Cervejarias brasileiras crescem a patamares históricos

A jornalista Christiane Pelajo comanda o painel sobre o futuro do setor cervejeiro, com participações do presidente do Sindicerv, Márcio Maciel, do tributarista Heleno Torres e do presidente da Abracerva, Gilberto Tarantino

A indústria cervejeira brasileira segue em ritmo de crescimento. De acordo com o Anuário da Cerveja 2024, estudo elaborado anualmente pelo Ministério da Agricultura e da Pecuária (Mapa) e divulgado nesta quinta (9/5), em 2023 o número de cervejarias abertas no Brasil atingiu o pico de 1.847 unidades, um recorde histórico para o setor e um crescimento de quase 7% sobre o ano anterior. Segundo o levantamento, há pelo menos uma cervejaria em 771 municípios do Brasil, sendo que a região Sudeste tem a maior concentração.

“Somos responsáveis por mais de 2,5 milhões de empregos diretos e indiretos e estamos em ritmo de crescimento. Estamos gerando renda para o brasileiro e pagamento de impostos para o Brasil. Por isso, neste momento, é importante termos políticas públicas que nos permitam continuar contribuindo positivamente para a economia nacional”, destaca o presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Márcio Maciel.

Hugo Caruso, diretor do Dipov/SDA/Mapa, apresenta os números de crescimento da indústria cervejeira
Hugo Caruso, diretor do Dipov/SDA/Mapa, apresenta os números de crescimento da indústria cervejeira

São Paulo é o estado com maior número de cervejarias registradas, seguido pelo Rio Grande do Sul e Minas Gerais. No entanto, o Pará foi o estado que mais cresceu, com 33,3%, seguido por Mato Grosso do Sul (22,2%).

Registro de produtos

Outro destaque no estudo sobre a indústria cervejeira no Brasil é o total de registros de produtos: 45.648, com crescimento de 6,6% em relação a 2022.

Saem importados, entram os nacionais

O documento elaborado pelo Mapa identificou, ainda, que o brasileiro está trocando a cerveja importada pela nacional. Desde 2019, a importação de cerveja registra queda, chegando a uma redução de 51,1% em volume e 39,4% em valor no ano passado. Caíram a quantidade, a diversidade e a origem dos países. Por outro lado, as cervejas brasileiras estão ganhando o mercado internacional, com um crescimento de 18,6% no volume e de 28,8% do total faturado com as exportações.

“Pode-se inferir que a maior oferta de produtos nacionais tenha diminuído a busca por produtos estrangeiros”, destaca o Mapa.

Para acesso à íntegra do Anuário, ou para mais informações, entre em contato com a Assessoria do Sindicerv, pelo e-mail [email protected].

Indústria da cerveja apoia isenção no imposto seletivo para pequenos produtores de bebidas

A indústria da cerveja no Brasil defende que produtores de bebidas alcoólicas que estejam no Simples Nacional fiquem isentos da cobrança do imposto seletivo. Isso significa que micro e pequenas empresas não pagariam o novo tributo criado pela reforma tributária e usualmente cobrado sobre o consumo de determinados bens e serviços que geram externalidades negativas.

O pleito da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) é apoiado pelo Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), pela Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) e pela Federação Brasileira das Cervejarias Artesanais (Febracerva). Atualmente, 83% das cervejarias brasileiras estão no Simples.

“Ficamos um ano estudando o impacto do imposto seletivo dentro da Câmara Setorial da Cerveja no Ministério da Agricultura e conseguimos demonstrar que o segmento todo é beneficiado com uma tributação específica para as empresas do Simples. A estrutura e recursos das cervejarias artesanais é muito diferente das grandes cervejarias. A cerveja é um patrimônio do Brasil e consenso demonstra a união do segmento”, disse o presidente da Abracerva, Gilberto Tarantino.

O presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, destaca que, com a regulamentação do imposto seletivo, o Brasil terá a chance de adotar um modelo de tributação que leve em conta boas práticas internacionais, para combater o consumo nocivo de álcool e proteger os pequenos negócios.

“Defendemos a isenção para quem está no Simples porque temos uma preocupação em proteger os pequenos de uma carga tributária elevada, pois os altos impostos são considerados o principal desafio para a indústria cervejeira”, argumentou Márcio Maciel.

Recente pesquisa do Guia da Cerveja mostrou que 77% das cervejarias – de todos os portes e regiões – apontaram os impostos e a alta carga tributária como principal desafio para o negócio, o que pode ampliar as dificuldades de crescimento de um setor que contribui diretamente na geração de empregos e para o PIB do país.

Saiba mais sobre imposto seletivo

No início de março, em um seminário na Câmara dos Deputados que discutiu a regulamentação do imposto seletivo, o setor da cerveja defendeu que o Brasil adote práticas internacionais na regulamentação do imposto seletivo que observam a tributação com base no teor alcoólico das bebidas. O evento, realizado por iniciativa de frentes parlamentares, foi realizado dentro dos Grupos de Trabalho (GTs) paralelos no Congresso Nacional.

A indústria cervejeira segue recomendações de organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a OCDE e o FMI, que consideram a taxação por teor alcoólico o modelo de imposto seletivo mais eficaz para a redução do consumo nocivo do álcool. É um modelo adotado por mais de 40 países, como Austrália, Canadá, Rússia, Reino Unido e União Europeia.

Cervejaria Louvada é a nova associada do Sindicerv

O Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) anuncia, nesta quinta-feira (29), a cervejaria Louvada como a mais nova associada da entidade. Inaugurada em 2015, a Louvada é a primeira cervejaria artesanal de Cuiabá (MT) e, atualmente, possui fábricas em três estados, com uma produção de 400 mil litros de cerveja por mês.

“É com alegria que anunciamos a Louvada como a nova associada do Sindicerv, uma cervejaria que tem alta representatividade, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Norte. Essa parceria fortalece cada vez mais a agenda do Sindicerv na defesa da cadeia produtiva da cerveja em todos os cantos do país”, comemorou o presidente executivo do Sindicerv, Márcio Maciel.

A Louvada está presente em sete estados, com 1,6 mil pontos de venda e 11 franqueados. A principal fábrica fica em Cuiabá (MT). Em 2019, a cervejaria abriu a segunda unidade fabril em Porto Velho (RO) e, no ano passado, inaugurou a terceira planta em Indaiatuba (SP). A Louvada utiliza energia solar em sua produção e investe em ações de sustentabilidade.

No portfólio, são mais de 20 estilos de cervejas. Entre elas, a “Hop Lager”, eleita melhor cerveja hop lager do Brasil no Concurso Brasileiro de Cervejas de 2023, e a “Low”, uma cerveja com 3,7% de teor alcoólico, criada para atender ao paladar dos consumidores que buscam cervejas mais leves e de baixa caloria.

“Ao nos associarmos ao Sindicerv, reforçamos nosso compromisso não apenas com o setor, mas também ampliamos significativamente nossas oportunidades de colaboração e networking, estendendo nossa influência não apenas aos membros do sindicato, mas a todo o mercado cervejeiro. Em suma, essa parceria é essencial para consolidar e fortalecer nossa presença na indústria”, disse Gregório Ballarotti, sócio fundador e CEO da Louvada.

O Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo e as cervejarias associadas do Sindicerv respondem por mais de 80% da produção. O setor cervejeiro é responsável por 2% do PIB do país e gera mais de 2 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos em todos os estados.

Cervejaria Therezópolis

Inaugurada em 1912 por uma família de descendência dinamarquesa, a Therezópolis é a primeira cervejaria (e a primeira indústria) do município de Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

Ao longo de mais de cem anos, a cervejaria produziu os mais variados estilos de cerveja. Entre eles, está a Premium Lager Therezópolis Gold que, em 2021, ganhou versões long neck (355 ml), garrafa de 600 ml e lata (350 ml e 473 ml), que foram somadas à embalagem de 500 ml.

A Therezópolis incorporou mais contemporaneidade a sua identidade visual e rótulos, mantendo a referência às montanhas de Teresópolis e dando destaque para o Arlequim, personagem que entrega tradição, de um jeito descontraído.

Cervejaria Louvada 

Inaugurada em 2015, a Cervejaria Louvada é a primeira cervejaria artesanal de Cuiabá.  Em 9 anos de atuação, a cervejaria já se faz presente em sete estados, com 1,6 mil pontos de venda e 11 franqueados.

A principal fábrica fica em Cuiabá (MT). Em 2021, a cervejaria abriu a segunda unidade fabril em Porto Velho (RO) e, no ano passado, inaugurou a terceira planta em Indaiatuba (SP). A cervejaria utiliza energia solar em sua produção e investe em ações de sustentabilidade. 

No portfólio, são mais de 20 estilos de cervejas. Entre elas, a “Hop Lager”, eleita melhor cerveja hop lager do Brasil no Concurso Brasileiro de Cervejas de 2023, e a “Low”, uma cerveja com 3,7% de teor alcoólico, criada para atender ao paladar dos consumidores que buscam cervejas mais leves e de baixa caloria.

Carnaval: confira cinco dicas para curtir a folia com moderação

O Carnaval é conhecido por ser um período de diversão e de grande movimentação na economia brasileira. A indústria cervejeira atua ativamente para que a festa seja geradora não só de alegria, mas também de emprego e renda. Todos os anos, associadas do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) abrem postos de trabalho para centenas de pessoas nos principais carnavais, de Norte a Sul do país.

Além da economia, outra bandeira do setor cervejeiro no Carnaval é o consumo responsável de bebidas alcoólicas: a indústria promove ações educativas para engajar os foliões sobre a importância do consumo consciente e combate aos excessos.

“A indústria cervejeira apoia a cultura brasileira, suas festividades e tradições. Mas também pedimos para que os foliões consumam bebidas alcoólicas com consciência, sempre intercalando com água e alimentos. A moderação é o melhor caminho para a diversão”, afirma o presidente executivo do Sindicerv, Márcio Maciel.

Por conta disso, o Sindicerv separou cinco dicas para os foliões aproveitarem os bloquinhos de rua e as escolas de samba com alegria e moderação. Confira!

1 – Saiba diferenciar o teor alcoólico das bebidas

O folião precisa saber que cada bebida alcoólica possui uma porcentagem de álcool diferente e que isso faz diferença na hora no consumo.

A ciência comprova: a absorção do álcool pelo corpo é mais rápida quando a concentração de álcool na bebida está acima de 20%, e os níveis de álcool no sangue também aumentam mais rapidamente nesses casos. Com este cenário, a festa pode acabar mais cedo.

Por isso, bebidas com menor teor alcoólico são uma ótima opção para aproveitar o Carnaval até o final, aproveitando cada momento com consciência e responsabilidade.

2- Que tal uma cerveja sem álcool?

Durante a folia, o consumo de bebidas alcoólicas deve ser feito de forma moderada, sem exageros. Para quem quer pegar mais leve ou busca outras opções de bebidas, a cerveja sem álcool é uma alternativa. Ela é uma bebida que apresenta as mesmas características e o mesmo sabor de cerveja que você já conhece, só não possui álcool. Não é mágico?

“A cerveja sem álcool é uma solução inovadora da indústria cervejeira e atende a uma demanda de consumo daqueles que buscam um estilo de vida mais leve, saboroso e equilibrado, mesmo no Carnaval. Cada vez mais, estamos inovando em novos produtos para agradar todos os perfis de consumidores e promover a saúde”, explica Márcio Maciel.

3 – Bebeu água?

Não? Se manter hidratado é essencial para aguentar a maratona carnavalesca com saúde e sabedoria. E o melhor é não esperar ficar com sede. A dica é consumir bastante água, principalmente se for ingerir bebidas alcoólicas. Essa intercalação garante uma hidratação adequada durante todo o bloquinho.

4 – Conheça seus limites e respeite o outro

É importante que cada folião respeite seus próprios limites durante a folia. A melhor dica é prestar atenção aos sinais do corpo e saber parar na hora certa. A diversão não está na quantidade de bebida ingerida, mas sim na consciência e na responsabilidade. O consumo excessivo de álcool leva a comportamentos inadequados, o que pode prejudicar a sua experiência e de outras pessoas.

5 – Se beber, não dirija!

A indústria cervejeira dá apoio incondicional a Lei Seca com tolerância zero para álcool na direção. Caso for ingerir bebidas alcoólicas, use outras opções de deslocamento, como o transporte público e por aplicativos. Ou peça carona para aquele amigo que irá tomar apenas cerveja zero. Álcool e direção não combinam de jeito nenhum. Lembrando que a venda e o consumo de bebidas alcoólicas são permitidos apenas para maiores de 18 anos.

Impostos são desafio para 77% das indústrias cervejeiras

Os impostos e a alta carga tributária da cerveja no Brasil, a inflação que encarece o processo produtivo e as dificuldades de logística são os principais desafios enfrentados pela indústria cervejeira do país. A informação inédita aparece na pesquisa “Principais Desafios do Mercado Cervejeiro”, divulgada pelo Guia da Cerveja nesta terça-feira (6) em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).

De acordo com o levantamento, 77% das cervejarias – de todos os portes e regiões – identificaram os impostos e a carga tributária elevada como o principal desafio enfrentado. Além disso, o impacto da inflação sobre os custos de produção e a ineficiência logística também foram elencados como dificuldades para 52% e 43% dos estabelecimentos, respectivamente.

“É preocupante que a alta carga tributária seja o principal desafio para as cervejarias. O consumidor brasileiro já paga o maior imposto sobre a cerveja de toda a América Latina e vemos que isso é um problema que se espalha também para a indústria. Esperamos que a regulamentação da reforma tributária, no que tange ao imposto seletivo, traga mais razoabilidade, previsibilidade e critérios que permitam que o setor se desenvolva cada vez mais”, afirmou Márcio Maciel, presidente executivo do Sindicerv.

Desafios por região e por porte

Além da alta carga tributária, a pesquisa identificou desafios adicionais enfrentados pelas cervejarias nas diferentes regiões do País e de acordo com o porte das indústrias.

No Sul e no Sudeste, há uma dificuldade maior para se destacar no mercado e alcançar metas, segundo 59% e 37% das cervejarias localizadas nessas regiões, respectivamente. As duas localidades abrigam a maior número de cervejarias registradas no país, segundo o Anuário da Cerveja 2022: 1.484 de um total de 1.729 cervejarias registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Para 77% das cervejarias localizadas no Nordeste, o segundo desafio mais enfrentado é a ineficiência logística e de distribuição. Já no Centro-Oeste, problemas financeiros e endividamento são o terceiro problema mais citado, juntamente com a questão logística (50% para cada). No Norte, impostos e impacto da inflação estão empatados com 33%.

Em relação ao tamanho da cervejaria, os impostos e a carga tributária elevada são unânimes e considerados o principal desafio para todos os estabelecimentos, independentemente do porte. No entanto, cervejarias menores sofrem mais com os impostos e com a concorrência.

Como a indústria lida com os desafios

De acordo com a pesquisa, a indústria adota diversas estratégias para lidar com os desafios. Entre elas, estão a diversificação de fornecedores e redução de gastos operacionais. Parcerias com bares, restaurantes e eventos são buscadas por 44% das cervejarias que querem conquistar mais mercados.

“A indústria cervejeira no país possui uma produção quase 100% nacional e faz parte de um setor que gera mais de 2 milhões de empregos em todos os cantos do país. Os resultados desta pesquisa, além de oferecem insights valiosos para as fabricantes, destacam a necessidade de políticas que apoiem o crescimento sustentável do setor cervejeiro no Brasil”, concluiu Márcio Maciel.

A pesquisa também contou com o apoio do Sebrae e da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).

Do campo ao copo, a cerveja rende um papel vital na economia brasileira

Quando você se senta para tomar aquela cervejinha com os amigos, seja aquela gelada no boteco, na praia, ou aquela garrafa especial que harmoniza com pratos elaborados, você geralmente está em um momento de lazer, descontração ou celebração. E, provavelmente, a última coisa que você vai pensar é quantos setores da economia e quantas pessoas foram mobilizadas para que você tenha aquela deliciosa experiência.

Mas é aí, nessa cadeia produtiva, onde se encontram alguns dos melhores atributos da cerveja brasileira.

De acordo com Márcio Maciel, Presidente Executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (SINDICERV), que representa mais de 81% da produção nacional, “A cadeia produtiva de cerveja envolve milhões de trabalhadores, do campo à mesa. Desde o agronegócio, passando pelo setor de logística, produção de embalagens, bares, supermercados, restaurantes, eventos e muito mais.”

O mercado da bebida, portanto, representa mais de 2% do PIB Nacional, gerando mais de 2 milhões de empregos diretos e indiretos – na sua grande maioria, nos setores da indústria e serviços, que são considerados empregos qualificados, e R$ 27 bilhões em salários por ano, segundo estudo da FGV.

A jornada da cerveja começa no campo, com a produção e malteação da cevada. Com cada vez mais tecnologia e áreas cultivadas, o Brasil produz atualmente mais de 435 mil toneladas ao ano, com destaque para a região Sul, especialmente o Paraná, que é responsável por mais de 70% da produção brasileira.

Embora os números impressionem, há ainda muito potencial para o crescimento, uma vez que o Brasil ainda tem que importar grande parte dos grãos para atingir toda sua produção.

Outra grande novidade no setor do campo é a produção de lúpulo nacional. Tradicionalmente considerado inadequado para cultivo no Brasil, o lúpulo sempre foi importado. Atualmente, porém, através de diversos investimentos da EMBRAPA, cervejarias e setores privados, 11 estados brasileiros já o produzem e 100% da colheita é vendida. A maior parte dos produtores é formada por agricultores familiares, o que promove a sustentabilidade e a geração de renda em algumas comunidades.

Do mesmo jeito que o consumo de cerveja aumenta, cresce também o número de estabelecimentos registrados no Brasil. Segundo dados do Euromonitor International, a previsão da produção para este ano é de 16,1 bilhões de litros, o que equivale ao crescimento de 6,5% em comparação com 2022. Estes números colocam o Brasil na terceira posição de maior produtor de cerveja do mundo, atrás somente dos EUA e da China.

E quando fazemos uma comparação com 10 anos atrás, o número de cervejarias aumentou mais de 1.000%. Em 2012 eram 157 cervejarias no Brasil, e hoje são mais de 1729 cervejarias, com presença em todos os estados brasileiros, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Esse crescimento impulsiona também diversos outros setores da economia, como o de logística, embalagens, produção de equipamentos e, claro, os próprios pontos de venda.

O setor de serviços, incluindo bares, restaurantes, festivais e eventos, desempenha um papel vital na economia do País. Bares e restaurantes não apenas servem como locais de encontro social, mas também representam uma parte significativa do PIB do Brasil. A cerveja é um dos itens mais solicitados nesses estabelecimentos, aumentando a demanda por empregos no setor de serviços e contribuindo para a economia local.

Com um consumo médio per capita de mais de 60 litros, a produção nacional de cerveja contribui cada dia mais para o progresso e desenvolvimento econômico do País.

Setor cervejeiro segue crescendo a cada ano, aponta anuário

Mais uma edição do Anuário da Cerveja foi divulgada nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) durante o evento ‘Confraria Sindicerv: Números do Setor’. Os dados, referentes ao ano de 2022, mostram que o setor cervejeiro cresceu 11,6%, com a abertura de 180 novos estabelecimentos. Ao todo, o Brasil registra 1.729 cervejarias.

Não houve diminuição do número de estabelecimentos em nenhuma unidade da Federação. O destaque vai para Minas Gerais que, com aumento de 33 cervejarias registradas, superou Santa Catarina em 2022 e alcançou a terceira posição no ranking com 222 estabelecimentos. São Paulo se mantém como o primeiro Estado com maior número de cervejarias registradas, com total de 387 estabelecimentos, seguido do Rio Grande do Sul com 310 cervejarias.

Segundo o levantamento, a tendência de concentração de cervejarias na região Sudeste permanece, apresentando 798 estabelecimentos registrados, o que representa 46,2% do total de cervejarias do Brasil. Já a região que teve o maior crescimento relativo no ano foi a Norte, que apesar de contar apenas com 36 estabelecimentos, apresentou 20% de aumento no número de estabelecimentos registrados em comparação a 2021.

O número de municípios com pelo menos uma cervejaria também aumentou e agora um a cada oito municípios brasileiros possuem pelo menos uma cervejaria registrada. Isso quer dizer que são 722 municípios brasileiros com pelo menos uma cervejaria, o que representa um aumento da dispersão em 7,4% se comparado a 2021, quando havia ao menos uma cervejaria em 672 municípios brasileiros.

O Acre, Amapá e Roraima seguem sendo as únicas unidades federativas que possuem apenas um município com presença de cervejaria.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a importância do setor cervejeiro para a economia nacional. “O setor é muito relevante, e os números apresentados aqui hoje mostram isso. O Mapa está aberto para que possamos continuar tendo números impressionantes”, disse.

Mercado em expansão

O Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, atrás da China e dos Estados Unidos e deve alcançar, em 2023, o volume de vendas de 16,1 bilhões de litros, um crescimento de 4,5% em relação a 2022, de acordo com dados da empresa de mercado Euromonitor International, para o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja – SINDICERV.

Para o Presidente Executivo do SINDICERV, Márcio Maciel, os números comprovam o potencial do mercado do setor cervejeiro nacional, que demonstrou evolução, mesmo diante de um cenário econômico desafiador, marcado por taxa de juros em alto patamar e expectativa de inflação em elevação.

“A cadeia produtiva da cerveja contribui com mais de 2 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos e geração de 2% do Produto Interno Bruto Nacional. Para cada emprego em uma cervejaria são criados 34 novos postos de trabalho em toda a cadeia produtiva, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para SINDICERV. Em números, a cadeia gera mais de 27 bilhões em salários e é responsável por mais de R$ 49,6 bilhões (base 2022) de tributos por ano, sendo um dos principais colaboradores para o crescimento do Brasil.

Para o presidente da ABRACERVA – Associação Brasileira de Cerveja Artesanal, Gilberto Tarantino, os dados do Anuário refletem a maturidade do mercado de cerveja artesanal e o poder empreendedor das micro, pequenas e médias cervejarias.

“Seguimos crescendo, estamos cada vez mais presentes no território nacional e movimentando a economia local. A enorme quantidade de produtos e marcas ilustram o alto poder de inovação deste segmento”, afirma.

Densidade cervejeira

O Brasil possui uma cervejaria registrada para cada 123.376 habitantes. A marca representa um aumento de 10,4% na densidade cervejeira do país, que em 2021 era de 137.713 habitantes para cada estabelecimento.

Santa Catarina é a unidade da Federação em que os habitantes estão mais bem servidos com cervejarias, alcançando a primeira posição com a marca de um estabelecimento para cada 34.132 habitantes. Já São Paulo, apesar de ser o estado com maior número de estabelecimentos, se encontra na sexta posição, por ser mais populoso, apresentando uma cervejaria para cada 120.540 habitantes, valor próximo ao nacional.

Em relação aos municípios, essa é a primeira vez que uma cidade apresenta densidade cervejeira abaixo de mil habitantes por estabelecimento. Tal feito foi alcançado por Linha Nova/RS, o município com a mais alta densidade cervejeira no Brasil, apresentando uma cervejaria para cada 862 habitantes. O município conta com 2 cervejarias, para um total de 1.724 habitantes.

Registros de Produtos

As cervejarias brasileiras alcançaram 42.831 produtos e 54.727 marcas de cerveja. Em relação a novos produtos, houve um crescimento de 19,8 % ao total de produtos registrados que havia em 2021, o que representa 7.090 produtos a mais.

A exemplo do que ocorre para estabelecimentos registrados, há uma concentração de registros de produtos nas regiões Sul e Sudeste, com a marca de 91,8% de todos os produtos registrados em cervejaria do país.

São Paulo lidera como o estado com maior número de marcas nos registros de cerveja (16.528) e maior número de produtos registrados (12.319) e, também, como o município com maior quantidade de registro de cervejas (1.817).

“Houve avanços significativos no processo regulatório dos últimos anos, inclusive com modernização dos padrões de identidade e qualidade da cerveja, o que proporcionou um incremento significativo no número de registros de produtos e de cervejarias. Como resultado, temos benefícios direto ao setor, conforme números retratados no anuário, e também aos consumidores que têm acesso a uma gama de produtos diferenciados, aproveitando ingredientes regionais e tipicamente brasileiros”, destacou o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart.

Geração de Empregos

O setor cervejeiro no Brasil é historicamente relevante para economia nacional, gerando mais de 42 mil empregos diretos.

A região sudeste detém 57,8% dos empregos diretos, seguida das regiões Nordeste e Sul com, respectivamente, 16,8% e 14,7%. Na sequência temos o Centro-Oeste com 7,1% e a região Norte com apenas 3,7%.

O evento contou com o apoio institucional da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal – ABRACERVA, da Federação Brasileira das Cervejas Artesanais – FEBRACERVA, da ABRALATAS – Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio, Associação Brasileira das Indústrias de Vidro, da Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo – APROLÚPULO, e da ABRASEL – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes.

Cerveja Stout surpreende pelo sabor marcante e aspecto encorpado

As variações de sabores, texturas e aromas tornam a cerveja uma bebida única. A partir de diferentes métodos de fabricação é possível agradar diferentes paladares e ocasiões. A Stout, por exemplo, é produzida com alta fermentação e o aspecto encorpado e coloração escura desse tipo de cerveja a torna perfeita para temperaturas mais frias

Originária da Irlanda, a Stout, que em alemão significa forte, é feita com cevada torrada, tem um gosto marcante, associando o amargo do lúpulo ao adocicado do malte e harmoniza com diversos tipos de pratos: desde carnes grelhadas e queijos a sobremesas com chocolate.

“No mercado brasileiro temos à disposição diversos rótulos de cerveja Stout, inclusive incorporando novos ingredientes pensando no paladar do consumidor nacional, como café, cacau, baunilha e manjericão”, destaca o presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja – SINDICERV, Márcio Maciel.

Confira os diferentes tipos de cerveja no site do Sindicerv