso é importante para as pessoas verem que tivemos produtos que não deram certo, mas que nos fortalecemos com os aprendizados.”

Com mais de 30 mil funcionários em diversas regiões do Brasil, o desafio é garantir que a transformação atinja a todos. Até o momento, foram mil pessoas treinadas em segurança psicológica, vulnerabilidade e vieses. “Não é algo que dá para mudar do dia para a noite”, diz Illana. Mas os resultados já começam a aparecer. Antes, quando a empresa tentava trazer do mercado pessoas com perfis diferentes em um nível hierárquico maior, para fomentar a diversidade, havia resistência por parte de alguns profissionais. “Eles tinham medo da reputação de um lugar agressivo”, diz. Agora, a receptividade é maior. “Eles têm muito mais abertura e querem vir conhecer.”

Fonte: https://vocerh.abril.com.br

Heineken apresenta palco abastecido por miniusina solar no Popload

A Heineken, patrocinadora oficial do Popload Festival, estará presente na edição 2022 do evento com um palco abastecido por miniusina solar. O festival acontece nesta quarta-feira (12) em São Paulo.

Usando a música como fio condutor dentro da plataforma de entretenimento e sustentabilidade Green Your City, a marca apresenta o Espaço Heineken, palco que vai amplificar a voz de artistas como Brisa Flow, Badsista e Rincon Sapiência, em uma estrutura ambientada com plantas nativas da Mata Atlântica.

A instalação, desenvolvida em conjunto com a Atenas, dá continuidade à jornada de festivais mais verdes estimulada pela marca, que tem participado de eventos como MITA, Queremos!, MECAInhotim e Rock in Rio Brasil.

A estrutura, desenvolvida em parceria com a M.O.E., consiste em 28 placas fotovoltaicas que ocupam o espaço de 130 m² e ficarão próximas à entrada do evento. A usina vai captar energia e conectar nos geradores, para compensar parte do abastecimento das ativações da marca.

Seguindo a linha sustentável e verde promovida pela marca, os copos dos chopes Heineken comercializados no POPLOAD serão reciclados e reintroduzidos na cadeia do plástico.

Fonte: https://propmark.com.br

ICE, a refrescante cerveja canadense

A cerveja é uma das bebidas mais consumidas e democráticas do mundo. São inúmeros os tipos, subtipos e denominações, que agradam os mais diversos paladares. A partir de pequenas mudanças no processo de fabricação foi possível produzir uma variedade muito grande de cervejas, algumas delas inclusive, pouco conhecidas pelos apreciadores como a ICE.

A bebida que surgiu em 1993, no Canadá é fabricada por meio do “ice process”. “Depois de fermentada, sofre um resfriamento a temperaturas abaixo de zero, quando a água se transforma em finos cristais de gelo. No estágio seguinte, esses cristais são retirados e o que permanece é uma cerveja mais forte e refrescante”, explica o superintendente do Sindicato Nacional da indústria da Cerveja – SINDICERV, Luiz Nicolaewsky.

Conheça essa e outras variedades de cerveja no site do SINDICERV

Oktoberfest impulsiona a indústria da cerveja

Após quase três anos das restrições impostas pela pandemia da Covid-19, a Oktoberfest, festividade alemã, oriunda da região de Munique e com mais de dois séculos de história e  caiu no gosto dos brasileiros, está de volta. Para celebrar a tradição germânica com muita música, dança e gastronomia, não pode faltar a cerveja.

Afinal, assim como na Alemanha, a cerveja é paixão nacional e por isso inspira cada vez mais eventos temáticos em diversas cidades do País.  O Brasil é o terceiro maior produtor no mundo, atrás apenas da China e Estados Unidos. Em 2021 foram produzidos 14,3 bilhões de litros.

“A indústria da cerveja está confiante para os próximos meses, com o retorno de festivais como a Oktoberfest e a Copa do Mundo, que reúne algumas das paixões dos brasileiros com a música, a cerveja e o futebol”, afirma o superintendente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja – SINDICERV, Luiz Nicolaewsky.

Para este ano, as projeções apontam para um incremento de aproximadamente 8% em relação ao mesmo período do ano anterior atingindo um volume de vendas em mais de 15,4 bilhões de litros, segundo projeções da empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International, encomendada pelo Sindicerv.

De acordo com Nicolaewsky , a indústria da cerveja é um dos setores mais importantes para garantir a retomada da economia brasileira. “Em especial no período pós-pandemia, em que o país se depara com uma série de desafios, o setor cervejeiro tem a capacidade de potencializar a geração de emprego e renda”, aponta o superintendente.

Atualmente a indústria da cerveja movimenta uma das mais extensas cadeias produtivas responsável por 2,02% do PIB, geração de mais de 2 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos e gera uma massa salarial de R$ 27 bilhões sendo um multiplicador de empregos. Segundo estudo realizado em 2019 pela Fundação Getúlio Vargas para o SINDICERV, a cada emprego em uma cervejaria, outros 34 novos postos de trabalho são criados na cadeia produtiva.

Sobre o Sindicerv  

O Sindicato Nacional da Industria da Cerveja é a entidade que representa as empresas responsáveis por cerca de 80% da produção de cerveja no Brasil. Atua continuamente para o debate de regulamentos, leis, normas, políticas públicas e práticas que contribuam com o desenvolvimento da indústria e suas respectivas cadeias produtivas. 

Consumo de cerveja cresce em agosto e melhora perspectiva para Ambev no segundo semestre

Não tem água no chope: o consumo de cerveja continua crescendo. Com injeções de dinheiro na economia em meio ao período eleitoral e Copa do Mundo se aproximando, a indicação é de um segundo semestre bem mais otimista para as fabricantes, como Ambev (ABEV3) e Heineken, que juntas respondem por cerca de 80% do mercado. Para a dona de Brahma, Skol e Antarctica, os indicadores podem significar novo crescimento de volume e, finalmente, iniciar movimento de recuperação de margem, segundo analistas.

Crescimento na produção de bebida alcoólica supera 2021

Os dados de produção de bebidas alcoólicas no Brasil em agosto indicam crescimento de 1,7% na comparação anual. Em julho, o avanço ante o mesmo mês de 2021 tinha sido de 5,3%.

A produção de bebidas alcoólicas ajuda a entender a direção do consumo de cerveja porque a bebida responde por cerca de 90% do que a indústria nacional produz. A produção também foi 7,2% maior do que a de agosto de 2019.

No copo, na Copa do Mundo

Segundo os analistas do Credit Suisse, o avanço de 1,7% de agosto aumenta a possibilidade de um terceiro trimestre positivo e um segundo semestre ainda mais forte com estímulos governamentais no período eleitoral e Copa do Mundo – que, nesta edição, acontece em novembro. Só a Copa do Mundo, historicamente costuma impulsionar o volume de venda de cerveja em 2,4 pontos percentuais. A expectativa da equipe do banco é de que no terceiro trimestre a produção seja 3,4% superior a do mesmo período do ano passado.

O menor ímpeto no crescimento em agosto pode ser explicado, segundo os analistas, pelos aumentos de preço e a temperatura mais baixa. Mas ainda enxergam um ambiente de preços mais favorável, na tentativa das companhias de compensar os custos mais elevados. Para eles, a projeção é de que a maior fabricante, Ambev, tenha um crescimento de 10% em preço e mix de produtos no ano, dado o aumento da participação do canal on trade (bares e restaurantes) e da contínua demanda por rótulos mais premium. Já a Heineken, a segunda maior em produção no país, deve ter um crescimento acima de 20% em preço e mix de portfólio. O Credit Suisse tem recomendação de compra para as ações da Ambev com preço-alvo de R$ 18.

Já a equipe do Itaú BBA diz que forte capilaridade de distribuição da Ambev deve beneficiar a empresa no curto prazo com a perspectiva da Copa do Mundo e com a chegada do verão, em dezembro, mesmo com as restrições impostas pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) nos contratos de exclusividade. “A empresa parece ter ganhado muito terreno às custas de Petrópolis recentemente, e parece que mais está por vir – nossa impressão é que a empresa teve um bom desempenho na frente de gestão de receita, apoiando seu impulso de receita tanto no terceiro trimestre quanto no quarto.”

No curto prazo, porém, veem sinal amarelo conforme a Heineken parece ter avançado em mais velocidade no segundo trimestre. A holandesa cresceu cerca de 10% em volume de abril a junho enquanto a Ambev cresceu 8,5%.

O banco resolveu manter a recomendação neutra, também com preço-alvo de R$ 18 já projetado para 2023. Eles acreditem que a empresa finalmente se aproxima da melhora de margem em seu negócio de cerveja no Brasil  (no primeiro semestre, a margem bruta da divisão ficou em 46,8%, ainda 2,8 pontos percentuais abaixo do mesmo perído de 2021), o que deve impulsionar a ação. Mas acreditam que o papel não está uma “pechincha”, já que negocia a um múltiplo de 19x preço/ lucro estimado para 2023. “Precisamos ter uma noção mais firme da tendência de expansão de margem da empresa antes de podermos nos tornar mais assertivos nesta tese de investimento”, escrevem.

Aumento de margem bruta da Ambev

O potencial de aumento da margem bruta da Ambev, é algo bastante esperado pelo mercado, que ainda tem certa dificuldade em entender qual a perspectiva de retorno dos investimentos em tecnologia que a empresa tem feito nos últimos anos. Fontes ouvidas pela Exame Invest avaliam positivamente os avanços nas frentes digitais, como as plataformas Zé Delivery e BEES, mas esperam melhora operacional para que a rentabilidade da empresa fique mais atrativa para investimento.

Em seu relatório desta quarta-feira, 5, os analistas do Itaú BBA esperam que o aumento de preço total ao longo desse segundo semestre de 2022 sustente um aumento de receita em termos reais de 3% em 2023. Também acreditam que o custo por hectolitro (100 litros), com base na cesta de commodities da Ambev, tenha um avanço de 7% na base anual, que é um crescimento bem abaixo do que se vinha registrando nos últimos anos (em 2022, a projeção da empresa gira entre 16% e 19%). O banco também vê os preços mais baixos do petróleo aliviando as despesas gerais, de vendas e administrativas, o que deve diluir em 1,4 ponto percentual seu impacto na receita líquida em 2023.

Diante dessas projeções, o Itaú BBA revisou suas estimativas para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização  (Ebitda, na sigla em inglês) da divisão de Cerveja Brasil para 2023 e 2024 em 15% e 10%, respectivamente. No primeiro semestre deste ano, o Ebitda da divisão ficou em R$ 4,94 bilhões, 11% a mais organicamente do no mesmo período de 2021.

Até o início da tarde desta quarta-feira, 5, a ação da Ambev (ABEV3) era negociada a R$ 15,99, um recuo de 1,54%, mas acumulava alta de 4,31% no ano.

Fonte: https://exame.com/