MALTE: um dos 4 principais ingredientes da cerveja

O que é o malte?

O malte,  um dos 4 principais ingredientes da cerveja, é o produto da transformação controlada dos grãos de cereais e parte fundamental no resultado final da bebida. 

Muito diverso e complexo, é o malte quem aporta os açúcares que vão fermentar e serem transformados em álcool e subprodutos pelas leveduras. Mais, é ele o responsável pela cor, corpo e alguns dos sabores da cerveja. 

Para fazer o malte, faz-se a malteação, um processo complexo, mas que pode ser simplificado em três etapas: maceração, germinação e secagem. Três, também, são os fatores muito importantes a serem controlados durante todas essas etapas: tempo, temperatura e umidade.

Maceração: limpeza e hidratação dos grãos para chegar em um teor de umidade específico e iniciar sua germinação.

Germinação: o grão de cereal agora está hidratado e as enzimas hidrolíticas ativas! O processo é controlado para garantir que essa germinação ocorra apenas o suficiente para liberar as enzimas, sem que o grão se torne uma planta completa.

Secagem: esta etapa vai tirar a umidade do grão, parar o crescimento da planta e desenvolver as características que irão brilhar na hora de fazer a cerveja. Aqui é quando as diferentes cores e sabores acontecem, permitindo a categorização em diferentes tipos de maltes.

Quais cereais dá para maltear?

Diversos cereais podem ser malteados para a produção de cerveja, cada um contribuindo com características únicas para o sabor, aroma e cor da bebida. O principal cereal é a cevada, que tem uma lista  grande de qualidades perante os outros grãos e atualmente é o mais utilizado no mundo inteiro. Outros cereais são:

  • TRIGO
  • CENTEIO
  • SORGO
  • AVEIA
  • ARROZ
  • FÔNIO
  • MILHO

História da malteação

A malteação é um processo milenar! Os seres humanos já alteram grãos há milhares de anos, mesmo que não entendessem o impacto disso. 

A coleta de cereais, algo que fazemos há cerca de 23.000 anos, começou como uma forma ancestral de nos alimentar. Cada lugar no mundo tem seu cereal nativo, um tipo de grão que se adaptou bem naquele território, suas variações e cultivos e, por isso, diferentes tipos de malteações e fermentações aconteceram no mundo todo. 

No início da Era Moderna que o malte começa a ganhar destaque com mais ciência e pesquisa. 

Um trecho do livro The London and Country Brewer (1736) descreve o processo de fabricação do malte, que vai da imersão da cevada em água à germinação e secagem. O autor anônimo destaca a importância de controlar o tempo de imersão e a viragem do malte para garantir a qualidade da cerveja. Os processos ainda são muito parecidos até hoje, mas a tecnologia para melhor qualidade e volume é que mudou.

Inglaterra, Alemanha e as Américas se tornaram grandes centros de produção de malte e com a Revolução Industrial, já no século XIX, a indústria do malte também se transformou e inovou, produzindo uma nova onda de sabores e estilos cervejeiros pelo mundo.

Ao longo do tempo, os cereais foram modificados de diferentes formas para se fazer cerveja e, com isto, muitos processos foram desenvolvidos e  muita tecnologia foi criada pensando na evolução das etapas. Hoje, o melhor malte está na cerveja que você bebe, do século XXI.

Categorias de maltes

Já sabemos que o malte é a alma da cerveja e que tem a responsabilidade de fornecer os açúcares fermentáveis para a bebida. Aqui, vamos descobrir que podemos classificar os maltes, visando um entendimento de diferentes aplicações, para diferentes processos e resultados.

Os maltes especiais, como podem ser chamados, em geral são usados como um tempero extra para construir diferentes estilos, trazer complexidade e camadas extras de sabores.

É na secagem e na torrefação que teremos os diferentes maltes, cada um alcançando uma temperatura e tempo que vai trazer uma torra diferente. Assim como o café, cacau e castanhas, os maltes são torrados sendo aquecidos em tambores circulares, com os malteiros acompanhando todo o processo

  • MALTES TRADICIONAIS 
  • MALTES DE SECAGEM INTENSA
  • MALTES CARAMELIZADOS
  • MALTES TORRADOS
  • MALTES DE PROCESSOS ESPECIAIS
  • MALTES DE OUTROS CEREAIS
  • MALTE DE DESTILAÇÃO

Saiba mais: Fontes

ÁGUA: sua importância para a produção cervejeira

O caminho para produzir uma cerveja de qualidade passa por mais do que apenas boas escolhas de maltes e lúpulos: a compreensão sobre a água é um diferencial decisivo. A água, compondo mais de 90% da cerveja, vai muito além de um ingrediente neutro – ela é, na verdade, uma importante base na definição do perfil sensorial de cada estilo.

A composição da água influencia diretamente no equilíbrio de sabores e aromas, na textura, e até mesmo na aparência da cerveja.

A importância da água foi notada e vem sendo estudada há alguns séculos, e seu uso envolve aspectos técnicos e bons conhecimentos sobre química. A composição da água influencia diretamente no equilíbrio de sabores e aromas, na textura, e até mesmo na aparência da cerveja. Cada água utilizada deve ser avaliada e tratada de acordo com a receita específica a ser produzida – toda água tem seu próprio perfil.

Vale lembrar que nem toda água usada na fábrica vai para as panelas e tanques! Para se fazer cerveja, precisamos dela  também em outros setores, como na limpeza e enxágue, produção de vapor, resfriamento, envase, etc. Cada água vai ser diferente, de acordo com a necessidade. E é preciso adotar práticas sustentáveis  ao usar esse recurso, cada vez mais escasso, aproveitando-o da melhor forma possível, além de lembrar que a água, após ser utilizada, é um resíduo e precisa ser tratado adequadamente.

As dimensões da água na cerveja

Em linhas gerais, a água interfere em três aspectos principais: o pH da mosturação, que impacta no rendimento e na percepção dos sabores; o perfil de mineralidade, em particular a relação entre sulfato e cloreto, que afeta o sabor geral da bebida; e a presença de possíveis contaminantes, como o cloro ou matérias orgânicas, que podem causar off-flavors na cerveja final. O controle dessas variáveis permite criar uma experiência gustativa equilibrada e personalizada para cada estilo.

A composição da água para a produção de cerveja pode ser determinada pela sua fonte, mas não necessariamente apenas – tratamento e distribuição são outros fatores. Águas de fontes superficiais tendem a conter menos minerais, mas podem ter maior quantidade de matéria orgânica e contaminantes, enquanto a água subterrânea, mais mineralizada, pode exigir ajustes específicos. A análise química e o tratamento da água em função de seu perfil original são etapas fundamentais, uma prática adotada por gerações de cervejeiros, para alcançar as qualidades ideais da bebida.

O cervejeiro John Palmer é experiente no uso das águas e diz que cada estilo de cerveja responde a um balanço específico de minerais. O cálcio, por exemplo, é um elemento central que contribui para a estabilidade e a clarificação da cerveja, além de ajudar na formação de uma espuma firme e duradoura. Já o magnésio é essencial para a saúde das leveduras, mas deve ser usado com moderação para evitar sabores metálicos.

Além disso, a relação entre sulfato e cloreto na água molda o caráter sensorial da cerveja. Um teor mais elevado de sulfato, comum em estilos como as IPAs, enfatiza o amargor e cria um final mais seco. Por outro lado, um aumento no cloreto acentua o dulçor e o corpo, sendo especialmente desejável em cervejas maltadas, como Brown Ales e Stouts.

A alcalinidade também é um ponto chave, especialmente em estilos claros que exigem pH mais baixo durante a mosturação. Se a água tem alta alcalinidade, a adição de ácidos pode ser necessária para evitar que o sabor se torne áspero. Este ajuste é crucial para manter a qualidade e o equilíbrio do produto final, considerando que a alcalinidade ideal para a maioria dos estilos está abaixo de 100 ppm.

Inspiração dos clássicos: Água e estilos icônicos

Muitos estilos tradicionais de cerveja nasceram das condições naturais da água em regiões específicas. Em Pilsen, na República Tcheca, a água é notoriamente branda e pobre em minerais, o que favorece o frescor e a leveza das Pilsners. Em contraste, a água de Burton-upon-Trent, na Inglaterra, é rica em sulfato de cálcio, um fator que impulsionou o perfil amargo e seco das IPAs. 

Esses exemplos mostram como os cervejeiros usavam as características da água para criar sabores únicos, que ainda inspiram adaptações modernas. Mas mesmo essas regiões famosas ajustavam suas águas, modificando-as de acordo com o resultado final pretendido.

Hoje, graças aos avanços científicos e tecnológicos, é possível replicar ou até melhorar esses perfis de água, ajustando cuidadosamente os níveis de minerais para alcançar a precisão dos estilos históricos ou criar novas interpretações.

Uma cerveja memorável nasce de um conhecimento cuidadoso da água, uma parte fundamental na alquimia que transforma ingredientes básicos em um deleite sensorial”. John Palmer

Sustentabilidade da água na indústria cervejeira

A sustentabilidade da água no processo de produção de cerveja é um tema crucial para a indústria, especialmente em um cenário global cada vez mais preocupado com os impactos ambientais. A água, sendo um dos principais ingredientes da cerveja, é também um dos recursos mais consumidos nas cervejarias, sendo essencial pensar em estratégias de uso responsável e em soluções inovadoras, que possam garantir a continuidade da produção sem comprometer o meio ambiente. A indústria tem pensado em soluções e agido com tecnologia e pesquisa. Cervejarias de todos os tamanhos têm opções de como podem contribuir para reduzir, reutilizar e reciclar água. Cada vez mais, a consciência ambiental não é apenas um olhar no futuro, mas uma lente necessária no presente para garantir a sustentabilidade a longo prazo.

Alguns pontos importantes, que já sabemos que ajuda na redução do uso da água:

  1. Relação de consumo sendo revisada e novos protocolos criados;
  2. Tecnologias de reciclagem e reuso de água;
  3. Tratamento de águas residuais;
  4. Inovação no uso de água e sustentabilidade com novas tecnologias.

O alquimista cervejeiro e a água

Produzir uma cerveja excepcional envolve dominar a arte de ajustar a água, integrando conhecimento técnico a uma sensibilidade criativa. O(a) cervejeiro(a), ao estudar as necessidades de cada estilo de cerveja, deve aprender a manipular a água para destacar sabores e texturas, usando os minerais como “temperos” que não só complementam, mas conduzem a bebida a um nível superior. Afinal, cada gole é uma celebração da alquimia entre ingredientes, em que a água deixa de ser um mero suporte e se torna uma verdadeira protagonista.

Saiba mais: Fontes

CNA anuncia vencedores do Prêmio Brasil Artesanal 2024

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciou, na noite de terça-feira (12/11), as melhores cervejas artesanais que concorreram ao Prêmio CNA Brasil Artesanal 2024. O concurso premiou cinco cervejas nas categorias Ale (alta fermentação) e outras cinco na Lager (baixa fermentação).

O concurso é realizado em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Sebrae, Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) e Papo de Sommeliere.

O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, esteve presente ao evento e destacou a importância do agro para a indústria da cerveja. “A cerveja é o agro na garrafa – vamos do campo ao copo – desde a produção da cevada e do lúpulo até chegar na mesa do brasileiro. Esta é uma bebida que gera muito emprego e imposto. Ficamos muito felizes de ter feito parte do concurso e agradecemos muito a CNA por ter feito este trabalho”, destacou Maciel.

COMO FOI O PRÊMIO CNA BRASIL CERVEJA ARTESANAL

O edital do prêmio prevê duas categorias: Ale (alta fermentação) e Lager (baixa fermentação). Cada produtor de cerveja pôde inscrever dois rótulos, um em cada categoria, para participar da premiação.

De acordo com o regulamento, o concurso é voltado para o produtor com produção anual total de, no máximo, cinco milhões de litros, que tenha preenchido e assinado o Termo de Autodeclaração de volume de produção anual de cerveja.

As dez amostras selecionadas, cinco em cada categoria, vão receber certificados e prêmios. Os três primeiros vão ganhar também o Selo de Participação Ouro, Prata e Bronze.

A premiação é uma iniciativa do Programa Nacional de Alimentos Artesanais e Tradicionais da CNA. O objetivo é valorizar os pequenos e médios produtores rurais, com foco na profissionalização da atividade e na agregação de valor dos alimentos que produzem.

VENCEDORES NA CATEGORIA CERVEJA ALE

– José Macedo – Aratinga Fruit Beer – Ribeira do Pombal – BA
– Ricardo Lima – Aurora Goiaba Sour – Guarapuava – PR
– Silmara Andreatti – Weiss – Igrejinha – RS
– Paulo Dapper – Barley Wine – Novo Hamburgo – RS
– Tácio Montes – Seja Minha Luz – Brasília – DF

VENCEDORES NA CATEGORIA CERVEJA LAGER

– Alexandre Xerxenevsky – Galo Velho Cold IPA – São Paulo – SP
– José Marcos – Vemaguet 67 – Campos do Jordão – SP
– Silmara Ritter – Export – Igrejinha – RS
– Raphael Vieira – Chope Puro Malte Pilsen – Ubá – MG
– Patrícia Mercês – Colombina Cold Brew Lager – Aparecida de Goiânia -GO

Conheça os finalistas do prêmio CNA Brasil de cerveja artesanal

Foto: Divulgação CNA

Os vencedores do Prêmio CNA Brasil Artesanal de cerveja 2024 serão conhecidos em uma cerimônia na terça (12), na sede da entidade, em Brasília. O Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) é um dos parceiros da CNA nesta importante ação de incentivo ao setor.

“O prêmio representa uma chance única ao produtor brasileiro, permitindo que sua cerveja atinja um público mais amplo”, avalia o presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel.

Os dez finalistas foram escolhidos após a etapa de júri técnico, que avaliou mais de 150 amostras. Eles também passaram por uma classificação no júri popular e na análise da história dos seus produtos.

O concurso vai premiar cinco cervejas nas categorias Ale (alta fermentação) e outras cinco na Lager (baixa fermentação).

Os dez classificados são do Distrito Federal, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os vencedores receberão prêmios em dinheiro, certificados e selos.

Também são parceiros o Sebrae, Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), e Papo de Sommeliere.

Confira abaixo a lista dos dez finalistas apresentadas abaixo pela ordem alfabética dos nomes dos participantes.

Categoria Lager

  1. Alexandre Lewis Xerxenevsky (SP) – Cerveja Galo Velho Cold IPA
  2. José Marcos da Silva (SP) – Cerveja Vemaguet 67
  3. Mark Neumann (GO) – Cerveja Colombina Cold Brew Lager
  4. Raphael Vieira Ferreira Carneiro (MG) – Chope Puro Malte Pilsen
  5. Robert Krause Reichert (RS) – Cerveja Export Stier

Categoria ALE

  1. José Macedo dos Santos (BA) – Cerveja Aratinga Fruit Beer
  2. Paulo Rodrigo Dapper (RS) – Cerveja Barley Wine
  3. Ricardo de Almeida Lima (PR) – Cerveja Aurora Goiaba Sour
  4. Robert Krause Reichert (RS) – Cerveja Weiss Stier
  5. Tácio de Araújo Montes (DF) – Cerveja Seja Minha Luz

(Com informações da assessoria de comunicação da CNA)

Sindicerv participa do júri popular do Prêmio Brasil Artesanal de cerveja

Com a presença do Sindicerv, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil realizou, na última sexta (25), a etapa do júri popular do Prêmio CNA Brasil Artesanal de cerveja para escolher as melhores cervejas do concurso. A avaliação ocorreu no espaço gastronômico Mané Mercado, em Brasília (DF).

O público que passou pelo local pode experimentar amostras de dez cervejas, sendo cinco de alta fermentação (categoria Ale), e outras cinco de baixa fermentação (categoria Lager). Estes produtos foram selecionados após análise feita por especialistas do júri técnico no final de setembro, que avaliou as mais de 150 amostras inscritas.

“São eventos como esse que vêm brindar toda essa cadeia que vem produzindo e criando diferentes tipos de rótulos. A cerveja hoje representa 2% do PIB no país e gera 2,5 milhões de empregos diretos e indiretos”, destacou o gerente de Relações Governamentais do Sindicerv, Bruno Thomé (foto), que esteve presente à ação da CNA.

A degustação foi às cegas, ou seja, os apreciadores não viram as marcas que eles estavam experimentando e a avaliação sensorial foi feita em um tablet disponibilizado pela CNA, o que despertou ainda mais a curiosidade das pessoas. Quem passou pelo espaço gastronômico na sexta aprovou a iniciativa.

Próxima etapa do Prêmio Brasil Artesanal de cerveja

Após a votação popular, as cinco cervejas de cada categoria vão passar pela análise da história do produto. Os vencedores serão conhecidos em cerimônia que será realizada na sede da CNA, em Brasília, em novembro. Os primeiros colocados vão receber prêmios em dinheiro, certificados e selos.

A iniciativa faz parte do Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que oferece soluções e alternativas ao pequeno e médio produtor rural para auxiliar na sua profissionalização e na capacidade de agregar valor a esses tipos de alimentos.

O concurso é realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Sindicerv, Sebrae, Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) e Papo de Sommelière.

(Com informações da assessoria de Comunicação da CNA)

Prêmio CNA Brasil Artesanal de cerveja terá júri popular no dia 25/10

Foto: Divulgação CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil realiza, na sexta (25), a etapa do júri popular do Prêmio CNA Brasil Artesanal para escolher as melhores cervejas do concurso. A avaliação será realizada no espaço gastronômico Mané Mercado, em Brasília (DF), a partir das 18h.

O Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) é um dos parceiros da CNA no concurso, que tem como objetivo valorizar os pequenos e médios produtores do setor cervejeiro nacional, com foco na profissionalização da atividade e na agregação de valor ao produto. O foco desta fase do concurso será a avaliação das bebidas pelo público em geral.

Os visitantes do local vão poder experimentar dez amostras de cervejas, distribuídas em duas categorias (sendo cinco cada): Ale (alta fermentação) e Lager (baixa fermentação). Os produtos foram selecionados por um júri técnico que analisou mais de cem amostras de cervejas.

Os dez classificados são do Distrito Federal, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os produtos não serão identificados para a degustação e os consumidores farão a avaliação sensorial em um tablet disponibilizado pela CNA.

PRÓXIMA ETAPA

Após a votação popular, as cinco cervejas de cada categoria vão passar pela análise da história do produto. Os vencedores serão conhecidos em cerimônia que será realizada na sede da CNA, em Brasília, em novembro. Os primeiros colocados vão receber prêmios em dinheiro, certificados e selos.

A iniciativa faz parte do Programa de Alimentos Artesanais e Tradicionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que oferece soluções e alternativas ao pequeno e médio produtor rural para auxiliar na sua profissionalização e na capacidade de agregar valor a esses tipos de alimentos.

Além do Sindicerv, também são parceiros do concurso o Sebrae, a Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) e o Papo de Sommelière.

(Com informações da Assessoria de Comunicação CNA)

Prêmio CNA Brasil Artesanal Cerveja divulga finalistas do concurso

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil divulgou a relação dos dez finalistas do Prêmio CNA Brasil Artesanal Cerveja. Eles foram escolhidos após a etapa de júri técnico, que avaliou mais de 150 amostras, e serão avaliados no júri popular no dia 25 de outubro, em Brasília (DF). Os dez classificados são do Distrito Federal, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo.

O objetivo do concurso é valorizar os pequenos e médios produtores do setor cervejeiro nacional, com foco na profissionalização da atividade e na agregação de valor ao produto. O prêmio é realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Sebrae, Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) e Papo de Sommeliere.

Clique aqui e conheça os selecionados.

O concurso vai premiar cinco cervejas nas categorias Ale (alta fermentação) e outras cinco na Lager (baixa fermentação). Cada produtor pôde inscrever dois rótulos, um em cada categoria. A premiação é voltada para quem tem produção anual total de até cinco milhões de litros. Ao todo, mais de 150 produtos foram inscritos.

As dez cervejas selecionadas, cinco em cada categoria, seguem agora para a avaliação do público em geral no dia 25 de outubro, no espaço gastronômico Mané Mercado, em Brasília (DF). A degustação será realizada a partir da 18h . Os produtos não serão identificados para a degustação e os consumidores farão a avaliação sensorial em um tablet disponibilizado pela CNA.

(Com informações da CNA)

Leia também:

Prêmio CNA Brasil Artesanal é grande oportunidade para pequeno produtor

Em audiência no Senado, Sindicerv defende tributação diferenciada de bebidas alcoólicas

O presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Márcio Maciel, defendeu nesta quarta-feira (9/10), no Senado Federal, as principais bandeiras do setor na regulamentação da reforma tributária, como a progressividade do imposto seletivo de acordo com o teor alcoólico das bebidas.

Maciel foi um dos expositores na audiência pública promovida pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Durante sua fala, Maciel destacou também os desafios enfrentados pela indústria cervejeira, especialmente em relação à elevada carga de impostos incidentes sobre o produto – que chega a 56% para o consumidor final.

Segundo dados de pesquisa do Instituto Locomotiva exibida pelo presidente-executivo do Sindicerv, 7 em cada 10 brasileiros já consideram que a cerveja paga uma carga tributária elevada.

Ao explicar as bandeiras do setor na reforma, Márcio Maciel foi taxativo: “Produtos diferentes precisam ter tratamento diferenciado”, ressaltou, ao lembrar que essa prática segue as melhores práticas internacionais. A tributação progressiva de acordo com o teor alcoólico é recomendada por organismos internacionais como OMS, OCDE, FMI e Banco Mundial, ressaltou.

Também são propostas do setor cervejeiro um regulamentação que evite a bitributação durante o período de transição para o novo regime (2027-2032), com consequente aumento de carga, e um tratamento diferenciado para os pequenos produtores.

Em sua fala, destacou ainda a importância de uma política tributária mais equilibrada, que leve em conta a relevância econômica e social da indústria de bebidas no Brasil, responsável por gerar milhares de empregos diretos e indiretos.

Com mais de 150 inscrições, Prêmio CNA de Cerveja artesanal promove júri técnico

Concurso em prol de pequenos produtores tem apoio do Sindicerv

Realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com apoio do Sindicerv, o Prêmio CNA Brasil Artesanal de cerveja promove nesta quinta (2/10) e sexta (3/10) o processo de avaliação das amostras pelo júri técnico. Ao todo, mais de 150 inscrições foram confirmadas. O trabalho ocorrerá na sede da CNA, em Brasília.

Também são parceiros na iniciativa o Sebrae, a Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) e Papo de Sommelière. Para o presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, o prêmio representa uma grande oportunidade para os pequenos e médios produtores de cerveja darem mais visibilidade aos seus produtos.

“Esta é uma oportunidade de ouro”, pontuou recentemente durante live alusiva ao prêmio CNA, na qual também ressaltou o trabalho desenvolvido para inovar e levar mais sabores para o consumidor.

O concurso teve suas inscrições encerradas em 15 de setembro. Voltada para o produtor com produção anual total de, no máximo, cinco milhões de litros/ano, a premiação contempla cervejas nas categorias Ale (alta fermentação) e Lager (baixa fermentação).

Avaliação – O concurso prevê a realização de três etapas de avaliação. Na primeira, as amostras da cerveja serão analisadas por este júri técnico sem identificação do produto, e serão classificados os dez mais bem avaliados, sendo cinco de cada categoria. A segunda fase será feita por um júri popular no final do mês e a última terá a avaliação das histórias dos produtores. A cerimônia de divulgação dos vencedores do Prêmio CNA Brasil Artesanal de cerveja está prevista para novembro.

O júri técnico vai analisar todas as amostras enviadas pelos produtores inscritos no concurso de acordo com parâmetros internacionais. Esta etapa do concurso contará com a participação de dez especialistas do setor cervejeiro nacional.

DADOS EXPRESSIVOS

O Brasil produz mais de 15 bilhões de litros de cerveja por ano, segundo dados do Anuário de Cerveja 2024, referente a 2023, do Ministério da Agricultura e Pecuária. São 1.847 estabelecimentos cervejeiros registrados no Brasil, sendo a maior parte em São Paulo, seguido por Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná. O crescimento foi de 6,8% em relação ao observado em 2022. Ao todo, são mais de 45 mil produtores registrados e mais de 60 mil marcas.

(Do Sindicerv, com informações do Sistema CNA)

Prêmio CNA Brasil Artesanal é grande oportunidade para pequeno produtor

Em live realizada nesta terça-feira (10), o presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, destacou a oportunidade única proporcionada aos pequenos e médios produtores de cerveja pelo Prêmio CNA Brasil Artesanal. 

O objetivo da iniciativa é valorizá-los, com foco na profissionalização da atividade e na agregação de valor ao produto. O concurso vai premiar cervejas nas categorias Ale (alta fermentação) e Lager (baixa fermentação).

“Parabéns à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil por essa importante iniciativa. A CNA é uma potência, uma das maiores confederações do país, com grande capilaridade. O prêmio representa uma chance única ao produtor, permitindo que sua cerveja atinja um público mais amplo. É, portanto, uma oportunidade de ouro que precisa ser abraçada”, defendeu Márcio Maciel.

O prazo para inscrição está na reta final: vai até 15 de setembro. O prêmio é realizado pela CNA em parceria com o Sebrae, Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) e Papo de Sommeliere.

DADOS

O Brasil produz mais de 15 bilhões de litros de cerveja por ano, segundo dados do Anuário de Cerveja 2024, referente a 2023, do Ministério da Agricultura e Pecuária. São 1.847 estabelecimentos cervejeiros registrados no Brasil, sendo a maior parte em São Paulo, seguido por Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná. O crescimento foi de 6,8% em relação ao observado em 2022.

São mais de 45 mil produtores registrados e mais de 60 mil marcas. “Isso mostra como o brasileiro está criativo, especialmente o pequeno produtor artesanal, que está inovando e trazendo mais sabores para o brasileiro”, destaca Márcio Maciel.   

A live foi mediada por Eduarda Lee, assessora técnica da CNA. Além de Márcio Maciel, participaram também Juliana Behr, Diretora de Campeonato da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), e Bárbara Soares, Sommelière Consultora do Papo de Sommelière.

SOBRE O CONCURSO

 Cada produtor poderá inscrever dois rótulos, um em cada categoria (Ale e Lager). A premiação é voltada para quem tem produção anual total de até cinco milhões de litros. Os participantes devem preencher e assinar o Termo de Autodeclaração de volume de produção anual de cerveja, e atender à legislação brasileira.

O Prêmio CNA Brasil Artesanal Cerveja será realizado em três etapas de avaliação. Na primeira, as amostras da bebida serão analisadas por um júri técnico, sem identificação do produto, e serão classificados os dez com as maiores notas, cinco de cada categoria. A segunda fase será feita por um júri popular e a última terá a avaliação das histórias dos produtores.

Está previsto um bônus de 10% sobre a pontuação final para os produtores de cerveja que cultivem cevada, lúpulo ou outro ingrediente essencial utilizado na fabricação, ou que ainda realizem na propriedade turismo rural ligado à atividade cervejeira.

Os dez produtos selecionados, cinco em cada categoria, vão receber certificados e prêmios. Os três primeiros vão ganhar também o Selo de Participação Ouro, Prata e Bronze.

SERVIÇO

Acesse o regulamento e faça a sua inscrição!