Cervejaria Stannis

Fundada em 2013, a cervejaria está sediada em Jaraguá do Sul (SC).

A cervejaria catarinense vem conquistando seguidos prêmios em competições. Na última edição do World Beer Awards, realizada em agosto de 2024, por exemplo, conquistou 16 medalhas, alcançando o posto de cervejaria brasileira mais premiada.

Um dos rótulos – a “Goddess Calíope” – inclusive foi eleita a melhor do mundo na categoria Sour & Wild Beer Lambic.

Instagram: instagram.com/cervejastannis/
Site: https://www.stannis.com/

Com apoio do Sindicerv, CNA lança Prêmio Brasil Artesanal de Cerveja

Inscrições estão abertas até 15 de setembro; confira regulamento e critérios de avaliação

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil abriu as inscrições para o Prêmio CNA Brasil Artesanal 2024 – Cerveja. O Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) é uma das entidades parceiras do concurso realizado pela CNA.

Os interessados podem se inscrever no site do Sistema CNA/Senar de 2 de agosto, Dia Internacional da Cerveja, até 15 de setembro.  Sebrae, Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), e Papo de Sommeliere também apoiam a CNA no concurso.

“O Brasil possui mais de 60 mil marcas de cerveja registradas no Ministério da Agricultura, número que mostra a enorme diversidade de sabores e texturas que marcam a produção nacional. Saudamos e apoiamos a iniciativa da CNA de premiar produtos artesanais que se destacam neste vasto cardápio à disposição dos apreciadores de cerveja”, afirma o presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel.

O edital do prêmio prevê duas categorias: Ale (alta fermentação) e Lager (baixa fermentação). Cada produtor de cerveja poderá inscrever dois rótulos, um em cada categoria, para participar da premiação.

REGULAMENTO – Ao se inscrever, o produtor deverá enviar, no mínimo quatro unidades do produto, embalado e rotulado, totalizando no mínimo dois mil mililitros de cerveja. As amostras devem ser entregues de forma própria ou por empresa transportadora na sede do Sistema CNA/Senar, em Brasília (DF), entre os dias 16 e 27 de setembro.

De acordo com o regulamento, o concurso é voltado para o produtor com produção anual total de, no máximo, cinco milhões de litros, que tenha preenchido e assinado o Termo de Autodeclaração de volume de produção anual de cerveja.

Os produtores devem atender à legislação brasileira que estabelece a obrigatoriedade do registro, da padronização, classificação, inspeção da fiscalização da produção e do comércio da bebida.

AVALIAÇÃO – O concurso terá três etapas de avaliação. Na primeira, as amostras da cerveja serão analisadas sem identificação do produto por um júri técnico, que selecionará dez produtos, cinco de cada categoria.

A segunda fase de avaliação do concurso será feita por um júri popular. Nessa fase ocorrerá a degustação por consumidores finais, também sem identificação do produto. A última etapa será a avaliação das histórias dos produtores.

PONTUAÇÃO EXTRA

Para esta edição do concurso, está prevista um bônus de 10% sobre a pontuação final para os produtores de cerveja que cultivem lúpulo, cevada ou outro ingrediente essencial utilizado na fabricação de seus produtos, ou que ainda realizem turismo rural na sua propriedade ligado à atividade cervejeira.

Os dez produtos selecionados, cinco em cada categoria, vão receber certificados e prêmios. Os três primeiros vão ganhar também o Selo de Participação Ouro, Prata e Bronze.

A premiação é uma iniciativa do Programa Nacional de Alimentos Artesanais e Tradicionais da CNA. O objetivo é valorizar os pequenos e médios produtores, com foco na profissionalização da atividade e na agregação de valor dos alimentos que produzem.

O Prêmio CNA Brasil Artesanal é realizado desde 2019. Já foram realizados concursos para produtores de chocolates, queijos, salames, cachaças, charcutaria, azeites e vinhos, cafés especiais e mel.

(Com informações da CNA)

Cerveja é sinônimo de celebração e relaxamento para brasileiros, aponta pesquisa

Celebrado em mais de 50 países nesta sexta-feira (2), o Dia Internacional da Cerveja tem um significado especial no Brasil, onde a popular bebida tem forte presença nos momentos de celebração e de descontração. Essa sensação não é percebida apenas nas festas, bares, churrascos, jogos esportivos e nas mais diversas ocasiões sociais, mas também confirmada pelos números, como mostra pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva.

Foram ouvidos brasileiros das mais diversas regiões, faixas etárias, raças, classes sociais e escolaridade. O levantamento destaca o papel agregador da cerveja, presente à maioria das festas e comemorações dos brasileiros. Para 85% dos entrevistados, compartilhar uma cerveja com os amigos é parte da cultura da população. Dentre os que tem essa percepção, 93% consomem cerveja, aponta a pesquisa.

Para os brasileiros, o excesso de uso de redes sociais e a falta de situações de convívio social são um problema, e momentos de relaxamento com amigos são vistos como importantes. Para 93%, as pessoas passam tempo demais entretidas nessas mídias e dedicam pouco tempo para encontros reais. E para 95% dos entrevistados, é importante para a saúde mental ter momentos de relaxamento encontrando pessoas queridas.

Neste aspecto, a cerveja tem protagonismo e costuma fazer parte de muitas dessas situações de descontração dos brasileiros: 88% afirmam que esta é a bebida mais comum presente nessas ocasiões. Ainda segundo o estudo, 7 em cada 10 brasileiros gostariam de ter mais momentos em seu cotidiano para tomar uma cerveja com pessoas queridas e 77% consideram que sair para beber uma cerveja com amigos é melhor para a saúde mental do que ficar horas usando redes sociais.

“Os dados da pesquisa mostram como a cerveja é uma paixão nacional, com cada vez mais opções à disposição dos consumidores. No Brasil, passamos de degustadores de bebidas importadas para exportadores internacionalmente reconhecidos pela qualidade. Produzimos cada vez mais, melhor e com mais diversidade de sabores, texturas e até teores alcoólicos, mostrando que a inovação está no nosso DNA”, destaca o presidente-executivo no Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Márcio Maciel.

A pesquisa ouviu 2.050 pessoas com mais de 18 anos em todo o país, com margem de erro de 2,1 pontos percentuais. A amostra foi ponderada conforme parâmetros da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

NÚMEROS EXPRESSIVOS

No Brasil, a indústria cervejeira gera 2,5 milhões em empregos diretos e indiretos, movimentando uma cadeia produtiva que se estende desde o agronegócio até o consumo do produto pelas famílias. Os dados do setor são robustos: R$ 27 bilhões em salários, mais de R$ 50 bilhões em impostos por ano e 60,3 mil marcas registradas de cerveja no Ministério da Agricultura e Pecuária.

De acordo com a última edição do Anuário da Cerveja, existem 1.847 cervejarias registradas no Brasil, com presença em 771 municípios brasileiros. Noventa por cento do valor agregado produzido pelas cervejarias ficam na localidade em que elas se encontram, proporcionando mais do que lazer e celebração, mas também emprego e renda para a população local.

Confira a íntegra da entrevista exclusiva do presidente-executivo do Sindicerv à “Istoé Dinheiro”

A reforma tributária tem sido um dos temas mais discutidos no cenário econômico brasileiro. Com uma presença marcante em todos o país, o setor cervejeiro vem acompanhando de perto as discussões sobre o tema. O segmento enfrenta desafios diários com a complexidade do sistema tributário atual.

Em entrevista exclusiva a Allan Ravagnani publicada na edição desta semana da “Istoé Dinheiro”, o presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, explica em detalhes as principais preocupações e propostas para a reforma. Confira a íntegra: 

DINHEIRO — Quais são os pontos de maior preocupação do setor nas discussões da Reforma Tributária?

MÁRCIO MACIEL — Primeiro é importante ressaltar que nós defendemos a Reforma Tributária e a simplificação dos impostos. Para se ter uma ideia, nosso setor está presente em todos os municípios e nos 27 estados do País. Isso significa que eu tenho que lidar com 27 ICMS diferentes, nós vivemos isso no dia a dia, então qualquer mudança que traga racionalidade para o sistema, menos custo de compliance tributário, que é altamente ineficiente, nós apoiaremos. Temos uma associada, uma grande cervejaria, que em seu departamento de tributos tem três vezes mais gente empregada do que no departamento de inovação e marketing. Era para ser ao contrário. Mas respondendo a sua pergunta, o que a gente defende é uma simplificação e uma garantia de que não aumentem os impostos. Não estamos pedindo para diminuir, para colocar cerveja como item da cesta básica. Apenas que haja um desenho que permita e garanta que não haverá aumento de carga tributária.

DINHEIRO – E quais são as mudanças que o setor defende?

MÁRCIO MACIEL — São três as mudanças defendidas pelo setor cervejeiro: a primeira delas é a incidência do imposto seletivo conforme o conteúdo alcoólico da bebida, de maneira progressiva, permitindo a diferenciação entre bebidas de acordo com a nocividade de cada uma, em consonância com as melhores práticas internacionais. Ou seja, bebida com maior teor alcóolico paga maior imposto seletivo, que é um imposto feito para inibir o consumo de produtos que fazem mal à saúde. A segunda é a necessidade de um mecanismo para que não haja dupla cobrança durante o período de transição para o novo regime tributário. O IVA vai substituir o ICMS, mas ao longo de cinco anos (entre 2027 e 2032) o IVA e o ICMS vão coexistir, então o nosso medo é que haja uma cobrança dos dois (ICMS e IVA), a bitributação. E, por fim, a necessidade de um tratamento especial para pequenos produtores, que precisam estar fora do imposto seletivo para garantir o crescimento contínuo e sustentável de seus negócios.

DINHEIRO – Mas o atual imposto seletivo, o IPI,já faz essa diferenciação de cobrança por teor alcóolico, não faz?

MÁRCIO MACIEL — Sim, atualmente é assim. Essa é a lógica no Brasil, o IPI faz isso, tributa cerveja em 3,9%, vinho em 8%, vodca em 17%, e por aí vai. O IPI tributa o produto, mas o imposto do pecado vai tributar o álcool. Ele é um imposto regulatório para mudar comportamentos. Eles querem tributar para desencorajar, então é para tributar mais quem faz mais mal para a saúde. Isso tem seu lado ruim para o consumidor, que vai ter o produto mais caro. No entanto, estimula a inovação. Na cerveja, por exemplo, criaram a cerveja zero. Se eu pago mais mais funcionários trabalhando com para fazer produto com tributos do que nas áreas de inovação mais álcool, vou querer e marketing. Era para ser o contrário inovar cada vez mais para ter produtos com menos álcool.

DINHEIRO – E quem está contra essa medida de taxação progressiva?

MÁRCIO MACIEL — Os importadores de destilados estão contra a gente nesse pedido. Eles falam que “álcool é álcool” e pedem isonomia na cobrança. Mas a gente acredita que não pode haver isso, pois são produtos diferentes, não dá pra ter isonomia. O setor cervejeiro paga impostos, gera 2,5 milhões de empregos, enquanto entre os destilados não existe uma produção massiva no Brasil, e mesmo assim eles querem pagar uma alíquota igual de quem produz e faz produtos de menor teor alcoólico. Isso não funciona em nenhum lugar do mundo, indo inclusive contra as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

DINHEIRO – Quais são as melhores práticas internacionais?

MÁRCIO MACIEL — São justamente as que Brasil adota hoje, De taxar mais os produtos mais nocivos à saúde. Esse é o modelo padrão internacional, recomendado por todos os órgãos de saúde. Criar um modelo inusitado, cobrando impostos iguais para bebidas difierentes, terá impactos pesados na saúde pública. A saúde deve vir sempre em primeiro lugar. Para você ver, o México, que é o país da Tequila, adota esse modelo, os Estados Unidos, do Bourbon, também, assim como Reino Unido, Rússia, inclusive. A Rússia é um caso de sucesso, quando eles adotaram esse modelo progressivo, no final dos anos 90, houve uma redução de mortes causadas por intoxicação com álcool de 100mil para 30 mil ao ano.

DINHEIRO – Quais são os maiores riscos caso haja uma elevação nos impostos da cerveja?

MÁRCIO MACIEL — A gente não tem esse número exato, estamos testando várias alíquotas. Os estudos de impacto ainda  estão em andamento, mas não vamos falar de fechamento de fábricas ou de demissões por enquanto. Vamos falar de investimentos. Aumentar a carga tributária vai afastar investimentos no setor. A Heineken está construindo sua fábrica mais tecnológica do mundo em Passos (MG), é o maior investimento do mundo da Heineken. É disso que falamos, as empresas precisam se planejar, e um cenário de incertezas afasta novos investimentos, ou pelo menos os adia. Além disso, estamos no limite dos impostos, o setor já está muito próximo à “curva de Laffer” de tributação, que mede a relação entre a alíquota cobrada e a capacidade de arrecadação do tributo. Ou seja, o modelo demonstra haver um limite para aumentar o imposto gerando crescimento da arrecadação. Vários estados elevaram o ICMS recentemente, então com certeza deverá haver revisão de investimentos por parte das grandes empresas.

DINHEIRO – As grandes cervejarias já não repassam o aumento dos custos ao consumidor?

MÁRCIO MACIEL — Repassar o aumento para o consumidor ou não faz parte da estratégia comercial de cada empresa, mas o que eu posso dizer é que as cervejarias brasileiras fazem tudo o que for possível para não aumentar o preço, pois são mais de 60 mil marcas de cervejas no País. E um mercado muito competitivo, no qual o consumidor é muito sensível ao preço. As companhias fazem malabarismo para tentar comprimir as margens e evitar repassar o custo ao consumidor. Para se ter uma ideia, durante a pandemia de Covid-19, 70% dos aumentos de custos das cervejas foram absorvidos pelas empresas, não foram repassados. Foi absorvido com muito custo, e o limite para esse tipo de ação está cada vez mais estreito.

DINHEIRO – Mas a venda aumentou na pandemia…

MÁRCIO MACIEL — Sim, o volume de produção e as vendas aumentaram. De fato, teve uma transferência do consumo nos bares para o consumo em casa, com as compras feitas em supermercados, além das vendas diretas e deliveries que bombaram. Mas o brasileiro adora um bar, é um lugar que o consumidor gosta muito, e está havendo uma tendência crescente de retomada do consumo nos bares.

DINHEIRO – E as pequenas cervejarias?

MÁRCIO MACIEL – Pergunta importante. Sobre as pequenas, o Sindicerv tem muitas pequenas associadas, mas a associação principal desse segmento é a Abracerva, que trabalha conosco em muitos casos, e eles dizem que se houver qualquer aumento de impostos, as pequenas cervejarias correm o risco de fechar as portas. Então elas podem estar em risco sim, mas a gente só vai saber disso exatamente quando o desenho do Projeto de Lei Complementar que vai taxar o setor estiver pronto, talvez no segundo semestre ou no início de 2025. Para se ter uma ideia, 77% dos entrevistados de pesquisa recente do Guia da Cerveja apontaram que a carga tributária elevada é o principal desafio enfrentado pelos produtores. Então a gente defende que haja uma isenção do imposto seletivo para essas pequenas produtoras, ou ao menos que elas tenham um tratamento diferenciado, faixas de cobrança diferenciadas. Por exemplo, quanto menor for a produção, maior o desconto do imposto seletivo. Aí o imposto teria várias faixas de desconto de acordo com a produção, e quando chegar a cinco milhões de litros por ano, já pode  cobrar 100% da alíquota, E isso não é uma invenção minha ou das associações. É ima diretriz da União Europeia. Eles praticam esse modelo no qual quem é pequeno tem um tratamento diferenciado, é assim na Bélgica, na Alemanha, grandes países cervejeiros.

DINHEIRO – O que mudou na indústria brasileira nas últimas décadas?

MÁRCIO MACIEL  — O Brasil avançou muito quando se fala de cerveja. Saímos do papel de meros apreciadores para nos tornarmos maio res do que a Europa em número de mar cas registradas: mais de 60 mil. Passamos de degustadores de bebidas importada para exportadores internacionalmente reconhecidos pela qualidade. Produzimos cada vez mais, melhor e com mais diversidade de sabores, texturas e até teores alcoólicos, mostrando que a inovação está no nosso DNA. A cerveja em si não nasceu no Brasil, mas a cada ano o Brasil transforma e inova na forma de fazer cerveja. Que ao final da reforma tributária possamos celebrar decisões sintonizadas com o que há de melhor em experiências internacionais, sem jabuticabas que podem provocar consequências desastrosas para toda a cadeia produtiva.

Sindicerv elege nova diretoria e conselhos

Em assembleia geral extraordinária realizada na última sexta-feira (28), foram eleitos os novos integrantes da diretoria, conselho de administração e conselho fiscal do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).

Com mandato de três anos, a nova diretoria é composta por Rodrigo Moccia, Larissa Menezes, Maria Fernanda Chaves Cunha e João Marcelo de Castro. Diretor de Relações Institucional da Ambev, Moccia foi eleito diretor-presidente.

Formado em Administração Pública pela FGV/EAESP e com especialização em políticas públicas pela Georgetown University, em Washington DC, e com MBA executivo no Insper, Moccia está na Ambev há mais de 13 anos.

O administrador substitui Mauro Homem, que presidirá o conselho de administração. Márcio Maciel segue à frente da presidência-executiva, posto que ocupa desde janeiro de 2023.

Além de Mauro Homem, o novo conselho de administração é composto por Roberta Bordini, Carla Crippa, Eduardo Paoli, Marina Ferreira e Vivan Rodrigues. Por sua vez, integram o conselho fiscal Antônio Frota, Flávio Galiano, Tiago Pereira e Ana Claudia Couto.

SAIBA MAIS

Fundado em 1948, o Sindicerv representa as empresas responsáveis por mais 85% da produção de cerveja no Brasil – setor que contribui com, aproximadamente, R$ 50 bilhões em geração de impostos por ano em toda a cadeia produtivo (2% do PIB nacional) e que emprega mais de 2,5 milhões de pessoas, entre colaboradores diretos, indiretos e induzidos.

A entidade tem como objetivos principais estudar, defender e coordenar os assuntos comuns à categoria e adotar medidas em defesa de suas associadas perante os poderes públicos (Federal, Estaduais e Municipais), organizações privadas em geral e a sociedade civil. Sobretudo, atua continuamente para o debate de regulamentos, leis, normas, políticas públicas e práticas que contemplem a evolução e o desenvolvimento da indústria nacional da cerveja e suas respectivas cadeias produtivas.

Circula Vidro reúne fabricantes, autoridades e representantes de empresas

Márcio Maciel, presidente do Sindicerv, presente ao lançamento da Circula Vidro

A Circula Vidro, organização que promove a economia circular e reúne entidades representativas, fabricantes, empresas e consumidores, foi lançada oficialmente nesta quinta-feira, 13/6, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Com sede na capital federal, a organização, integrada pela Abividro (Associação Brasileira das Indústrias de Vidro), Abrabe (Associação Brasileira de Bebidas) e Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), nasce com uma meta: aumentar a reciclagem de vidro no Brasil.

O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, esteve presente ao lançamento e exaltou a iniciativa: “Ficamos muito felizes em fazer parte da Circula [Vidro] e ver que finalmente vai ser encaminhada uma solução”. De acordo com Maciel, 75% das embalagens de vidro usadas na indústria cervejeira são retornáveis, o que demonstra o foco do setor em uma economia sustentável e responsável com o meio ambiente.

“O lançamento da Circula Vidro representa um grande marco para o setor cervejeiro brasileiro, e reforça nosso compromisso com a sustentabilidade e a reciclagem. Estamos orgulhosos de liderar essa iniciativa em parceria com a Abrabe e a Abividro, mostrando ao país que a indústria da cerveja está ativamente empenhada em promover práticas ambientalmente responsáveis”, destaca a gerente de Sustentabilidade do Sindicerv, Priscila Gurgel.

“O aproveitamento na reciclagem do vidro é de 100%”, afirma Fábio Ferreira, CEO da Circula Vidro e especialista em sustentabilidade. “A cada quilo de vidro recolhido, é possível produzir um quilo de vidro próprio para voltar ao consumo”, complementa Fábio.

Mesmo com todo esse potencial de reaproveitamento, o vidro é a matéria-prima menos reciclada no Brasil: apenas 11% de todo volume produzido são reciclados. Um dos objetivos é aumentar esse percentual para 40%, sensibilizando especialmente os setores que mais utilizam o vidro como embalagem: hotéis, bares, restaurantes e fabricantes de remédios e cosméticos.

Produção de cerveja no Brasil atinge volume recorde em 2023

O setor cervejeiro brasileiro alcançou um marco significativo em 2023: mais de 15,4 bilhões de litros de cerveja produzidos, de acordo com dados consolidados nesta semana pela plataforma de pesquisa de mercado Euromonitor International. Esse volume recorde, que ilustra um crescimento de mais de 15% desde 2013, é resultado de três fatores principais: inovação, investimento e incentivo aos pequenos produtores.

Na última década, tanto grandes conglomerados quanto investidores independentes têm aumentado seus aportes financeiros no setor. As grandes cervejarias estão ampliando suas fábricas e modernizando equipamentos para elevar a capacidade produtiva.

Além disso, o investimento em novas tecnologias e métodos de produção para aumentar a eficiência e a qualidade do produto permite a diversificação de sabores e ingredientes, o que tem atraído um público mais amplo: são 60.334 marcas de cerveja registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária. As cervejarias artesanais, em particular, contribuíram significativamente, introduzindo produtos com novos sabores. E começamos a assistir a um crescimento do consumo das cervejas zero álcool, indicando que o consumidor não precisa abrir mão do sabor da bebida que é a mais consumida no país.

“Dados da Fundação Getúlio Vargas apontam que 90% do valor agregado produzido pelas cervejarias ficam na localidade em que elas se encontram. A indústria da cerveja é 100% nacional, e está presente em 771 municípios brasileiros. Com a arrecadação de cerca de R$ 50 bilhões por ano em impostos na cadeia produtiva, o setor representa 2% do PIB brasileiro”, destaca Márcio Maciel, presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).

Políticas públicas e iniciativas privadas têm facilitado o crescimento das microcervejarias e cervejarias artesanais. Eventos e competições de cerveja ajudam a promover as marcas locais.

O recorde de mais de 15,4 bilhões de litros em 2023 reflete o esforço coletivo do setor em se adaptar e crescer. Com um mercado competitivo e uma demanda crescente, espera-se que o Brasil continue a registrar altos volumes de produção nos próximos anos.

Para os consumidores, esse crescimento oferece mais opções e uma melhor qualidade de produtos; para os produtores, consolida um setor robusto e promissor.

Artigo: Cerveja, orgulho nacional

(kazoka30/Thinkstock)

Márcio Maciel
Presidente Executivo do Sindicerv

Qual a relação do brasileiro com a cerveja? Os números dizem tudo. Em 2023, foram produzidos mais de 15,4 bilhões de litros de cerveja no Brasil, pelas mãos de mais de 75 mil trabalhadores diretos, em quase 2 mil cervejarias de norte a sul do país. Esses dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento e mostram apenas uma pontinha do quão profunda é a nossa cultura cervejeira.

O Brasil foi muito mais além quando se fala da cerveja. Saímos do papel de meros apreciadores para nos tornarmos maiores do que a Europa em número de marcas registradas: 60.334. Passamos de degustadores de bebidas importadas para exportadores internacionalmente reconhecidos pela qualidade. Produzimos cada vez mais, melhor e com maior diversidade de sabores, texturas e até de teores alcóolicos, mostrando que a inovação está no nosso DNA.

Em cada município no qual se instala uma cervejaria, há um incremento social e econômico considerável, por meio de um efeito multiplicador na geração de renda: cada emprego na cervejaria gera pelo menos 34 novos postos de trabalho em toda a cadeia produtiva. E estamos em mais de 771 municípios. Fez as contas aí?

Pois nós fizemos as contas por aqui: a estimativa é que a indústria cervejeira gere mais de 2,5 milhões em empregos diretos, indiretos e induzidos, movimentando uma cadeia produtiva que se estende desde o agronegócio, com destaque para a produção de grãos (cevada, trigo, lúpulo, milho, mandioca), até o consumo do produto final pelas famílias. A nossa cerveja vai do campo ao brinde e traz o que existe de mais representativo na brasilidade: o trabalho e a celebração. São R$ 27 bilhões em salários e mais de R$ 50 bilhões em impostos por ano.

E enfrentar os impostos é o maior desafio do setor cervejeiro brasileiro, assim como de todos que convivem com uma legislação tributária que coloca à prova a resiliência e a perseverança de qualquer empreendedor. É importante ressaltar aqui que, no segmento das cervejas, trabalhamos com a maior carga tributária da América Latina.

Não é fácil. Mas somos brasileiros e, por isso, não desistimos nunca. Nesse dia 5 de junho, dia em que se celebra a cerveja brasileira, reforçamos em voz alta que queremos continuar sendo orgulho para o Brasil. A nossa meta é continuar crescendo. Queremos continuar investindo, gerando emprego, renda, pagando impostos para o Brasil e produzindo uma bebida 100% nacional. Queremos continuar reunindo amigos, oferecendo experiências gastronômicas, levando o campo ao copo. Para isso, precisamos de políticas públicas que foquem no apoio à indústria brasileira e de uma reforma tributária que seja justa, equilibrada, que mantenha os padrões internacionais e, principalmente, que não haja aumento de carga.

A cerveja em si não nasceu no Brasil, mas, a cada ano, o Brasil transforma e inova na forma de fazer cerveja. Por isso batemos no peito com orgulho para dizer: não há nada como uma bela cerveja brasileira.

Cervejaria Colombina

Com a produção iniciada em fevereiro de 2014, no estado de Goiás, a Cervejaria Colombina ocupa uma posição de destaque no Centro-Oeste em seu segmento de atuação.

A utilização dos frutos do Cerrado na composição dos produtos trouxe o reconhecimento como “A Cerveja do Cerrado”, uma das principais características da marca.

Em dezembro de 2023, A cerveja Colombina Cold Brew Lager foi eleita a melhor cerveja do Brasil pela Associação Brasileira de Cervejas Artesanais (Abracerva)

Site: cervejacolombina.com.br

Instagram: instagram.com/cervejacolombina

Cervejaria Philipeia

Iniciando suas operações em um dos períodos mais desafiadores da história moderna, a pandemia da Covid-19, a Philipeia soube se reinventar e, hoje, é dez vezes maior do que quando começou.

A capacidade de produção mensal, que no início era de 4.000 litros, hoje ultrapassa 40.000 litros antes de completarem quatro anos de operação. A Philipeia também conta com 16 rótulos próprios.

Instagram: https://www.instagram.com/philipeia/